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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

38º Capítulo - Encontros Casuais

Estela chega á uma fábrica abandonada e Roger a encontra com o menino.
_Chegamos meu bem! _diz ela, abrindo a porta do carro.
_Aqui não é o shopping. Onde está meu pai? _pergunta o menino assustado.
_Logo mais você vai ver o seu pai ta! Roger, pode cuidar dele pra mim! Tenho que fazer uma ligação importante. _diz Estela, pegando o celular.
_Claro. Terei o maior prazer de cuidar dessa mina de ouro! _diz Roger, com um tom sarcástico.
_Mina de quê? _se intriga o menino, chutando a canela de Roger e fazendo ele ficar irritado.
_Seu peste! Você vai ver o que vou aprontar com você!
O menino corre mas um dos comparsas consegue pegá-lo.
_Agora você vai ver o que eu vou fazer com você, seu insolente!
Estela o impede de bater no menino.
_Não mexa em um fio de cabelo desse menino ok!
_Mas Estela...
_Mas o quê Roger? Se você bater no menino, vai se ver comigo.
_Eu não estou entendendo. Está com peninha dele agora?
_Não é pena meu amor! Se você tocar no menino, nós teremos grandes problemas depois. Vamos deixar o menino em paz ok! Ele é apenas uma criança que teve a má sorte de nascer numa família errada como a da Kathleen.
_Eu não estou curtindo esse papinho não tá Estela! Até parece que está o protegendo de algo. Se ele fizer algo comigo de novo, ...
_Roger, cala o bico! Antes que eu perca a paciência com você! Se o menino fizer algo de novo, o que você vai fazer: vai chorar que nem uma criancinha ou vai contar para a sua mãe que apanhou de um menino?
_Olha o jeito que você fala comigo, sua ordinária! _diz Roger, impaciente, deixando os comparsas sorrindo com as palavras de Estela. _E vocês, porque estão rindo? Eu acabo com vocês ouviu?
Os comparsas mudam de expressão e o menino observa por todos os lados pensando em uma maneira de escapar dali.
_Agora Roger, fica calado ok! Eu preciso fazer essa ligação para que nosso plano dê certo. Fábio vai pagar uma grana boa pra gente. A gente cata o dinheiro e sai fora do Brasil em imediato.
_E o menino? O que você vai fazer com ele?
_A gente não vai levá-lo né? Eu não tenho a mínima dedicação com crianças. Ainda bem que eu não me casei com Wellington. Provavelmente iria pedir filhos e eu não suportaria essa ideia.
_Wellington! Sempre o Wellington! Você não vai esquecer desse cara nunca!
_Wellington está morto Roger. Vai ficar com ciúmes agora? Ah vai ver se estou na esquina. Agora me deixa fazer essa merda de ligação ok! _diz Estela, irada.
Roger decide fechar o bico.


Na casa de Kathleen, a polícia já se encontra por lá e todos esperam o contato de Estela até que o telefone toca e ela mantendo-se calma, atende.
_Oi Kathleen! Como é bom poder ouvir sua voz de novo.
_Onde está o meu filho?
_Nossa! As notícias correm tão rápido né? Como sabe que estou com o seu filho?
A polícia já começa a gravar o telefonema e o delegado pede calma.
_E eu preciso adivinhar pra saber que está com ele?
Estela sorri.
_Eu admiro muito esse seu jeito de raciocinar Kathleen. Você é esperta! Só que sou mais esperta do que você é claro!
_Você pode parar de bancar a espertalhona por um momento e dizer aonde está o meu filho.
_Claro! Eu preciso falar com o pai dele. Fábio.
_Eu vou passar o telefone pra ele.
_Negativo meu bem! Você vai avisá-lo para que ele esteja amanhã no centro cedo a partir das sete com uma boa grana ok! Vai ser uma troca perfeita pelo menino. _diz Estela séria.
_Quanto? _pergunta Kathleen, um pouco nervosa.
_ Dois Milhões e quinhentos mil reais na minha mão.
_Sua bandida! Por mim você não veria dinheiro nenhum. Eu quero o meu filho de volta!
_Ah e uma última coisa: Não envolvam a polícia nisso porque eu sei que esta ligação está sendo rastreada mesmo. Bye! _e ela desliga o telefone antes que a polícia concluísse a localização.


