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domingo, 23 de julho de 2017

Atração Fatal (Seriado 7/10)

video

Neste interím, Christine volta da cozinha e segue para o quarto. Ela encontra as roupas do marido sob a cama e decide organizá-las no camiseiro, quando de súbito, vê uma marca de batom na gola da camisa branca. Ela fica revoltada com a situação e entra no banheiro imediatamente, o flagrando dentro do bóx nú.
“No momento que Matt estava deitado, roncando sobre a cama, Suzi passou um batom nos lábios e pegando a roupa dele, decidiu deixar sua marca de propósito. Ela sabia que Christine poderia perceber a marca de batom na camisa do marido.”
_amor, o que houve?_ele pergunta intrigado e todo despido, ainda molhado pela água morna que caía do chuveiro.
_você estava com outra, né?_ela o interroga com a camisa na mão.
_Christine, eu posso explicar tudo. _diz Matt, sem palavras em mente.
_quem é a ordinária, a safada com quem anda me traindo? Me conte a verdade, sem mentiras porque estou farta de ser enganada.
_querida, eu vou confessar, sim! Eu fiquei com uma pessoa, mas eu juro que foi só esta noite. Eu te amo, Christine e o que houve só foi uma simples aventura, nada importante.
Christine fica cheia de ódio e dá um tapa no rosto de Matt.
_eu merecia isso! _diz ele,consentindo.

Matt se sente perdido

_você não merece apenas um tapa, Matt! Você merece ficar sozinho porque perdi totalmente a vontade de continuar nesta casa e bancar a esposa fiel. Cuidar dos afazeres da casa, dar atenção ao nosso filho e se preocupar com um homem que não me dá valor, não me dá crédito algum. Um homem que só pensa em si mesmo e que esquece ás vezes que tem uma família pra cuidar.
_você está sendo injusta comigo. Eu admito que errei sim, mas a minha responsabilidade com a minha família ainda continua firme e forte. O que houve comigo esta noite foi apenas um vacilo que não vai acontecer mais. Eu te juro! Só não vem colocando mais idéias na minha cabeça que eu já estou farto, ok!_ele grita com ela, se envolvendo na toalha.
_você parece diferente. Não é o mesmo Matt que eu conheci há onze anos. Você mudou e eu finalmente estou percebendo agora. Tudo por causa desse maldito trabalho!
_não foi o meu trabalho que mudou a nossa relação, Christine! Você sempre foi superior e indiferente em tudo. Quando estou ao seu lado, eu não consigo respirar direito. São tantas cobranças, é tanto isso e aquilo. Eu estou ficando louco!
_e aí você teve a audácia de me trair com qualquer vagabunda que passasse na sua frente, né?
_sim. Eu traí você sim, mas não foi intencional. Eu só queria viver uma distração, Christine! Eu queria esquecer um pouco toda a situação que anda acontecendo em minha vida. O meu trabalho perigoso, os problemas que ando tendo em casa, tudo.
_eu entendi, Matt! Não precisa mais explicar nada. Matt toca em seu rosto e se aproxima pra beijá-la.
_por favor, não ouse me tocar! _diz ela, dando de ombros e se afastando._acabe o seu banho e tome o seu café!
_Christine… _ia dizer Matt, quando ela fecha a porta rapidamente.



Enquanto isso, Brendha faz compras no shopping com a tia, que se afasta um pouco pra experimentar algumas peças de roupas enquanto policiais fazem sua segurança de longe. Alguns homens desconhecidos a observam atentamente e sacam suas armas. Bem afastado dali, alguém aguarda um telefonema.
De repente, o telefone toca e ele atende.
_pode falar! Encontraram a menina?
_sim. Achamos ela!_responde.
_tem a minha carta branca. Podem agir! _ele ordena.

Sr. Smith tecla no computador quando Matt entra em seu escritório.
_você está com uma cara péssima, meu amigo!
_claro. Pensou que eu estaria com uma cara boa, depois de tudo que aconteceu?
_mas o que é que houve agora. Mas uma vítima!
_antes fosse. O problema foi em casa mesmo.
_hum. Então, diga logo, rapaz!
_minha mulher descobriu que estou a traindo.
_Mathew! E agora, meu amigo?
_eu não sei o que fazer. Ela está irada comigo e pensa em ir embora com o meu filho. _ele responde, agoniado.
Sr. Smith fica sem palavras no momento.

Christine surge no condomínio de Suzi, que a atende gentilmente.
_oi, amiga! Eu não a esperava por aqui.
_Suzi, você pode me ajudar?
_ajudar você? O que houve, amiga? Estou te sentindo diferente.
Christine a abraça.
_estou confusa, perdida. Eu estou sem chão, Suzi!
_Christine,estou ficando preocupada. _diz Suzi, lhe convidando á sentar no sofá e servindo um copo d’água. _agora, me conte o que está havendo pra você ficar desse jeito?
_eu estou sendo traída, Suzi! Meu marido anda me traindo com outra mulher. _ela desabafa.

Falsiane

_oh, céus! Christine, eu sinto muito! _diz a jovem, se sentando próxima da amiga e a consolando.
_eu não sei o que fazer, Suzi! Matt nunca agiu assim. Ele sempre foi fiel á mim. Acho que a culpa disso tudo é minha. Eu devia ter ficado mais ao lado dele. Devia ter apoiado. Eu preciso fazer algo, Suzi!
_não se sinta assim, Christine! A culpa não é sua.
_Matt está diferente comigo, Suzi, desde que ele se envolveu nesse caso de homicídios, que por sinal, está demorando muito pra ser resolvido. O trabalho está nos afastando cada vez mais. E agora, surge essa novidade: ele resolve me trair.
_mas você tem certeza disso?
_Tenho. Eu vim com esses olhos que a terra há de comer. Eu vi a marca do batom da vagabunda na camisa do meu marido. Ah que ódio!
Suzi fica em silêncio por alguns minutos.
_se eu soubesse quem era a vagabunda, eu não deixaria barato. Eu acabava com a vida dessa mulher, Suzi!
_diz Christine, irritada._a sorte dela é que eu não a conheço. Mas um dia vamos nos encontrar. Tenho certeza de que não vai demorar muito.
Suzi sorri por dentro ao ouvir aquilo.

