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Engraçado quando você gosta de uma pessoa e ela não te dá nenhuma chance. Não corresponde seus olhares, alega que a distância é um fardo eno...

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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Atração Fatal (Seriado 6/10)

video

Ainda no jantar, Suzi não desgruda os olhos em Matt, que fica tentando disfarçar pra Christine, que se mantém calma e sorridente com a presença da amiga em sua casa.
_Obrigado por ter salvo a minha esposa! Eu sou muito grato. _diz Matt.
_que nada. _diz Suzi se demonstrando gentil.
Enquanto isso, Renan devora o prato de macarronada e queijo, fazendo todos se sentirem á vontade. No término da noite, Christine e Matt se despedem da jovem moça. Ao fecharem a porta, Christine pergunta:
_o que achou da Suzi, meu amor?
_ela é uma pessoa bacana, Christine! _diz o marido.
_hum. É verdade, Matt! Ela é um amor de pessoa. Até hoje fico me perguntando: quanta coragem ela teve de enfrentar aquele bandido ontem? Matt é porque você não estava lá, mas eu vi tudo. Suzi provou á todos que ela não tem medo da violência. Ela agiu sozinha e conseguiu me livrar de um grande perigo._conta Christine, surpresa.
Matt fica pensativo por alguns instantes.
_bom, eu vou ver o nosso filho! _diz a esposa, se afastando.
De repente, Matt reflete sozinho:
_qual será o jogo dela hein?
Ao entrar no quarto, Christine troca de roupa enquanto Matt, sentado na beira da cama, tira os seus sapatos.
Ela se aproxima e o beija carinhosamente.

Matt e Christine

Matt a joga na cama e começa a enchê-la de beijos por todos os lados. De repente, ela hesita um pouco e ele pára.
_O que foi?
_Faz um tempo que você não me pega assim.
_Hum. Se você não quiser, tudo bem!
_Relaxa, Matt! Eu te amo muito e quero você comigo nesta cama. Quero ser amada de todas as formas.
_Eu vou te amar, de todas as formas. _diz Matt, continuando a beijá-la fortemente.


Christine se rende aos encantos do marido, mas de repente, um pensamento desvia a atenção dele, fazendo ele travar um pouco. Era a lembrança de Suzi, que atrapalhou o momento. Matt não consegue continuar e isso deixa Christine estranha.
_Aconteceu alguma coisa?
_Desculpa, mas acho que não consigo.
_Tudo bem! _diz ela, se afastando e virando de lado.
_Christine...
_Matt, vá descansar! Você deve estar trabalhando demais.

No dia seguinte, Matt decide se abrir pra Smith e contar-lhe toda a situação que anda acontecendo em sua vida pessoal.
_então a Christine conhece a sua amante?
_sim. E as duas se tornaram amigas.
_nossa! E agora, o que você irá fazer, meu amigo?
_Sr. Smith, eu estou enrolado numa situação péssima. A Suzi ainda tem esperanças de ficar comigo, mas eu não posso continuar me envolvendo neste jogo de sedução. Eu amo a Christine!
_Matt, se você não quer mais se envolver com a Suzi, você precisa se afastar dessa mulher. Já imaginou se a sua esposa descobre que a melhor amiga é sua amante?
_e você acha que eu não pensei nisso? Eu penso nisso o tempo todo! E cá pra nós, eu não estou mais ficando com ela.
_o que a Suzi é de verdade pra você? O que ela representa em sua vida?
_quando estou ao lado dela, eu me esqueço de tudo. Esqueço dos problemas familiares, do caso da Regina Winston, enfim, tudo. É como se eu estivesse hipnotizado. É loucura, eu sei, mas é a pura verdade! Eu sou outra pessoa quando estou ao lado da Suzi.
_ela parece que te enfeitiçou, Matt! Você está perdidamente alucinado por essa mulher e o sexo entre vocês não há limites. Certo ou errado?
_bom, o senhor está falando o que é certo. É assim mesmo que eu me sinto em relação á esta mulher. Ela é puro fogo. E cada vez que a toco, essa chama se acende cada vez mais.
_Matt, não minta pra mim mas vocês ainda se encontram?
_Ultimamente não tinha ido a casa dela.
_E quanto a você e Christine? Como anda a vida sexual de vocês dois?
_Eu não consegui transar com ela ontem.
Sr. Smith fica sério e toma mais um pouco de café.
_acho bom você tomar cuidado! Quando existe um desejo ardente no meio de muitos conflitos, o coração não pode ser substituído pela razão. É preciso ter consciência do que realmente está fazendo. Não se esqueça que a sua família é importante, acima de tudo.
_diz o delegado, convencido de que Matt está se sentindo perdido e confuso com os seus sentimentos.

Algumas horas depois, Feliciano toma seu café quente quando Matt bate á porta. Ele o atende gentilmente.
_bom dia, Sr. Feliciano! _pergunta o policial.
_bom dia! _responde o escritor.
_Meu nome é Mathew e sou policial investigativo. Eu gostaria de fazer algumas perguntas sobre Regina Winston.
_Regina? Mas o que você quer saber sobre a minha ex- mulher?
_apenas farei perguntas simples que possam esclarecer alguns fatos que levaram á ocorrer o  falecimento da sua ex-esposa.
_tudo bem! Entre! _convida Feliciano. _espero que seja rápido, pois tenho um compromisso mais tarde.
_claro. _diz o policial entrando e se sentando no sofá.
_pois bem! Pode fazer as perguntas. _diz Feliciano, se prontificando á responder.
Matt se organiza e inicia o questionário.
_você foi marido de Regina, né?
_sim. Fomos casados por dezessete anos.
_hum. E qual foi a última vez que viu Regina antes de sua morte?
_faz muito tempo, desde que nos separamos. Estávamos diante do juiz acertando o nosso divórcio. Regina parecia bem e convicta de sua atitude. Eu só queria mesmo era ter paz.
_paz? Pode ser mais claro?
_Regina me fez sofrer demais, Mathew. O nosso casamento foi um verdadeiro fiasco. Não era pra ter acontecido, porque o verdadeiro amor de Regina era o melhor amigo dela: Olivier, que provavelmente você já deve estar ciente. Talvez foi por causa dele que a gente não demos certo. Mas isso agora não é mais problema! Nos separamos e cada um seguiu sua vida. _diz o escritor, lamentando-se.
_e quanto ás amizades dela, Sr. Feliciano? Soube que você não gostava das amizades de Regina e que a mantinha afastada até mesmo de sua família.
_eu jamais afastei Regina dos amigos e da família. Eu sempre a preservei. Regina saía muito de casa e eu não gostava disso. Sabia que ela tinha um caso com Olivier, portanto, sempre fiquei contra a idéia de ela sair sozinha. Mas quanto á tia dela, eu jamais a impedi de vê-la. Regina visitava Juliet e vice versa.
_você sempre acreditou que Dinorah era confiável? Por quê?
_simples. Dinorah era uma boa mulher e Regina estava muito ligada á ela. Eram como se fossem irmãs.
Regina nunca mediu esforços pra ajudá-la. Sempre a apoiou!
_então, Dinorah era a única amiga que realmente ficou do lado de sua ex-mulher?
_bom, quando ela teve o caso com Olivier e pensou em se separar de mim pra ficar com ele, Dinorah, por mais que conhecesse a amiga e que a tratava bem, se opôs. Ela ficou do meu lado, mas Regina não dispensou sua amizade. Dinorah deixou bem claro a sua opinião sobre as atitudes da amiga com relação ao nosso casamento. Resumindo, a amizade das duas continuou normalmente.
_e não houve nenhum tipo de atrito entre as duas neste período?
_não, porque Regina e Dinorah se respeitavam. Embora tivesse opiniões diferentes, as duas nunca deixaram os problemas se misturar com a amizade que tinham. Até Justine tinha ciúmes da Dinorah e Regina, porque as duas estavam sempre juntas.
_entendi! E o que você acha deste acidente com Regina? Será que foi proposital mesmo?
_foi até bom ter mencionado esse assunto. Pelo que eu conheço a Regina, ela não tinha inimigos. Mas eu acredito que deva haver algum motivo pra ela vir á falecer desse jeito.
_motivo? Alguma coisa em mente?
_eu não sei explicar, senhor policial, mas talvez a resposta que você procura, o próprio Olivier vai lhe dizer.
_Olivier? Por que ele teria essa resposta?
_simples. Porque conforme eu disse, Regina se separou de mim por causa dele e talvez ele saiba o que realmente houve de fato pra este acidente acontecer.
_diz Feliciano, parecendo ser sincero em sua resposta. Matt fica sério, mas não exclui a hipótese do escritor estar correto em sua convicção. Olivier pode sim, saber de fato o que estava acontecendo com Regina Winston.