Já no shopping, Brendha é raptada por um homem desconhecido, mandado pelo misterioso conhecido de Suzi. Tapa-lhe a boca dela com um lenço e a faz desmaiar sob o efeito de alguma droga que causa inconsciência. Assim que ele entra no carro com ela e foge, o shopping fica em alerta. Policiais invadem o local atrás de indícios que possam levar ao seqüestro relâmpago da menina e sua tia fica preocupada em estado de nervos. Sr. Smith recebe o chamado e Matt fica indignado com a ação da polícia.
_eu sinto muito Matt, mas não podíamos fazer nada. Pegaram-nos de surpresa.
_você sente muito, Sr. Smith? É impressionante como essa situação está se agravando cada vez mais. _diz Matt, se sentindo de saco cheio.
O delegado fica sério diante do policial.

Horas depois, Matt encontra Suzi no condomínio e pede uma explicação sobre a sua atitude que provocou desentendimentos em sua relação com Christine.
_ora Matt, conseguiu finalmente se decidir? Sentiu minha falta né? _diz ela, tocando em seu rosto.
Matt se afasta e continua.
_por que marcou minha camisa com batom? Por sua causa, eu briguei com a Christine e ela pensa em terminar tudo. Você está satisfeita agora?
_o destino nos escolheu, Matt!Fomos feitos um pro outro, só você não enxerga isso.
_destino? Eu não acredito em destino. O que houve com a gente não passou apenas de uma coincidência, um encontro que virou uma simples aventura, nada mais do que isso.
_então você acha que eu sou uma aventura pra você? Que eu não tenho sentimentos? Ora essa!
_Suzi, não existe amor em nossa relação. Apenas desejo! Nada mais. Eu me envolvi com você apenas por uma fantasia sexual. Diferente de Christine, que eu
me relacionei com amor, sentimento puro e verdadeiro, algo que vêm do fundo do peito.
_eu entendo, Matt! Eu posso não ter o seu amor de verdade, mas pelo menos pra algo eu sirvo. Sou apenas uma amante pra você e amantes não são pessoas importantes na vida. _diz ela, servindo-se de um uísque. _ah, e antes que eu me esqueça, sua esposa esteve aqui! Christine, o grande amor da sua vida!

Suzi reclama

_o que ela veio fazer aqui, Suzi?
_veio desabafar um pouco. Que coisa feia, Matt! Traindo sua mulher.
_não é hora de ficar brincando, Suzi! Você me colocou nessa roubada. Agüente as conseqüências!
_roubada, não, meu amor! Paixão. Você continuou também porque quis. E cá pra nós, a nossa relação é perfeita, né? Você me completa, Matt em todos os sentidos.
_Você é uma cilada perfeita pra mim. É isso que eu percebo!
_Somos como a corda e a caçamba, meu amor! Precisamos um do outro.
Matt fica em silêncio e Suzi continua.
_diz aí! Quando começou á trabalhar como policial hein?
_por que quer saber disso agora?
_deixa de ser infantil, Matt e responda a minha pergunta!
_tudo bem! Eu tinha dezoito anos. Havia perdido meus pais e tive que morar com uma avó. Eu gostava muito de ser policial e me formei na corporação aos vinte e dois, onde conheci o Sr. Smith, que me considerou como um filho e me ajudou á ingressar mais na minha profissão. Trabalhei como guarda de trânsito por um ano antes disso. Nunca corri atrás de bandido. Eu apenas deixei que eles me levassem até ele.
_interessante, Matt! E como conheceu Christine?
_eu estava num banco quando houve um assalto. Lembro bem desse dia como se fosse ontem. O assaltante entrou e provocou muita confusão. Neste dia, eu estava armado, porque sempre tive uma defesa. O assaltante tentou pegar alguns clientes como reféns e eu tive que fazer algo pra ajudá-los. E lá estava ela, no meio de tantas pessoas apavoradas. Christine estava temida com a situação e eu não hesitei. Eu saquei minha arma e com a força e coragem, eu decidi agir por conta própria e tentar manter a ordem no local.
Não havendo concordância, sem piedade, eu atirei no bandido, o qual marcou o início da minha carreira como policial.
_nossa, Matt! Você foi um grande herói pra Christine.
_eu sei. Mas agora, não sou o herói de ninguém. Existe um assassino á solta e eu não posso fazer nada pra detê-lo. Tenho apenas pistas que não me levam á nada.
_é o caso de Regina Winston, né?
_exatamente. Bom, eu preciso ir agora! _diz Matt.
_Sempre suas obrigações em primeiro plano e eu mais uma vez deixada de lado.
_Você sabe que eu preciso realmente ir.
_espera, Matt! Tem algo que você precisa saber.
_o que se trata, Suzi?_ele se indaga._eu estou super cansado!
_eu menti pra você quando disse que trabalhava com decorações.
_eu já imaginava, Suzi. _diz ele. _você não me parecia decoradora.
Suzi sorri sem jeito e consente.
_desculpe por ter mentido! Na realidade, a minha profissão é outra. Eu sou prostituta! _diz Suzi, se revelando. _e quando eu disse que queria uma relação firme e duradoura, eu não estava mentindo. Eu desejo isso, Matt! Quero apenas ser feliz com você, se for possível! Quero sair dessa vida e percebi em você, um cara admirável. Me apaixonei por você.


Matt a encara e toca em seu rosto.
_eu sinto desapontá-la, mas não sou o cara certo pra você. Desculpe! _e sai porta afora, deixando-a sozinha no apartamento.
Ao fechar a porta devagar, Suzi fica séria e do seu olho, vem uma lágrima que escorre face abaixo.

Enquanto isso, Sr. Smith verifica alguns arquivos e analisa um por um, lendo seu conteúdo e anotando alguns detalhes importantes num pequeno bloco.
_vejamos! Inicialmente, Regina foi encontrada morta em um acidente automobilístico idêntico ao ocorrido com Anderson, Dinorah foi morta em seu apartamento com cortes profundas e D. Juliet morreu em uma explosão em sua própria casa. Deve haver algo em comum entre estes fatos! _ele pensa. _então, a próxima vítima seria Justine ou Olivier, já que também conseguiram pegar a Brendha, filha de Dinorah.
Ele decide ligar pra Matt e avisar sobre a sua hipótese.
Ciente da situação, ele concorda e pede pra polícia ficar atento.
O delegado decide se organizar em imediato.

Mais tarde, Suzi vai ao encontro marcado pelo misterioso homem que a mantém contato e ela encontra um Ford Ka em sua frente. O vidro escuro se abre e ela se mantém calma ao vê-lo. Em passos firmes, ela se dirige até ele e abre a porta.
_eu não disse que voltaria, Suzi! A partir de agora, o jogo vai começar á mudar um pouco e eu vou dar um passo definitivo._ele diz, com seriedade e um brilho no olhar. _entre no carro! Precisamos conversar um pouco.
Suzi entra no carro e senta-se ao lado do desconhecido homem, que a observa de cima á baixo.
_você está linda, Suzi! Á cada dia que passa, fica mais atraente, mais gostosa. Senti muito a sua falta ultimamente. _diz ele, tragando um cigarro.
_Eu sei bem a falta que te faço.
Ele coloca a mão em sua coxa e deslizando, diz:
_Você é uma mulher que ainda mexe com meu coraçãozinho. Confesso que tenho ciúmes quando alguns dos meus clientes se envolvem com você.
Suzi o encara com um olhar sério.
_posso saber o que pretende fazer com o Matt? _ela o interroga, fazendo ele mudar de assunto.
_minha querida, por que falar de negócios agora? Vamos curtir a noite! Tomar umas bebidas. Transar loucamente como nos velhos tempos. Faz tempo que eu estou querendo brincar um pouquinho. Aliás, não sou feito de aço né!
_Eu não quero fazer sexo com você. Acho melhor você guardar bem esse pintassilgo!
_Suzi, assim você me decepciona mais ainda.
_eu preciso saber qual é o seu jogo.
_mas que mulherzinha teimosa você é. Por que o seu interesse nesse assunto? Eu não lhe disse pra ficar tranqüila em relação ao policial?
_mas eu não acredito em você!
_esse é o seu mal, Suzi! Mas se você não acredita na minha palavra, o que devo fazer né? Eu só posso lhe adiantar uma coisa: fica na sua e não se envolva mais nesta história. Muita coisa vai acontecer e eu não quero perder a minha mina de dinheiro. _diz ele, tocando em seus lábios. _Gata, você é uma mulher rara e cara!
Suzi fica séria ao ouvir tais palavras.

Se cuida!

Obs: O site está mudando de plataforma. Este mesmo post também se encontra em www.conectandoasideias.com

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Atração Fatal (Seriado 6/10)

video

Ainda no jantar, Suzi não desgruda os olhos em Matt, que fica tentando disfarçar pra Christine, que se mantém calma e sorridente com a presença da amiga em sua casa.
_Obrigado por ter salvo a minha esposa! Eu sou muito grato. _diz Matt.
_que nada. _diz Suzi se demonstrando gentil.
Enquanto isso, Renan devora o prato de macarronada e queijo, fazendo todos se sentirem á vontade. No término da noite, Christine e Matt se despedem da jovem moça. Ao fecharem a porta, Christine pergunta:
_o que achou da Suzi, meu amor?
_ela é uma pessoa bacana, Christine! _diz o marido.
_hum. É verdade, Matt! Ela é um amor de pessoa. Até hoje fico me perguntando: quanta coragem ela teve de enfrentar aquele bandido ontem? Matt é porque você não estava lá, mas eu vi tudo. Suzi provou á todos que ela não tem medo da violência. Ela agiu sozinha e conseguiu me livrar de um grande perigo._conta Christine, surpresa.
Matt fica pensativo por alguns instantes.
_bom, eu vou ver o nosso filho! _diz a esposa, se afastando.
De repente, Matt reflete sozinho:
_qual será o jogo dela hein?
Ao entrar no quarto, Christine troca de roupa enquanto Matt, sentado na beira da cama, tira os seus sapatos.
Ela se aproxima e o beija carinhosamente.

Matt e Christine

Matt a joga na cama e começa a enchê-la de beijos por todos os lados. De repente, ela hesita um pouco e ele pára.
_O que foi?
_Faz um tempo que você não me pega assim.
_Hum. Se você não quiser, tudo bem!
_Relaxa, Matt! Eu te amo muito e quero você comigo nesta cama. Quero ser amada de todas as formas.
_Eu vou te amar, de todas as formas. _diz Matt, continuando a beijá-la fortemente.


Christine se rende aos encantos do marido, mas de repente, um pensamento desvia a atenção dele, fazendo ele travar um pouco. Era a lembrança de Suzi, que atrapalhou o momento. Matt não consegue continuar e isso deixa Christine estranha.
_Aconteceu alguma coisa?
_Desculpa, mas acho que não consigo.
_Tudo bem! _diz ela, se afastando e virando de lado.
_Christine...
_Matt, vá descansar! Você deve estar trabalhando demais.

No dia seguinte, Matt decide se abrir pra Smith e contar-lhe toda a situação que anda acontecendo em sua vida pessoal.
_então a Christine conhece a sua amante?
_sim. E as duas se tornaram amigas.
_nossa! E agora, o que você irá fazer, meu amigo?
_Sr. Smith, eu estou enrolado numa situação péssima. A Suzi ainda tem esperanças de ficar comigo, mas eu não posso continuar me envolvendo neste jogo de sedução. Eu amo a Christine!
_Matt, se você não quer mais se envolver com a Suzi, você precisa se afastar dessa mulher. Já imaginou se a sua esposa descobre que a melhor amiga é sua amante?
_e você acha que eu não pensei nisso? Eu penso nisso o tempo todo! E cá pra nós, eu não estou mais ficando com ela.
_o que a Suzi é de verdade pra você? O que ela representa em sua vida?
_quando estou ao lado dela, eu me esqueço de tudo. Esqueço dos problemas familiares, do caso da Regina Winston, enfim, tudo. É como se eu estivesse hipnotizado. É loucura, eu sei, mas é a pura verdade! Eu sou outra pessoa quando estou ao lado da Suzi.
_ela parece que te enfeitiçou, Matt! Você está perdidamente alucinado por essa mulher e o sexo entre vocês não há limites. Certo ou errado?
_bom, o senhor está falando o que é certo. É assim mesmo que eu me sinto em relação á esta mulher. Ela é puro fogo. E cada vez que a toco, essa chama se acende cada vez mais.
_Matt, não minta pra mim mas vocês ainda se encontram?
_Ultimamente não tinha ido a casa dela.
_E quanto a você e Christine? Como anda a vida sexual de vocês dois?
_Eu não consegui transar com ela ontem.
Sr. Smith fica sério e toma mais um pouco de café.
_acho bom você tomar cuidado! Quando existe um desejo ardente no meio de muitos conflitos, o coração não pode ser substituído pela razão. É preciso ter consciência do que realmente está fazendo. Não se esqueça que a sua família é importante, acima de tudo.
_diz o delegado, convencido de que Matt está se sentindo perdido e confuso com os seus sentimentos.