O tempo passa e Matt não consegue disfarçar que ainda sente algo por Suzi. Os dois se encontram quase todos os dias e o seu pensamento não está mais voltado ao seu trabalho e a sua família. A maioria dos encontros acontece no hotel sempre no final da tarde. Suzi, com um olhar provocante e um sorriso encantador e Matt, com aquela expressão de bobo e ansiedade. São horas de abraços, beijos e momentos de prazer dia e noite. Drinques, coquetéis, rosas sobre a cama, um verdadeiro oásis. Havia um jogo de envolvimento entre os dois que não tinha restrições. Suzi se entregava de corpo e alma á Mathew e gemidos se ecoavam por todo o quarto. Depois do ato sexual, o casal decide conversar um pouco.
_eu adorei a nossa noite! _diz Suzi, beijando seu pescoço.
_eu também gostei, mas agora eu quero saber uma coisa de você! _ele se vira e a encara._qual é o seu jogo, Suzi?
_jogo? _ela pergunta séria.
_sim. Seu jogo? _ele a questiona. _até hoje a sua atitude naquele supermercado não me convence.
_Matt, deixa de ser bobo! Eu apenas livrei a sua mulher de um assalto. Não houve jogo!
_eu quero muito acreditar nisso, mas não consigo! Existe algo em você que eu não sei explicar. Talvez eu não consiga enxergar, perceber. Suzi, a sua beleza é tão misteriosa demais!
Suzi dá de ombros e tenta disfarçar.
_Matt, eu sou apenas sua. Você pode fazer o que quiser de mim, meu amor! Vem, me beije! Me chame de tesão como me chamou a noite toda! Me lambuza do teu gozo!
_Eu estou falando sério, Suzi! Quero saber a verdade.
_Essa conversa está ficando chata já.
Matt não reconhece a expressão de Suzi e percebe que existe algo diferente em seu jeito de se expressar.
_eu vou embora! _ele se prepara pra se arrumar.
_eu fiz algo errado? Por favor, fique mais um pouco!
_ela diz.
_não, Suzi! Eu realmente preciso ir. Obrigado por mais uma noite agradável! _e sai porta afora, a deixando desolada.

Suzi se veste com uma camisola transparente e vai direto ao guarda-roupa, onde tira da gaveta, um revólver calibre38.
_espero que eu esteja fazendo a coisa certa! _ela pensa sobre a cama com o revólver nas mãos.

Perigosa

Sr. Smith conversa pelo bate-papo virtual quando o telefone toca. Ele decide atender, quando do outro lado da linha, D. Juliet lhe revela algo assustador.
_preciso dizer algo de suma importância: proteja a Brendha, filha de Dinorah. Regina amava muito aquela menina e ela não se perdoaria se acontecesse algo á ela. _diz a senhora, aflita.
_a filha de Dinorah? Posso saber o motivo, D.Juliet?
_não posso falar mais nada. Desculpe! _ela desliga de súbito e ele se preocupa.
_preciso falar com o Matt agora! _ele decide ligar em imediato.
Matt atende num só toque e o delegado transmite a informação.
_não se preocupe, eu vou à casa dela agora!_diz o policial.
Matt desliga o telefone e entra no carro. Ele decide rumar até a casa de Juliet. Ao chegar na esquina da casa da tia de Regina, ele estaciona o carro e sai. De repente, a casa da velha senhora explode, lançando pedaços de telha em pleno ar. O fogo se espalha rapidamente e Matt se desespera.
_D. Juliet! Nãoooooo!_ele grita inconformado e se agonia de raiva. _Oh meu Deus! Por quê?
Alguém observa a cena do outro carro e acende um cigarro.
Matt se sente arrasado e desabafa em uma ligação com o delegado.
_ela não merecia isso, Sr. Smith! _diz Matt, se lamentando. _precisamos parar essa onda de homicídios.
_eu entendo a sua aflição, Matt! Mas vamos tentar raciocinar: a pessoa que cometeu este crime bárbaro com Juliet vai agir novamente e a próxima vítima seria a Brendha, filha de Dinorah. Antes de morrer, D. Juliet deixou bem claro que algo poderia acontecer á menina e que precisamos protegê-la.
_você está certo, Sr. Smith, mas a Brendha não está protegida?
_bem, alguns homens de minha confiança estão a mantendo segura. Ela e a família. Porquê?Acha que algo vai acontecer á ela?
_Sr. Smith, algo me diz que tem alguma coisa errada. Telefone para os seus contatos e procure saber como está a Brendha e a família dela agora. Não podemos deixar mais nada de ruim acontecer com amigos próximos de Regina. _diz Matt, sensibilizado.
_claro. _diz o delegado, consentindo e discando o número rapidamente.