Algumas horas depois, Feliciano toma seu café quente quando Matt bate á porta. Ele o atende gentilmente.
_bom dia, Sr. Feliciano! _pergunta o policial.
_bom dia! _responde o escritor.
_Meu nome é Mathew e sou policial investigativo. Eu gostaria de fazer algumas perguntas sobre Regina Winston.
_Regina? Mas o que você quer saber sobre a minha ex- mulher?
_apenas farei perguntas simples que possam esclarecer alguns fatos que levaram á ocorrer o  falecimento da sua ex-esposa.
_tudo bem! Entre! _convida Feliciano. _espero que seja rápido, pois tenho um compromisso mais tarde.
_claro. _diz o policial entrando e se sentando no sofá.
_pois bem! Pode fazer as perguntas. _diz Feliciano, se prontificando á responder.
Matt se organiza e inicia o questionário.
_você foi marido de Regina, né?
_sim. Fomos casados por dezessete anos.
_hum. E qual foi a última vez que viu Regina antes de sua morte?
_faz muito tempo, desde que nos separamos. Estávamos diante do juiz acertando o nosso divórcio. Regina parecia bem e convicta de sua atitude. Eu só queria mesmo era ter paz.
_paz? Pode ser mais claro?
_Regina me fez sofrer demais, Mathew. O nosso casamento foi um verdadeiro fiasco. Não era pra ter acontecido, porque o verdadeiro amor de Regina era o melhor amigo dela: Olivier, que provavelmente você já deve estar ciente. Talvez foi por causa dele que a gente não demos certo. Mas isso agora não é mais problema! Nos separamos e cada um seguiu sua vida. _diz o escritor, lamentando-se.
_e quanto ás amizades dela, Sr. Feliciano? Soube que você não gostava das amizades de Regina e que a mantinha afastada até mesmo de sua família.
_eu jamais afastei Regina dos amigos e da família. Eu sempre a preservei. Regina saía muito de casa e eu não gostava disso. Sabia que ela tinha um caso com Olivier, portanto, sempre fiquei contra a idéia de ela sair sozinha. Mas quanto á tia dela, eu jamais a impedi de vê-la. Regina visitava Juliet e vice versa.
_você sempre acreditou que Dinorah era confiável? Por quê?
_simples. Dinorah era uma boa mulher e Regina estava muito ligada á ela. Eram como se fossem irmãs.
Regina nunca mediu esforços pra ajudá-la. Sempre a apoiou!
_então, Dinorah era a única amiga que realmente ficou do lado de sua ex-mulher?
_bom, quando ela teve o caso com Olivier e pensou em se separar de mim pra ficar com ele, Dinorah, por mais que conhecesse a amiga e que a tratava bem, se opôs. Ela ficou do meu lado, mas Regina não dispensou sua amizade. Dinorah deixou bem claro a sua opinião sobre as atitudes da amiga com relação ao nosso casamento. Resumindo, a amizade das duas continuou normalmente.
_e não houve nenhum tipo de atrito entre as duas neste período?
_não, porque Regina e Dinorah se respeitavam. Embora tivesse opiniões diferentes, as duas nunca deixaram os problemas se misturar com a amizade que tinham. Até Justine tinha ciúmes da Dinorah e Regina, porque as duas estavam sempre juntas.
_entendi! E o que você acha deste acidente com Regina? Será que foi proposital mesmo?
_foi até bom ter mencionado esse assunto. Pelo que eu conheço a Regina, ela não tinha inimigos. Mas eu acredito que deva haver algum motivo pra ela vir á falecer desse jeito.
_motivo? Alguma coisa em mente?
_eu não sei explicar, senhor policial, mas talvez a resposta que você procura, o próprio Olivier vai lhe dizer.
_Olivier? Por que ele teria essa resposta?
_simples. Porque conforme eu disse, Regina se separou de mim por causa dele e talvez ele saiba o que realmente houve de fato pra este acidente acontecer.
_diz Feliciano, parecendo ser sincero em sua resposta. Matt fica sério, mas não exclui a hipótese do escritor estar correto em sua convicção. Olivier pode sim, saber de fato o que estava acontecendo com Regina Winston.

O tempo passa e Matt não consegue disfarçar que ainda sente algo por Suzi. Os dois se encontram quase todos os dias e o seu pensamento não está mais voltado ao seu trabalho e a sua família. A maioria dos encontros acontece no hotel sempre no final da tarde. Suzi, com um olhar provocante e um sorriso encantador e Matt, com aquela expressão de bobo e ansiedade. São horas de abraços, beijos e momentos de prazer dia e noite. Drinques, coquetéis, rosas sobre a cama, um verdadeiro oásis. Havia um jogo de envolvimento entre os dois que não tinha restrições. Suzi se entregava de corpo e alma á Mathew e gemidos se ecoavam por todo o quarto. Depois do ato sexual, o casal decide conversar um pouco.
_eu adorei a nossa noite! _diz Suzi, beijando seu pescoço.
_eu também gostei, mas agora eu quero saber uma coisa de você! _ele se vira e a encara._qual é o seu jogo, Suzi?
_jogo? _ela pergunta séria.
_sim. Seu jogo? _ele a questiona. _até hoje a sua atitude naquele supermercado não me convence.
_Matt, deixa de ser bobo! Eu apenas livrei a sua mulher de um assalto. Não houve jogo!
_eu quero muito acreditar nisso, mas não consigo! Existe algo em você que eu não sei explicar. Talvez eu não consiga enxergar, perceber. Suzi, a sua beleza é tão misteriosa demais!
Suzi dá de ombros e tenta disfarçar.
_Matt, eu sou apenas sua. Você pode fazer o que quiser de mim, meu amor! Vem, me beije! Me chame de tesão como me chamou a noite toda! Me lambuza do teu gozo!
_Eu estou falando sério, Suzi! Quero saber a verdade.
_Essa conversa está ficando chata já.
Matt não reconhece a expressão de Suzi e percebe que existe algo diferente em seu jeito de se expressar.
_eu vou embora! _ele se prepara pra se arrumar.
_eu fiz algo errado? Por favor, fique mais um pouco!
_ela diz.
_não, Suzi! Eu realmente preciso ir. Obrigado por mais uma noite agradável! _e sai porta afora, a deixando desolada.