Alguns dias depois, Matt resolve se encontrar com Suzi novamente, que o recebe gentilmente como de costume.
_sabia que viria, Matt! _diz ela, desabotoando a blusa.
_eu não vim pra isso, Suzi! _diz Matt. _preciso que se afaste da minha família.
_eu não estou entendendo. _diz a jovem.
_eu não quero te ver com a Christine. Por isso, eu vim dar um basta na situação antes que seja tarde demais.
Suzi abotoa a blusa novamente e diz:
_tudo bem! Se você quer tanto que eu me afaste de sua mulher, eu me afasto, sim!
_nossa! Muito obrigado! Você me deixa aliviado, Suzi.
_eu estou fazendo isso por você, meu amor! _diz ela, servindo um drinque. _mais alguma coisa que eu deva fazer por você?
_isso é tudo. _diz Matt, bebendo alguns goles e dando de ombros.
De repente, ele se vira e observa a jovem quase despida em sua frente e diz:
_pensando melhor, acho que eu tenho mais um pedido á lhe fazer. Embora eu possa me arrepender depois, mas você, Suzi me tira totalmente do sério. _diz ele, tirando da sua mão o copo de uísque e a beijando ardentemente. Suzi se rende, agarrando-o ao seu corpo forte e atlético e deslizando suas mãos até a região da cintura.
_você é louca, sabia? _ele murmura em seu ouvido,a colocando contra á parede.
_eu? Você não me conhece nem um pouquinho._ela responde, com um ar irônico, fazendo-o respirar fundo e deslizando a boca a partir do umbigo pra baixo.
Matt afaga os cabelos de Suzi, enquanto ela abre devagar o zíper de sua calça.
_Você não vai fazer isso, né?
_Relaxa! _ela responde, levando ele ao delírio.

Enquanto isso, Christine lê um livro enquanto espera o marido chegar do trabalho e observa Renan num sono tranqüilo.
_onde você se meteu, Matt! _ela fica pensativa ao olhar o relógio.

No condomínio, Suzi acorda Matt depois de horas de sono.
_que horas são? _ele pergunta, despertando.
_são sete da manhã, querido! _ela responde.
_oh, não! Eu não acredito._ele se levanta ás pressas.
_por que não me acordou mais cedo?
_ora essa, querido, você estava num sono bom que eu preferi não acordá-lo. Ultimamente, você anda precisando de um bom descanso. _ela diz.
_droga! O que vou dizer á Christine? Que loucura que eu fui fazer na minha vida!_ele põe as mãos sobre a cabeça.
_você se preocupa tanto, Matt! Christine vai entender os seus motivos de não ter chegado em casa mais cedo.
_você não conhece a minha mulher, Suzi! Eu nunca dormi fora de casa. _diz ele, se arrumando ás pressas. _Não tenho mais vida de solteiro como antes.
_hum. Que fofo! _ela zomba.
_a culpa é sua, Suzi! _ele diz, irritado.
_a culpa é minha agora? Matt, não sou eu que vou na sua casa te procurar. Você é que sente a minha falta. Por que não reconhece de uma vez que não pode ficar sem o meu cheiro, meu corpo, meus lábios? Você me adora, Matt! Admita pra sim mesmo!
_eu devo estar mesmo doido,Suzi!
_Matt, sabe de uma coisa? Eu estou cansada dos seus medos e do seu papinho furado. Por que não toma uma iniciativa de homem de verdade e deixa de ser tão infantil?
_como é que é? Suzi, eu tenho uma família. Tenho uma esposa maravilhosa e um filho lindo.
_ah, por favor, Matt! Não vem com esta mesma história de novo. Eu estou cansada, ouviu bem, de te ouvir dizer que possui uma família, que possui isso e aquilo. Por que você me procura afinal? Matt, eu não sirvo só pra sexo. Eu tenho sentimentos também. Eu não sou um poço pra você vir jorrar teu sêmen, não!
_Suzi, me desculpa tá! Pode ficar tranqüila que eu vou desaparecer da sua vida e que jamais vamos nos esbarrar de novo.
_Pára Matt! Você diz que vai desaparecer mas no fundo, vai me procurar. Vai continuar traindo Christine comigo, sabe por quê? Porque eu deixo você aceso a noite toda. O dia todo. Eu te deixo maluco.
_Pior que você tem razão. Eu fico louco por você.


_vá embora, Matt! Você pode estar confuso, perdido, mas eu não estou aqui pra ser simplesmente um objeto sexual seu. Eu ainda te recebo nesta casa porque eu te amo de verdade e quero muito construir uma relação ao seu lado. Mas como você possui uma família invejável, eu não quero ser o pivô de sua separação.Só me procure quando realmente perceber os seus sentimentos pela minha pessoa. _ela se levanta e abre a porta pra ele sair. _agora eu preciso ficar sozinha! Por favor, saia!
_Isso é verdade? Você me ama?
_Vá embora Matt! Me deixa em paz por favor!
Matt abaixa a cabeça e sai porta afora consentindo. Suzi fecha com força.

Horas depois ao chegar em casa, Matt joga as chaves sobre a mesa do centro e segue para o corredor. Ele abre a porta do quarto de Renan e o encontra dormindo
tranquilamente. Depois, vai direto para o seu quarto onde encontra Christine sentada sobre a cama.
_bom dia! _ele a cumprimenta. Christine o encara friamente e responde:
_bom dia, Matt! Posso saber por que chega á esta hora?
_Christine... _ia dizer ele, quando ela a detém.
_Matt, você nunca dormiu fora de casa. O que está havendo?
_amor, eu posso explicar. _diz ele, tentando tranqüilizar a situação. _eu tive que trabalhar até tarde nas investigações.
Christine o encara mais uma vez.
_deixa de mentiras, Matt! Eu liguei para o Sr. Smith e ele me disse que você tinha saído mais cedo.
_então, eu fui visitar alguns amigos próximos de Regina. Você não soube do ocorrido com D. Juliet? Eu tenho que pegar este assassino que anda rondando a cidade fazendo vítimas e causando terror._ justifica-se Matt.
Christine consente e fica em silêncio por alguns instantes.
_desculpa não ter dormido em casa. Eu sei que você deve ter ficado preocupada comigo, mas está tudo bem agora. Tudo o que eu preciso é de uma ducha quente e algumas horas de sono._diz Matt,tirando a roupa e indo para o banheiro.
_Está desculpado, Matt! Vá tomar seu banho!
Christine dá de ombros e resolve ir pra cozinha preparar um café.

Suzi recebe a ligação misteriosa outra vez e a conversa promete não ser das melhores.
_por que está diferente com o seu homem hein? _a voz pergunta bravo do outro lado da linha.
_você não é o meu homem e eu estou cansada! Cansada de tudo, ouviu bem?
_vagabunda! Você está traindo toda a confiança que depositei em sua pessoa.
_olha aqui, você devia me agradecer por Matt estar em minhas mãos, porque se não fosse por mim, meu amor, ele jamais estaria tão envolvido pela minha pessoa. Eu estou te quebrando um galho e você devia me agradecer muito.
_como você é tão generosa, né? Eu te conheço muito bem e sei de onde você veio, Suzi. Você não joga pra perder. Alguma eu sei que você está aprontando e eu vou te parar o mais depressa possível. Esse jogo é meu e não teu!
_se você acha que eu estou jogando com você, então porque não assume logo as suas responsabilidades e deixa de lado um pouco o seu ar misterioso? Quero ver se você tem coragem de enfrentar os riscos á esta altura do campeonato.
_como você é maliciosa, Suzi! Ás vezes, eu tenho vontade de matá-la, mas sei que não posso fazer isso. Tenho dívidas com você e te matar agora, prejudicaria todos os meus planos.
_claro, porque sem a mim, meu bem você não chega aonde quer. Lembre-se de algo: se o Matt se sentir ameaçado, fique certo que o jogo vira e eu mudo minhas táticas.
_o que significa que você fica contra mim?
_sim, mas com certeza você não viverá pra contar a história. _diz ela firme e grossa.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Atração Fatal (Seriado 5/10)


Dias depois, Matt decide assistir o vídeo de uma festa de lançamento do livro de Feliciano na companhia de Sr. Smith.
_o que você vai encontrar, Matt? Eu vi esse vídeo mais de duas vezes e não achei nada interessante.
_talvez, porque você não reparou em algum detalhe.
_o que está insinuando, Matt?
_deixa pra lá, Sr. Smith! Bom, vejamos aqui! _ele liga o aparelho de DVD e aguarda o filme começar.
Smith observa cauteloso e Matt não desgruda o olhar fixo na televisão.
Tudo parecia normal. Feliciano faz um discurso de apresentação e agradece aos convidados presentes na festa. Regina estava entre os convidados, mas nenhum de seus amigos estava presentes ali. De repente, Matt paralisa o vídeo e comenta com o delegado:
_olha aqui! Regina não me parece satisfeita por estar presente. E se você perceber bem, nenhum amigo dela está na festa.
_é como a Justine lhe disse, meu amigo. Feliciano afastou as amizades de Regina e portanto, ninguém foi á ocasião.
_tem lógica, sim! _ele continua o vídeo.
A festa continua normal. De repente, Feliciano abraça a esposa e apresenta á alguns amigos dele, mas ela finge se importar. Em alguns instantes, ele se afasta e ela sai do local. Atento em pequenos detalhes, Matt observa que Regina se encontrara com alguém próximo de um corredor que segue para o banheiro. Ele paralisa o vídeo.
_você viu essa cena?
Sr. Smith deixa o café de lado e observa.
_Matt, isso não é novidade. Regina deve estar conversando com um convidado apenas.
_é muita coincidência os dois estarem num mesmo corredor próximo ao banheiro e sem que haja pessoas por perto. Deixa eu ver essa cena no zoom!_ele controla o vídeo.
Sr. Smith fica encabulado e Matt exclama:
_consegui! Olha quem está conversando com Regina no corredor?
O delegado fica perplexo ao ver que a ex-mulher de Feliciano estava falando com Olivier, justamente no dia da festa do ex-marido.
_caramba, Matt! E eu não reparei nisso!
_pois é! Assim como essa cena passou despercebido pra você, também deve ter passado para todos que a viram, inclusive Feliciano.
_e agora, o que você pretende fazer?
_está mais que na hora de eu fazer uma visita ao ex- marido de Regina. Desde que ele chegara de viagem, eu ainda não tive tempo de pegar seu depoimento._diz Matt, consciente.

Suzi encontra o supermercado onde Christine trabalha e decide iniciar seu plano pra se aproximar da jovem. Ela entra normalmente, verifica os produtos e vai colocando no carrinho pra comprá-los. De repente, entra um assaltante e invade o local, pedindo que todos fiquem em silêncio e causando pânico geral. Ciente do plano, Suzi decide agir.
O assaltante exige que Christine lhe entregue todo o dinheiro do caixa e a ameaça com um revólver. Suzi provoca uma distração, jogando o carrinho fortemente contra uma pilha de enlatados. O assaltante se descuida e Suzi avança pra cima e tira a arma das mãos, jogando contra o chão. Christine corre em direção para os fundos da loja e Suzi finge dominar o assaltante.

O Grande Assalto

A polícia chega na hora exata.
_Agora foge! _diz ela, em tom baixinho pro assaltante.
_Se cuida hein! _ele responde.
O assaltante se livra da jovem empurrando-na, fugindo em seguida.
_você está bem, moça? _o segurança pergunta ao ajudá-la.
_sim. _responde Suzi,calma.
_Obrigado pela ajuda! _diz o gerente do supermercado ao ver a cena.
Suzi se mantém calma e tenta disfarçar o riso.
_acho que ele não vai aparecer tão cedo por aqui._ela diz.
Christine fica surpresa com a coragem da jovem e decide agradecê-la pessoalmente.
_eu tinha que fazer algo pra ajudá-la! _ela responde.
_você foi muito corajosa em enfrentar aquele bandido.
_diz Christine.
_pelo menos, minhas aulas de artes marciais são favoráveis nestas situações. _diz ela.
_meu nome é Christine. _se apresenta ela.
_Suzi Vielmont. _responde a jovem.

Horas mais tarde, Matt chega no supermercado e encontra a esposa conversando com alguns policiais.
_Matt, que bom te ver por aqui, meu amor! _diz ela, o abraçando.
_querida, eu soube o que houve. Vim ver como você está? Fiquei preocupado.
_Matt, você não imagina o quanto eu fiquei temida com esse assalto.
_eu sei, meu amor! Eu estou aqui, viu? Vou ficar com você!
_mas o incrível foi o que fizeram por mim, meu amor! Uma simpática moça me ajudou. Ela me livrou de um perigo e tanto.
_como assim? Quem te ajudou, Christine?
_eu não sei como ela fez isso, mas ela conseguiu tirar a arma do assaltante, Matt! O nome dela é Suzi._ela revela.
_Suzi? _ele fica surpreso ao ouvir tal nome.
_Sim. Nossa! Estou trêmula com o que aconteceu hoje.
_diz ela, nervosa e Matt diz:
_Vai ficar tudo bem agora! Tenta relaxar!
_Eu me lembrei da primeira vez que nos conhecemos. Matt fica em silêncio e afaga seus cabelos negros.
_Parece que vivi essa cena novamente, Matt! Você me deixa tão segura em seus braços. Eu te amo muito! _ela diz, carinhosamente olhando seu rosto.
_Eu também amor! Amo mais que tudo.