Suzi se veste com uma camisola transparente e vai direto ao guarda-roupa, onde tira da gaveta, um revólver calibre38.
_espero que eu esteja fazendo a coisa certa! _ela pensa sobre a cama com o revólver nas mãos.

Perigosa

Sr. Smith conversa pelo bate-papo virtual quando o telefone toca. Ele decide atender, quando do outro lado da linha, D. Juliet lhe revela algo assustador.
_preciso dizer algo de suma importância: proteja a Brendha, filha de Dinorah. Regina amava muito aquela menina e ela não se perdoaria se acontecesse algo á ela. _diz a senhora, aflita.
_a filha de Dinorah? Posso saber o motivo, D.Juliet?
_não posso falar mais nada. Desculpe! _ela desliga de súbito e ele se preocupa.
_preciso falar com o Matt agora! _ele decide ligar em imediato.
Matt atende num só toque e o delegado transmite a informação.
_não se preocupe, eu vou à casa dela agora!_diz o policial.
Matt desliga o telefone e entra no carro. Ele decide rumar até a casa de Juliet. Ao chegar na esquina da casa da tia de Regina, ele estaciona o carro e sai. De repente, a casa da velha senhora explode, lançando pedaços de telha em pleno ar. O fogo se espalha rapidamente e Matt se desespera.
_D. Juliet! Nãoooooo!_ele grita inconformado e se agonia de raiva. _Oh meu Deus! Por quê?
Alguém observa a cena do outro carro e acende um cigarro.
Matt se sente arrasado e desabafa em uma ligação com o delegado.
_ela não merecia isso, Sr. Smith! _diz Matt, se lamentando. _precisamos parar essa onda de homicídios.
_eu entendo a sua aflição, Matt! Mas vamos tentar raciocinar: a pessoa que cometeu este crime bárbaro com Juliet vai agir novamente e a próxima vítima seria a Brendha, filha de Dinorah. Antes de morrer, D. Juliet deixou bem claro que algo poderia acontecer á menina e que precisamos protegê-la.
_você está certo, Sr. Smith, mas a Brendha não está protegida?
_bem, alguns homens de minha confiança estão a mantendo segura. Ela e a família. Porquê?Acha que algo vai acontecer á ela?
_Sr. Smith, algo me diz que tem alguma coisa errada. Telefone para os seus contatos e procure saber como está a Brendha e a família dela agora. Não podemos deixar mais nada de ruim acontecer com amigos próximos de Regina. _diz Matt, sensibilizado.
_claro. _diz o delegado, consentindo e discando o número rapidamente.

Alguns dias depois, Matt resolve se encontrar com Suzi novamente, que o recebe gentilmente como de costume.
_sabia que viria, Matt! _diz ela, desabotoando a blusa.
_eu não vim pra isso, Suzi! _diz Matt. _preciso que se afaste da minha família.
_eu não estou entendendo. _diz a jovem.
_eu não quero te ver com a Christine. Por isso, eu vim dar um basta na situação antes que seja tarde demais.
Suzi abotoa a blusa novamente e diz:
_tudo bem! Se você quer tanto que eu me afaste de sua mulher, eu me afasto, sim!
_nossa! Muito obrigado! Você me deixa aliviado, Suzi.
_eu estou fazendo isso por você, meu amor! _diz ela, servindo um drinque. _mais alguma coisa que eu deva fazer por você?
_isso é tudo. _diz Matt, bebendo alguns goles e dando de ombros.
De repente, ele se vira e observa a jovem quase despida em sua frente e diz:
_pensando melhor, acho que eu tenho mais um pedido á lhe fazer. Embora eu possa me arrepender depois, mas você, Suzi me tira totalmente do sério. _diz ele, tirando da sua mão o copo de uísque e a beijando ardentemente. Suzi se rende, agarrando-o ao seu corpo forte e atlético e deslizando suas mãos até a região da cintura.
_você é louca, sabia? _ele murmura em seu ouvido,a colocando contra á parede.
_eu? Você não me conhece nem um pouquinho._ela responde, com um ar irônico, fazendo-o respirar fundo e deslizando a boca a partir do umbigo pra baixo.
Matt afaga os cabelos de Suzi, enquanto ela abre devagar o zíper de sua calça.
_Você não vai fazer isso, né?
_Relaxa! _ela responde, levando ele ao delírio.

Enquanto isso, Christine lê um livro enquanto espera o marido chegar do trabalho e observa Renan num sono tranqüilo.
_onde você se meteu, Matt! _ela fica pensativa ao olhar o relógio.

No condomínio, Suzi acorda Matt depois de horas de sono.
_que horas são? _ele pergunta, despertando.
_são sete da manhã, querido! _ela responde.
_oh, não! Eu não acredito._ele se levanta ás pressas.
_por que não me acordou mais cedo?
_ora essa, querido, você estava num sono bom que eu preferi não acordá-lo. Ultimamente, você anda precisando de um bom descanso. _ela diz.
_droga! O que vou dizer á Christine? Que loucura que eu fui fazer na minha vida!_ele põe as mãos sobre a cabeça.
_você se preocupa tanto, Matt! Christine vai entender os seus motivos de não ter chegado em casa mais cedo.
_você não conhece a minha mulher, Suzi! Eu nunca dormi fora de casa. _diz ele, se arrumando ás pressas. _Não tenho mais vida de solteiro como antes.
_hum. Que fofo! _ela zomba.
_a culpa é sua, Suzi! _ele diz, irritado.
_a culpa é minha agora? Matt, não sou eu que vou na sua casa te procurar. Você é que sente a minha falta. Por que não reconhece de uma vez que não pode ficar sem o meu cheiro, meu corpo, meus lábios? Você me adora, Matt! Admita pra sim mesmo!
_eu devo estar mesmo doido,Suzi!
_Matt, sabe de uma coisa? Eu estou cansada dos seus medos e do seu papinho furado. Por que não toma uma iniciativa de homem de verdade e deixa de ser tão infantil?
_como é que é? Suzi, eu tenho uma família. Tenho uma esposa maravilhosa e um filho lindo.
_ah, por favor, Matt! Não vem com esta mesma história de novo. Eu estou cansada, ouviu bem, de te ouvir dizer que possui uma família, que possui isso e aquilo. Por que você me procura afinal? Matt, eu não sirvo só pra sexo. Eu tenho sentimentos também. Eu não sou um poço pra você vir jorrar teu sêmen, não!
_Suzi, me desculpa tá! Pode ficar tranqüila que eu vou desaparecer da sua vida e que jamais vamos nos esbarrar de novo.
_Pára Matt! Você diz que vai desaparecer mas no fundo, vai me procurar. Vai continuar traindo Christine comigo, sabe por quê? Porque eu deixo você aceso a noite toda. O dia todo. Eu te deixo maluco.
_Pior que você tem razão. Eu fico louco por você.


_vá embora, Matt! Você pode estar confuso, perdido, mas eu não estou aqui pra ser simplesmente um objeto sexual seu. Eu ainda te recebo nesta casa porque eu te amo de verdade e quero muito construir uma relação ao seu lado. Mas como você possui uma família invejável, eu não quero ser o pivô de sua separação.Só me procure quando realmente perceber os seus sentimentos pela minha pessoa. _ela se levanta e abre a porta pra ele sair. _agora eu preciso ficar sozinha! Por favor, saia!
_Isso é verdade? Você me ama?
_Vá embora Matt! Me deixa em paz por favor!
Matt abaixa a cabeça e sai porta afora consentindo. Suzi fecha com força.

Horas depois ao chegar em casa, Matt joga as chaves sobre a mesa do centro e segue para o corredor. Ele abre a porta do quarto de Renan e o encontra dormindo
tranquilamente. Depois, vai direto para o seu quarto onde encontra Christine sentada sobre a cama.
_bom dia! _ele a cumprimenta. Christine o encara friamente e responde:
_bom dia, Matt! Posso saber por que chega á esta hora?
_Christine... _ia dizer ele, quando ela a detém.
_Matt, você nunca dormiu fora de casa. O que está havendo?
_amor, eu posso explicar. _diz ele, tentando tranqüilizar a situação. _eu tive que trabalhar até tarde nas investigações.
Christine o encara mais uma vez.
_deixa de mentiras, Matt! Eu liguei para o Sr. Smith e ele me disse que você tinha saído mais cedo.
_então, eu fui visitar alguns amigos próximos de Regina. Você não soube do ocorrido com D. Juliet? Eu tenho que pegar este assassino que anda rondando a cidade fazendo vítimas e causando terror._ justifica-se Matt.
Christine consente e fica em silêncio por alguns instantes.
_desculpa não ter dormido em casa. Eu sei que você deve ter ficado preocupada comigo, mas está tudo bem agora. Tudo o que eu preciso é de uma ducha quente e algumas horas de sono._diz Matt,tirando a roupa e indo para o banheiro.
_Está desculpado, Matt! Vá tomar seu banho!
Christine dá de ombros e resolve ir pra cozinha preparar um café.

Suzi recebe a ligação misteriosa outra vez e a conversa promete não ser das melhores.
_por que está diferente com o seu homem hein? _a voz pergunta bravo do outro lado da linha.
_você não é o meu homem e eu estou cansada! Cansada de tudo, ouviu bem?
_vagabunda! Você está traindo toda a confiança que depositei em sua pessoa.
_olha aqui, você devia me agradecer por Matt estar em minhas mãos, porque se não fosse por mim, meu amor, ele jamais estaria tão envolvido pela minha pessoa. Eu estou te quebrando um galho e você devia me agradecer muito.
_como você é tão generosa, né? Eu te conheço muito bem e sei de onde você veio, Suzi. Você não joga pra perder. Alguma eu sei que você está aprontando e eu vou te parar o mais depressa possível. Esse jogo é meu e não teu!
_se você acha que eu estou jogando com você, então porque não assume logo as suas responsabilidades e deixa de lado um pouco o seu ar misterioso? Quero ver se você tem coragem de enfrentar os riscos á esta altura do campeonato.
_como você é maliciosa, Suzi! Ás vezes, eu tenho vontade de matá-la, mas sei que não posso fazer isso. Tenho dívidas com você e te matar agora, prejudicaria todos os meus planos.
_claro, porque sem a mim, meu bem você não chega aonde quer. Lembre-se de algo: se o Matt se sentir ameaçado, fique certo que o jogo vira e eu mudo minhas táticas.
_o que significa que você fica contra mim?
_sim, mas com certeza você não viverá pra contar a história. _diz ela firme e grossa.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Atração Fatal (Seriado 5/10)