Ao chegar em seu apartamento, Suzi decide tomar um banho morno e fica pensativa embaixo do chuveiro sobre a sua relação com Matt e a cena propositada do assalto no supermercado, onde Christine trabalha.
Enquanto isso, um carro Ford Ka surge de repente e o vidro escuro se abre. Um rapaz desconhecido fuma um cigarro e usa óculos escuros. Ele pega o telefone e disca o número. Dentro de poucos minutos, Suzi ouve a chamada e atende, já envolvida numa toalha de algodão felpuda:
_o que foi dessa vez? _ela pergunta.
_eu estou ligando pra avisar que já cheguei na cidade. Suzi fica surpresa.
_como assim, já chegou? Você não me avisou de que vinha?
_o papo é o seguinte, Suzi: eu cheguei e vou fazer as coisas do meu jeito agora. Você já teve o seu tempo. Não vou precisar mais dos seus serviços.
_você não pode fazer isso comigo! E o nosso acordo, onde fica? Eu preciso continuar na missão.
_Suzi, você não me ouviu? Eu coloco as regras e você está fora!
_ótimo! Se você acha que conseguirá resolver as coisas sozinho, então está certo. Vou arrumar minhas malas e vou ir embora amanhã bem cedo.
_é isso aí,Suzi! Eu vou pedir para os meus contatos reservarem uma passagem de avião e o hotel pra você ficar.
_mas esteja certo de que sem á mim, você não vai conseguir chegar aonde quer tanto. _diz Suzi,corajosa de si.
_o que você está falando, Suzi? _se intriga o desconhecido.
_enquanto estiver aqui, eu posso lhe ajudar muito. Tenha certeza disso! Conheço o ponto fraco de Matt e sei que ele está se envolvendo cada vez mais no caso de Regina Winston. Sei os lugares que freqüenta, o local que a esposa dele trabalha, ou seja, eu tenho a vida dele em minhas mãos.
_muito interessante, mas será que eu posso te envolver mais nisso? É perigoso demais para uma prostituta!
_parece que você não me conhece bem! Eu gosto do perigo e posso levar o Matt para você em questão de segundos. Basta que você me confie este serviço e que não faça absolutamente nada pra interceder esse plano.
_gostei de ver, Suzi! Uma mulher de atitudes e de coragem. Você adocicou meu coração. Continue no caso! _diz ele, desligando.
Suzi vibra com a notícia e sorri por dentro.

Alguns dias se passam... Christine e Suzi tornam-se grandes amigas e a operadora de caixa a convida á ir a sua casa. Suzi aceita o convite gentil e no mesmo dia, conhece Renan, o filho amado de Mathew. Ela observa fotografias espalhadas pela casa, os móveis e a decoração.
_este quem é? _ela pergunta de propósito ao ver Matt na foto.
_este é meu marido, Suzi! _responde Christine, inocente.
_ah, sim! _ela dá de ombros e muda o assunto._você tem uma casa linda! Por que pretende se mudar?
_bom, eu e Matt arranjamos uma casa na região serrana e assim que ele terminar de resolver o caso em que está trabalhando, vamos nos mudar pra lá._ela a informa.
_entendi! Ele é policial, né?
_sim. É um trabalho perigoso, mas ele adora. Suzi, já discutimos por diversas vezes sobre a profissão dele, que eu estou até cansada. Portanto, hoje eu decidi aceitar, porque não vale a pena a gente ficar brigando.
_é verdade, Christine! Se ele gosta dessa profissão, o que você pode fazer, né? Você vai ter que aceitar!
_eu te convidei pra vir em minha casa e já estou desabando meus problemas á você. Desculpe!
_que isso, Christine! Imagine! Somos amigas._diz Suzi, com ar de falsidade.

Somos Amigas

Christine sorri meio sem jeito.
_posso usar seu banheiro? _Suzi pede.
_claro! Segunda porta á direita! _ela indica.
Suzi sai por alguns instantes da sala, quando Matt chega.
_amor, nós temos visitas! _diz Christine.
_nossa! Estou super cansado. Este caso está me deixando alucinado.
_não é de menos, né? Você vive na correria e nem tem tempo de descansar direito. Vou ter que conversar com o Sr. Smith sobre isso!
_ah, amor! Deixa pra lá! O importante é que eu estou chegando cada vez mais perto da verdade. Falta pouco!
_amor, eu estou com visitas! _ela novamente diz. Matt a encara.
_sério? Quem está aqui?
_é aquela amiga que eu te falei. A moça que me livrou do assalto.
Matt muda de expressão e Christine continua.
_ela é muito legal, gente fina mesmo! _diz a operadora de caixa.
_Que bom! Só assim eu a conheça e agradeça pessoalmente.
De repente, Suzi sai do banheiro e os encontram na sala juntos.
Matt fica perplexo ao vê-la ali em sua casa na companhia de sua esposa!
_oi, Mathew! Tudo bem? _cumprimenta Suzi, com um olhar tentador.
Matt a cumprimenta sério e Christine decide preparar a mesa.

Neste ínterim, Feliciano vai á casa de Juliet e a encontra sozinha.
_pensei que nesta casa, você nunca colocaria seus pés.
_diz a senhora.
_eu também pensei, D. Juliet, mas eu vim em paz. Desde que sua sobrinha falecera, eu me senti na obrigação de vim visitá-la.
_posso saber o motivo?
_eu queria saber se precisava de algo.
_Feliciano, como as coisas mudam, né? Certa vez, não queria que eu fosse á sua casa pra ver a minha sobrinha. Hoje, como ela está morta, você tem a audácia de vir aqui pra perguntar se eu preciso de alguma coisa.
_eu sinto muito, D.Juliet, mas a senhora sabe que a sua sobrinha me deu motivos pra eu agir com indiferença.
_ela só aceitou viver esse caso com Olivier por causa da sua intolerância.
_minha intolerância? Regina e Olivier se amavam desde quando eram mais jovens, bem antes de me conhecerem. O meu casamento foi um fiasco ao lado dela.
_vá embora, Feliciano! _ela pede.
_não agüenta ouvir a verdade, né? D. Juliet, Regina não me amava de verdade, porque se ela me amasse, não teria se envolvido com o melhor amigo dela. Se Olivier não existisse na vida da sua sobrinha, nosso casamento seria bem melhor.
_eu não acredito nessa hipótese, Feliciano! O fato é que você não soube dar valor á minha sobrinha. Agora, vêm bancando o santinho! Faça-me o favor!
_bom, eu não vou discutir com a senhora. Passe  bem!
_diz Feliciano, saindo porta afora e deixando a senhora nervosa.

Afastado de Christine, Mathew pressiona Suzi.
_o que pensa que está fazendo? _ele a questiona._vai embora agora!
_eu não posso! Sua esposa me convidou e eu não posso fazer uma desfeita dessas. O que ela vai pensar de mim?
_Suzi, a Christine nem sonha que ficamos juntos. Por favor, vai embora!
_espera aí, Matt! Você acha que eu conheci a sua esposa de propósito?
_é o que parece, Suzi! Eu sei que você está afim de mim, mas por favor, deixe a minha família fora disso.

Vá Embora!