Dias depois, Matt decide assistir o vídeo de uma festa de lançamento do livro de Feliciano na companhia de Sr. Smith.
_o que você vai encontrar, Matt? Eu vi esse vídeo mais de duas vezes e não achei nada interessante.
_talvez, porque você não reparou em algum detalhe.
_o que está insinuando, Matt?
_deixa pra lá, Sr. Smith! Bom, vejamos aqui! _ele liga o aparelho de DVD e aguarda o filme começar.
Smith observa cauteloso e Matt não desgruda o olhar fixo na televisão.
Tudo parecia normal. Feliciano faz um discurso de apresentação e agradece aos convidados presentes na festa. Regina estava entre os convidados, mas nenhum de seus amigos estava presentes ali. De repente, Matt paralisa o vídeo e comenta com o delegado:
_olha aqui! Regina não me parece satisfeita por estar presente. E se você perceber bem, nenhum amigo dela está na festa.
_é como a Justine lhe disse, meu amigo. Feliciano afastou as amizades de Regina e portanto, ninguém foi á ocasião.
_tem lógica, sim! _ele continua o vídeo.
A festa continua normal. De repente, Feliciano abraça a esposa e apresenta á alguns amigos dele, mas ela finge se importar. Em alguns instantes, ele se afasta e ela sai do local. Atento em pequenos detalhes, Matt observa que Regina se encontrara com alguém próximo de um corredor que segue para o banheiro. Ele paralisa o vídeo.
_você viu essa cena?
Sr. Smith deixa o café de lado e observa.
_Matt, isso não é novidade. Regina deve estar conversando com um convidado apenas.
_é muita coincidência os dois estarem num mesmo corredor próximo ao banheiro e sem que haja pessoas por perto. Deixa eu ver essa cena no zoom!_ele controla o vídeo.
Sr. Smith fica encabulado e Matt exclama:
_consegui! Olha quem está conversando com Regina no corredor?
O delegado fica perplexo ao ver que a ex-mulher de Feliciano estava falando com Olivier, justamente no dia da festa do ex-marido.
_caramba, Matt! E eu não reparei nisso!
_pois é! Assim como essa cena passou despercebido pra você, também deve ter passado para todos que a viram, inclusive Feliciano.
_e agora, o que você pretende fazer?
_está mais que na hora de eu fazer uma visita ao ex- marido de Regina. Desde que ele chegara de viagem, eu ainda não tive tempo de pegar seu depoimento._diz Matt, consciente.

Suzi encontra o supermercado onde Christine trabalha e decide iniciar seu plano pra se aproximar da jovem. Ela entra normalmente, verifica os produtos e vai colocando no carrinho pra comprá-los. De repente, entra um assaltante e invade o local, pedindo que todos fiquem em silêncio e causando pânico geral. Ciente do plano, Suzi decide agir.
O assaltante exige que Christine lhe entregue todo o dinheiro do caixa e a ameaça com um revólver. Suzi provoca uma distração, jogando o carrinho fortemente contra uma pilha de enlatados. O assaltante se descuida e Suzi avança pra cima e tira a arma das mãos, jogando contra o chão. Christine corre em direção para os fundos da loja e Suzi finge dominar o assaltante.

O Grande Assalto

A polícia chega na hora exata.
_Agora foge! _diz ela, em tom baixinho pro assaltante.
_Se cuida hein! _ele responde.
O assaltante se livra da jovem empurrando-na, fugindo em seguida.
_você está bem, moça? _o segurança pergunta ao ajudá-la.
_sim. _responde Suzi,calma.
_Obrigado pela ajuda! _diz o gerente do supermercado ao ver a cena.
Suzi se mantém calma e tenta disfarçar o riso.
_acho que ele não vai aparecer tão cedo por aqui._ela diz.
Christine fica surpresa com a coragem da jovem e decide agradecê-la pessoalmente.
_eu tinha que fazer algo pra ajudá-la! _ela responde.
_você foi muito corajosa em enfrentar aquele bandido.
_diz Christine.
_pelo menos, minhas aulas de artes marciais são favoráveis nestas situações. _diz ela.
_meu nome é Christine. _se apresenta ela.
_Suzi Vielmont. _responde a jovem.

Horas mais tarde, Matt chega no supermercado e encontra a esposa conversando com alguns policiais.
_Matt, que bom te ver por aqui, meu amor! _diz ela, o abraçando.
_querida, eu soube o que houve. Vim ver como você está? Fiquei preocupado.
_Matt, você não imagina o quanto eu fiquei temida com esse assalto.
_eu sei, meu amor! Eu estou aqui, viu? Vou ficar com você!
_mas o incrível foi o que fizeram por mim, meu amor! Uma simpática moça me ajudou. Ela me livrou de um perigo e tanto.
_como assim? Quem te ajudou, Christine?
_eu não sei como ela fez isso, mas ela conseguiu tirar a arma do assaltante, Matt! O nome dela é Suzi._ela revela.
_Suzi? _ele fica surpreso ao ouvir tal nome.
_Sim. Nossa! Estou trêmula com o que aconteceu hoje.
_diz ela, nervosa e Matt diz:
_Vai ficar tudo bem agora! Tenta relaxar!
_Eu me lembrei da primeira vez que nos conhecemos. Matt fica em silêncio e afaga seus cabelos negros.
_Parece que vivi essa cena novamente, Matt! Você me deixa tão segura em seus braços. Eu te amo muito! _ela diz, carinhosamente olhando seu rosto.
_Eu também amor! Amo mais que tudo.



Ao chegar em seu apartamento, Suzi decide tomar um banho morno e fica pensativa embaixo do chuveiro sobre a sua relação com Matt e a cena propositada do assalto no supermercado, onde Christine trabalha.
Enquanto isso, um carro Ford Ka surge de repente e o vidro escuro se abre. Um rapaz desconhecido fuma um cigarro e usa óculos escuros. Ele pega o telefone e disca o número. Dentro de poucos minutos, Suzi ouve a chamada e atende, já envolvida numa toalha de algodão felpuda:
_o que foi dessa vez? _ela pergunta.
_eu estou ligando pra avisar que já cheguei na cidade. Suzi fica surpresa.
_como assim, já chegou? Você não me avisou de que vinha?
_o papo é o seguinte, Suzi: eu cheguei e vou fazer as coisas do meu jeito agora. Você já teve o seu tempo. Não vou precisar mais dos seus serviços.
_você não pode fazer isso comigo! E o nosso acordo, onde fica? Eu preciso continuar na missão.
_Suzi, você não me ouviu? Eu coloco as regras e você está fora!
_ótimo! Se você acha que conseguirá resolver as coisas sozinho, então está certo. Vou arrumar minhas malas e vou ir embora amanhã bem cedo.
_é isso aí,Suzi! Eu vou pedir para os meus contatos reservarem uma passagem de avião e o hotel pra você ficar.
_mas esteja certo de que sem á mim, você não vai conseguir chegar aonde quer tanto. _diz Suzi,corajosa de si.
_o que você está falando, Suzi? _se intriga o desconhecido.
_enquanto estiver aqui, eu posso lhe ajudar muito. Tenha certeza disso! Conheço o ponto fraco de Matt e sei que ele está se envolvendo cada vez mais no caso de Regina Winston. Sei os lugares que freqüenta, o local que a esposa dele trabalha, ou seja, eu tenho a vida dele em minhas mãos.
_muito interessante, mas será que eu posso te envolver mais nisso? É perigoso demais para uma prostituta!
_parece que você não me conhece bem! Eu gosto do perigo e posso levar o Matt para você em questão de segundos. Basta que você me confie este serviço e que não faça absolutamente nada pra interceder esse plano.
_gostei de ver, Suzi! Uma mulher de atitudes e de coragem. Você adocicou meu coração. Continue no caso! _diz ele, desligando.
Suzi vibra com a notícia e sorri por dentro.

Alguns dias se passam... Christine e Suzi tornam-se grandes amigas e a operadora de caixa a convida á ir a sua casa. Suzi aceita o convite gentil e no mesmo dia, conhece Renan, o filho amado de Mathew. Ela observa fotografias espalhadas pela casa, os móveis e a decoração.
_este quem é? _ela pergunta de propósito ao ver Matt na foto.
_este é meu marido, Suzi! _responde Christine, inocente.
_ah, sim! _ela dá de ombros e muda o assunto._você tem uma casa linda! Por que pretende se mudar?
_bom, eu e Matt arranjamos uma casa na região serrana e assim que ele terminar de resolver o caso em que está trabalhando, vamos nos mudar pra lá._ela a informa.
_entendi! Ele é policial, né?
_sim. É um trabalho perigoso, mas ele adora. Suzi, já discutimos por diversas vezes sobre a profissão dele, que eu estou até cansada. Portanto, hoje eu decidi aceitar, porque não vale a pena a gente ficar brigando.
_é verdade, Christine! Se ele gosta dessa profissão, o que você pode fazer, né? Você vai ter que aceitar!
_eu te convidei pra vir em minha casa e já estou desabando meus problemas á você. Desculpe!
_que isso, Christine! Imagine! Somos amigas._diz Suzi, com ar de falsidade.

Somos Amigas

Christine sorri meio sem jeito.
_posso usar seu banheiro? _Suzi pede.
_claro! Segunda porta á direita! _ela indica.
Suzi sai por alguns instantes da sala, quando Matt chega.
_amor, nós temos visitas! _diz Christine.
_nossa! Estou super cansado. Este caso está me deixando alucinado.
_não é de menos, né? Você vive na correria e nem tem tempo de descansar direito. Vou ter que conversar com o Sr. Smith sobre isso!
_ah, amor! Deixa pra lá! O importante é que eu estou chegando cada vez mais perto da verdade. Falta pouco!
_amor, eu estou com visitas! _ela novamente diz. Matt a encara.
_sério? Quem está aqui?
_é aquela amiga que eu te falei. A moça que me livrou do assalto.
Matt muda de expressão e Christine continua.
_ela é muito legal, gente fina mesmo! _diz a operadora de caixa.
_Que bom! Só assim eu a conheça e agradeça pessoalmente.
De repente, Suzi sai do banheiro e os encontram na sala juntos.
Matt fica perplexo ao vê-la ali em sua casa na companhia de sua esposa!
_oi, Mathew! Tudo bem? _cumprimenta Suzi, com um olhar tentador.
Matt a cumprimenta sério e Christine decide preparar a mesa.

Neste ínterim, Feliciano vai á casa de Juliet e a encontra sozinha.
_pensei que nesta casa, você nunca colocaria seus pés.
_diz a senhora.
_eu também pensei, D. Juliet, mas eu vim em paz. Desde que sua sobrinha falecera, eu me senti na obrigação de vim visitá-la.
_posso saber o motivo?
_eu queria saber se precisava de algo.
_Feliciano, como as coisas mudam, né? Certa vez, não queria que eu fosse á sua casa pra ver a minha sobrinha. Hoje, como ela está morta, você tem a audácia de vir aqui pra perguntar se eu preciso de alguma coisa.
_eu sinto muito, D.Juliet, mas a senhora sabe que a sua sobrinha me deu motivos pra eu agir com indiferença.
_ela só aceitou viver esse caso com Olivier por causa da sua intolerância.
_minha intolerância? Regina e Olivier se amavam desde quando eram mais jovens, bem antes de me conhecerem. O meu casamento foi um fiasco ao lado dela.
_vá embora, Feliciano! _ela pede.
_não agüenta ouvir a verdade, né? D. Juliet, Regina não me amava de verdade, porque se ela me amasse, não teria se envolvido com o melhor amigo dela. Se Olivier não existisse na vida da sua sobrinha, nosso casamento seria bem melhor.
_eu não acredito nessa hipótese, Feliciano! O fato é que você não soube dar valor á minha sobrinha. Agora, vêm bancando o santinho! Faça-me o favor!
_bom, eu não vou discutir com a senhora. Passe  bem!
_diz Feliciano, saindo porta afora e deixando a senhora nervosa.

Afastado de Christine, Mathew pressiona Suzi.
_o que pensa que está fazendo? _ele a questiona._vai embora agora!
_eu não posso! Sua esposa me convidou e eu não posso fazer uma desfeita dessas. O que ela vai pensar de mim?
_Suzi, a Christine nem sonha que ficamos juntos. Por favor, vai embora!
_espera aí, Matt! Você acha que eu conheci a sua esposa de propósito?
_é o que parece, Suzi! Eu sei que você está afim de mim, mas por favor, deixe a minha família fora disso.

Vá Embora!

_eu confesso que estou mesmo afim de você, Matt, mas eu sei me controlar, ouviu bem? Eu sei a hora em que o jogo vira, meu amor!
_primeiro, você me conhece e me deixa numa situação péssima, onde eu preciso mentir pra minha esposa e agora, vocês duas são grandes amigas.
_e olha que foi uma grande coincidência!
Matt fica passivo de raiva e Christine surge de repente.
_o jantar está pronto! Vamos, Suzi! _ela a chama. Suzi obedece e Matt fica preocupado.
_algum problema, meu amor? _pergunta Christine.
_não. É coisa do trabalho! Nada importante!_ele responde.


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