_eu confesso que estou mesmo afim de você, Matt, mas eu sei me controlar, ouviu bem? Eu sei a hora em que o jogo vira, meu amor!
_primeiro, você me conhece e me deixa numa situação péssima, onde eu preciso mentir pra minha esposa e agora, vocês duas são grandes amigas.
_e olha que foi uma grande coincidência!
Matt fica passivo de raiva e Christine surge de repente.
_o jantar está pronto! Vamos, Suzi! _ela a chama. Suzi obedece e Matt fica preocupado.
_algum problema, meu amor? _pergunta Christine.
_não. É coisa do trabalho! Nada importante!_ele responde.


sexta-feira, 10 de março de 2017

Segundo Capítulo de Com Quem Eu Fico


No dia seguinte logo ao acordar, Wesley e Robson conversam sobre a noite passada.
_ela é incrível, irmão! Eu gostei muito dela. _diz Wesley, comentando da jovem que conhecera no clube.
_que bom, mano! E qual é o nome dela?
_é Pâmela, Robson! _diz ele, alegre.
_ah sim. _diz Robson, desanimado.
_bom dia, meninos! _interrompe Nívea na conversa dos filhos.
_bom dia! _diz Wesley e Robson juntos.
_que cara é essa hein, Robson? Está um dia maravilhoso lá fora! _percebe Nívea o olhar desanimado do filho mais velho.
_a noite ontem foi péssima pra mim. _diz Robson, descontente.
_ele está assim porque levou um bolo da menina da internet. _revela Wesley, brincando.
Nívea encara Robson com uma expressão curiosa e diz:
_filho, existem outras meninas por aí e tenho certeza de que você vai conhecer alguém que realmente goste de você, do jeito que você é.
_mas essa garota é linda demais, mãe! _diz Robson. _eu a conheci pela webcam. Agora só falta nos conhecermos pessoalmente.
_ok! E você, Wesley? Conhece essa garota?
_não, mãe! Eu nada sei sobre ela. _diz Wesley, sincero.
_mas o meu irmão sempre tem sorte. Ele conheceu uma garota ontem e por isso, está feliz desse jeito. _retruca Robson.
_verdade, filho? _fica curiosa Nívea.
_é sim, mãe. Ela é gente fina á beça. Chama-se Pâmela.
Nívea fica admirada ao saber que Wesley conhecera alguém que ele considera muito especial á princípio.

Enquanto isso, Pâmela esquece o celular na mesa do centro da sala quando sua mãe Elaine recebe a visita de uma amiga chamada Helen acompanhada da filha Nanda em sua casa. Enquanto as duas conversam distraidamente, Nanda de cinco anos encontra o celular e decide jogar um pouco. Como ela não entende por ser muito nova, acaba deletando alguns contatos de Pâmela, tais como o número de Robson. Minutos depois, Pâmela sai do quarto e desce a escada quando encontra o celular nas mãos da pequena e fica preocupada. Ela o tira das mãos da menina apressadamente e diz:
_não pode ficar brincando com o telefone da tia.

Em mãos erradas

Nanda entende aquelas palavras e as guarda em silêncio.
Pâmela resolve verificar se estava tudo normal, quando Elaine pergunta o ocorrido.
_não foi nada, mãe! O meu telefone estava com a Nanda.
Helen se preocupa e pergunta:
_Pâmela, me desculpe! Eu nem vi que o celular estava com a minha filha.
_sem problemas, Helen! É tanta coisa na cabeça que a gente esquece.
De repente, ela percebe que alguns contatos foram excluídos do aparelho e diz, insatisfeita:
_não acredito!
Elaine encara a filha e pergunta:
_o que aconteceu agora?
Sem medo de dizer a verdade, a jovem confessa:
_a Nanda apagou alguns contatos meus.
Helen se sente péssima com a situação e Pâmela diz pra não se preocupar. Aliás, foi um pequeno acidente e isso é normal acontecer.

Enquanto Pâmela tenta se conformar com o que houve com o seu celular, bem próximo dali, Edileusa cuida da casa curtindo o rádio novo que foi recém-comprado alguns dias antes, quando o telefone toca.
_oi, amiga! Como vai? _pergunta Renata.
_oi! Tudo bem e você?
_comigo está ótima! Está sabendo do pagode que vai rolar nesta sexta á noite?
_claro, amiga que estou sabendo.
_então você vai, Edileusa?
_mas é claro! Eu não iria perder uma roda de samba né?
_bom, vamos juntas então!
_perae, mas e a Helen ta sabendo que você vai neste pagode?
_eu vou avisar ela, mas não se preocupe! Helen é gente boa. Vai quebrar o galho pra mim!
_amiga, essa história de você deixar o seu filho sempre nas mãos da Helen, não é bom! Vá por mim!
_amiga, não tem problema não! A Helen nunca se importou com isso. E além do mais, meu filho gosta muito dela.
_e quanto ao Walter? O que ele pensa sobre isso?
_bom, o Walter continua o mesmo de sempre, amiga. Ele sempre é o contra, mas a Helen não se importa com isso e tenho certeza de que ela vai mais uma vez me ajudar nessa. _diz Renata.
Edileusa fica em silêncio.


Shania encontra Pâmela na sua loja de roupas e a cumprimenta.
_está tudo bem? _ela percebe um olhar triste.
_não, Shania! Não foi nada demais.
_não foi nada demais e você está triste assim? Ande, me conte!
_tudo bem! É que eu perdi alguns contatos importantes no meu telefone e um deles, foi de um cara que conheci pela web.
_você está falando do Robson?
_exatamente. A minha sorte é que não perdi o número de outro rapaz que conheci no clube neste fim de semana passado. Se eu tivesse perdido, eu não saberia o que fazer.
_como assim, amiga? Existe outro na parada agora?
_bem, é mais ou menos isso. Eu conheci o Wesley no clube neste sábado passado e nós ficamos, entende?
_não acredito! E o tal Robson que você estava ansiosa pra conhecer?
_não rolou, amiga! O Robson me deu o maior bolo então, Wesley apareceu e pra não terminar a noite sozinha, você me entende né?
_eu entendi o recado, Pâmela! Mas que bom que você conheceu alguém.
_é verdade, Shania. Ele é muito legal.
_hum. Mas e você? Vai mesmo pra casa da sua tia Cleusa nesta semana?
_eu pretendo sim. Vou passar alguns dias por lá, mesmo que tenha que aturar aquela insuportável da minha prima.
_é verdade, Pâmela! Não sei como a sua tia suporta aquela menina.
_ela é mãe, Shania e tem carinho pela Vânia. Sentimento de mãe é eterno!
_isso eu sei, amiga mas a Vânia é do tipo de pessoa que não tem sentimentos. Ela não se importa com ninguém.
_mas não vamos falar sobre ela, ta legal! Vamos deixar a Vânia de lado.
_é melhor mesmo! _diz Shania. _bom, eu vou indo! Tenho que passar numa floricultura antes de ir pra casa.
_flores? Pra quem será hein?
_não vem de graça! _diz Shania, sorrindo alegremente. _Eu amo flores e ponto final!
De repente, o celular toca e Pâmela confere a ligação antes de atender.
_quem é amiga? _pergunta Shania curiosa.
_é o Robson! _ela responde, séria.
_bom, vê o que ele quer dessa vez?
Pâmela decide atender a ligação e Robson se surpreende ao ouvir a sua voz.
_Oi! Tudo bem? _ela pergunta.
_Oi! Será que podemos conversar?
Pâmela fica hesitante, mas no final aceita e conversa com o rapaz.
_e o Wesley, amiga? Como fica nessa história? _ questiona Shania ao ver a expressão de Pamela.
_é apenas uma conversa. Nada vai mudar em relação ao Wesley. _diz ela, consciente e deixando Shania em silêncio.

Papo de Garotas


Wesley confere a sua agenda no telefone celular e ele fica pensativo ao ligar pra Pâmela. De repente, ele toma coragem e disca, mas dá chamada ocupada.
Nívea o encontra na cozinha e diz:
_filho, preparei aquele bolo que você adora!
_que bom, mãe! _diz ele.
_aconteceu alguma coisa?
_não. Por quê?
_por nada. Eu só estou sentindo você meio desanimado.
_bom, não é nada que eu possa resolver, mãe. Te amo! _ele o abraça fortemente e o beija no rosto. _bom, vou tomar uma ducha! E o Robson, onde está?
_ele deve estar correndo atrás da tal moça da internet. _diz ela, sorrindo.
Wesley sorri e vai para o banheiro.

No Rio de janeiro ainda, tudo está sendo uma maravilha pra Cínthia que cursa a sua faculdade e mantém uma relação de afeto com o namorado Mateus. Os dois se preparam pra viajar pra Angra nesse final de semana.
_será que seus pais vão gostar de mim? _pergunta Mateus.
_mas é claro. Eles vão se simpatizar muito com você.
_tomara, Cínthia. Eu quero muito conhecer sua família.
_eu sei. E também, está chegando o meu aniversário. Eles vão ficar super felizes quando souber da novidade.
_como é viver em Angra dos Reis? Eu só conheço por fotos e acho a cidade muito bacana.
_Mateus, é uma cidade belíssima. Possui 365 ilhas e tem pontos turísticos imperdíveis. Você tem que ver a casa da cultura. São tantos quadros que fazem você se sentir em casa. Meu pai é artista plástico, sabia?
_bem, até aí, eu imagino. Eu vi outro dia um depoimento na TV falando da sua cidade e mostrando algumas obras de artes que estavam sendo expostos por lá mesmo. Espero que o seu pai goste de mim mesmo.
_pois é! Você vai conhecer tudo, meu amor. Eu vou ter bastante tempo pra lhe mostrar detalhe por detalhe. E com certeza meu pai vai adorar te conhecer.
_eu sei. _diz ele, a beijando.
Cínthia era a filha mais nova de Odilon e Catarina. Sempre dedicada aos estudos, ela provou a família que não é uma simples jovem brincalhona, mas sim, uma mulher determinada que faz de tudo pra ver seus sonhos serem realizados. Apesar de ser extrovertida, Cínthia é uma jovem doce, de olhos negros e num corpo físico atlético. É uma mulher que sonha alto e se preocupa em primeiro lugar com a família. Seu relacionamento com Mateus é serio. Eles se conheceram na faculdade e estão juntos há dois anos e meio. Atualmente, existe algo entre eles, que pode fazer seus pais se sentirem felizes ou péssimos, dependendo da reação, é claro, que a tal novidade irá causar. Mas esse medo que existe em contar ou não contar está lhe deixando com sérias dúvidas. Já Mateus é um rapaz ciumento, que não perde a chance de grudar na namorada. Ele é um estudante como ela, que sonha fazer medicina. É filho de um dos governadores do país e almeja viajar com Cínthia depois da faculdade pra Miami, onde por sinal, pretende se casar e formar uma família. Mas isso é apenas um plano!

Em Abraão, Verônica sai de jet-ski e espera Yuri na casa dele. Ao chegar lá, a empregada da casa avisa que ele deu uma volta pelo jardim e ela decide averiguar. Nesse mesmo instante, o rapaz passeia pelo píer com Dani de mãos dadas e nem sonha encontrar a filha de Humberto por ali.

Ela é Demais

_você está pensando em viajar mesmo. Vou sentir muito a sua falta. _diz ela, triste.
_Dani, vai ser por alguns meses, mas não vamos deixar de manter contato. Vamos nos falar sempre que der.
_eu sei. Se eu pudesse, eu ia contigo.
_mas você não pode! Sua mãe ficaria irada comigo se eu te levasse pra longe dela.
Dani sorri por alguns instantes.
_não se preocupe, ok! Eu nunca vou te abandonar. Você sabe muito bem disso!
_é claro que eu sei, Yuri! Mas o fato é que eu vou estar sozinha aqui. Por que você não adia?
_porque eu vou estar com ele, meu bem! _diz Verônica, com um olhar sério.
 Os três se encontram.
_Verônica, você por aqui? _ele se pasma.
Verônica descobre a traição do namorado e responde:
_acho que eu cheguei na hora certa, né?
_não é nada disso que você está pensando. _ele se defende.
_como, Yuri? Como você pode ter feito isso comigo? Você tem outra!
Daniela fica sem palavras ao ver Verônica no estado de ira.
_Yuri, quem é essa mulher? _Dani decide interrogá-lo.
_Dani, eu..... _ele não consegue falar.
_eu sou a namorada dele, entendeu. _diz Verônica.
_você o que? _Dani se intriga com a resposta. _Yuri, diga que não é verdade?
Sem ouvir nada em sua defesa, Yuri se cala e Daniela, o empurra irritada, jogando-o no mar.
_por que você não me disse que estava indo viajar com outra garota?
_Dani, desculpa!
_Eu te odeio! _diz Dani, péssima. _Seu falso! Mentiroso!
Verônica e Dani se encaram de frente. Em seguida, Dani se afasta e pega seu jet-ski.
Verônica também sai com o seu jet-ski e antes de dar partida, ela tira o anel do dedo.
_Yuri, nunca mais me procure, ok! E curta a viagem sozinho, porque eu estou farta de você! _e atira o anel em seu rosto.
 Daniela sai furiosa sem dar satisfação ao rapaz.
_nunca mais me procure também! _ Dani diz, brava.
Yuri é abandonado pelas duas jovens e o que resta em suas mãos, apenas um anel de brilhantes.

video

Dani chega em casa e Wanda a encontra triste.
_o que aconteceu agora, filha?
_eu não quero mais ver o Yuri, mãe.
_por quê? O que ele fez agora?
_ele tem outra. Ele me enganou, mãe.
Wanda abraça a filha, que se lamenta.
_ele parecia ser um bom rapaz.
_mas não é. Ele é um falso. Ele nos enganou direitinho e eu tola, caí nas lábias dele.
_mesmo assim, eu ainda fico desconfiada. Ele me provou que te ama.
_era tudo mentira. Eu conheci a jovem que diz ser namorada dele. Mãe, a senhora não sabe a raiva que estou sentindo por dentro. _diz Daniela, entristecida.
_Não fica assim não meu amor! Se ele fez isso com você, é porque ele não te merece. Você é linda e vai encontrar alguém melhor do que ele.
“Jamais senti que Yuri fosse desleal comigo. Ele parecia um cara legal. Parecia que nunca iria me fazer sofrer, mas me enganei. Como sou tola em ter acreditado que ele seria diferente como os outros rapazes. Eu nunca vou perdoá-lo por isso. Quero esquecer que essa fase ruím da minha vida ocorreu há poucas horas deste trágico dia. A minha vontade era de matá-lo com as minhas próprias mãos, mas não vou me sujeitar á tal ato. Quero rabiscar esse momento do meu caderno!”

Verônica também chega em casa e encontra o empregado Tenório, que arruma o helicóptero.
_ora, quem chegou cedo! É a princesinha.
_não vem cheio de graça pra cima de mim, não.
_por quê? Já está mordida, é?
_sim, eu tive um dia péssimo hoje, ok? Meu pai está?
_não. Ele saiu faz duas horas.
_que droga! Você ainda não consertou essa porcaria?
_não. Por quê? Pretende usufruir dos meus serviços?
_você gosta de zoar, né? Eu não vou pegar o helicóptero hoje, não. Eu vou de iate, que é mais seguro.
_está com medo de que possa acontecer algo?
_se você pilotar, eu tenho medo, sim. Sou muito nova pra morrer. _ela sai.
_riquinha egoísta! _ele diz, num tom baixo.
Nesse momento, a empregada Isadora chega e os dois conversam.
_ Você adora cutucar a onça com vara curta né?
_Eu gosto de provocar mesmo. Nunca fui com a cara dessa menina.
_Eu também não mas ela é filha do magnata. Por isso nem gosto de dar certas opiniões. Emprego hoje em dia está difícil e se eu perder este, eu tô ferrada com minhas prestações do mês.
_Eu entendo você. Eu não sei como o Senhor Humberto aguenta essa garota mimada. Se eu fosse o pai dela, ela não estaria assim não.
_Bom, vamos mudar de assunto né? Já tomou o seu café?
_Ainda não.
_Vem tomar então! _ela o convida e ele a acompanha.
Tenório era o empregado braço-direito de Humberto. Ele mantinha uma relação de confiança com o seu patrão. Eram cúmplices em tudo. Ele tem um segredo oculto, que maltrata seu coração e sua alma por dentro. Um segredo que só Humberto sabia e que cansava de aconselhá-lo a respeito. Atualmente, ele não é casado. Ele se dedica inteiramente ao trabalho e faz disso, um hobbie. Gosta de pilotar o helicóptero da família e se diverte pescando nas melhores localidades da baía da Ilha Grande.

Praia Vermelha - Ilha Grande

Na manhã seguinte, Rafaela se encontra com Ronaldo. Ele decide lhe contar algo.
_você queria falar comigo? O que se trata?
_senta aí. _ele pede.
Rafaela senta num banco da praça e ouve.
_bem, o que foi?
_você se lembra de quando eu disse que não iria sossegar enquanto não achar o meu avô?
_claro. Eu até estou do seu lado nesse desafio. Por quê?
_porque eu recebi uma chance de encontrá-lo.
_que boa notícia, meu amor. Onde ele está?
_eu não sei direito onde ele está. Eu só tenho uma pista.
_O Jeff  ligou pra você avisando?
_Eu que liguei. Ele me contou sobre um senhor aposentado que tem um ateliê no centro de Angra e que possui o mesmo sobrenome de minha mãe. Ele acredita que é o meu avô.
_bem, o que você vai fazer agora?
_só tem um jeito de descobrir a verdade.
_que jeito, Ronaldo?
_eu vou ter que ir pra Angra. Vou procurar saber desse ateliê e desse senhor.
Rafaela muda de expressão.
_O que foi? Não gostou de saber da novidade?
_Não é isso. Eu gostei mas...
_mas?
_Eu não vou poder ir com você.
Ronaldo fica surpreso.
_por quê?
_Ronaldo, eu tenho o meu trabalho aqui e não vou poder me ausentar.
_Entendo. _diz ele, a abraçando. _Eu queria muito que você fosse comigo.
_Eu também queria mas desculpa! Não vai dar.
_Tudo bem. Você fica então mas eu vou estar de volta em alguns dias ok!
_Ta bom! Ronaldo, e se não for o que você procura? Pode ser que seja mais uma pista falsa.
_meu amor, eu só vou ter certeza da verdade se eu tentar. Me deseja sorte!
_claro. Toda a sorte do mundo. Você sabe que eu te dou a maior força, né? Pode contar comigo sempre!
_como eu queria que você fosse comigo.
_eu não posso, Ronaldo. Eu já disse! Eu dependo do meu trabalho. Você sabe disso! Não se preocupe, eu vou ficar bem.
_eu vou sentir muito a sua falta. Eu não vou saber o que fazer sem você por lá.
_você precisa ir ao encontro de seu avô. Eu não posso seguir com você. Esse desafio é só seu e de mais ninguém. Nós vamos manter contato sempre, através do telefone e além do mais, você não estará tão distante assim. São apenas alguns dias.
_eu sei disso, Rafa. Mas não faz sentido eu te largar aqui.
_Ronaldo, escute! _ela olha em seus olhos. _eu te amo muito! Você não vai estar sozinho. Você vai conseguir encontrar o que tanto procura e aí, sim, eu ficarei muito feliz por você ter conseguido. Você não pode desanimar, não! Vá à luta, acredite que eu estarei do teu lado e siga em busca do seu caminho.
_obrigado! _ele a abraça feliz. _tenho muito orgulho de ter lhe conhecido.
_eu que tenho orgulho de você. _ela diz, feliz. _ você é uma pessoa maravilhosa.

“Bem, queria tanto que ela fosse comigo! Que ela estivesse ao meu lado nos momentos em que eu me sentisse sozinho. Ah, como seria legal tê-la o tempo todo comigo. Eu não pensaria em mais nada, a não ser, beijá-la, abraçá-la carinhosamente, afagar seus lindos cabelos, dormir ao seu lado em cada noite. Acho que eu vou sentir muito a falta dessa mulher. Ela não imagina o quanto eu vou me sentir sem a sua presença. Mas, eu preciso focar o meu propósito em encontrar o paradeiro da minha família, nem que eu tenha que ir longe. Eu preciso achar o meu avô e saber dele onde está o meu pai. Essa é a chave de toda a minha história. Eu vou ficar com o meu coração partido em deixá-la, mas o que posso fazer? Ela tem o trabalho dela. Eu não posso atrapalhar a sua vida agora. Eu preciso me concentrar no meu plano. Eu tenho que achar a resposta dessa agonia que me tortura por dentro.”


*Continua...
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