_Filha de uma quenga! _diz o delegado, se exaltando de ódio. _Mas que mulher é essa vil e mal-caráter! Como ela sabia que estávamos a rastreando?
_Essa bandida vai pagar caro por cada coisa de mal que está nos fazendo. _diz Kathleen, socando a parede de raiva.
_Por que eu fui me envolver com essa mulher meu Deus? _diz Wellington, se sentindo no chão.
_Wellington, ninguém sabe o coração de ninguém né? Vai ver que o destino não quis que vocês dois ficassem juntos por causa disso. Se vocês estivessem juntos, com certeza não dariam certo. _diz Ezequiel.
_Deus me livre Senhor Ezequiel! Da Estela quero distância. Já não basta todo o mal que ela me fez.
De repente, o delegado tem uma ideia.
_Wellington, posso te falar uma coisa de coração?
Todos se viram pra ele naquele momento e Wellington consente.
_Eu acho que existe uma forma de pegar a Estela.
_Mas diga como Senhor delegado! Eu quero ver aquela bandida pagar bem caro! _diz Kathleen.
_Eu acho que você Wellington precisa reaparecer para Estela. Lembra que uma certa vez, você me disse que Estela tem um ponto fraco. No início, eu não dei muita importância não mas agora talvez seja necessário a gente usar isso a favor.
_Peraí delegado, eu já sei! _diz Wellington, abrindo um sorriso de repente.
Ezequiel e Kathleen se entreolham curiosos.
_Mas afinal que ponto fraco é esse? _pergunta Ezequiel.
_O que você acha Wellington? _pergunta o delegado.
_Eu acho que vai dar certo. _diz Wellington firme em sua resposta.
Fábio já está ciente do encontro combinado no centro e embora a quantia seja alta demais, ele não hesita em pagar o sequestro. Wellington e o delegado decide explicar o seu plano para Kathleen, Ezequiel e principalmente á ele que vai levar todo o dinheiro. Ambos ficam na expectativa de que tudo vai dar certo.

Já Roger decide deixar o menino preso num quarto e os comparsas se reúnem numa mesa pra jogar baralho enquanto ele e Estela conversam á sós numa sala do andar de cima.
_Tem certeza de que ele vai pagar essa grana pra gente? _pergunta Roger, desconfiado.
_Mas é claro meu amor! Ou ele paga ou a criança morre!
_Mas você faria algo contra o menino?
_Eu não me sujeitaria a isso. Mas não vamos precisar fazer nada de mal contra o menino porque o pai ama ele e por amor, ele fará tudo.
_Isso é verdade! Meu pai sempre me levava nos melhores lugares que ele conhecia. Tenho saudades dele!
Estela o encara e responde:
_Por acaso eu perguntei algo sobre o seu passado?
_Nossa Estela! Foi apenas um comentário ok!
_Foca no nosso plano imbecil e pára de ficar falando coisas que não tem nada a ver.
_Você não tem pai né Estela? Saiba que meu pai foi um grande homem!
_Sei. Um grande homem que colocou no mundo um completo idiota como você!
Roger se levanta contra Estela e saca o revólver do bolso.
_Já que hoje a espertalhona decidiu dar uma de chefona do crime, eu gostaria de avisar só um pequeno detalhe que parece que ficou esquecido né? Eu ainda posso matá-la, pegar toda a grana do sequestro e dar um fim no menino. Então, para que isso não venha a acontecer, eu sugiro que você apenas faça o plano e deixe a autoridade por minha conta ok! Eu mando nessa porra aqui e você apenas obedece!
_Está certo! Desculpa! Não está mais aqui quem falou ok! _diz Estela, tentando parecer que está por baixo.
_Agora me diz! Amanhã que horas ele vai estar lá com a grana?
_Amanhã cedo a partir das sete. Não podemos nos atrasar. É pegar o dinheiro, devolver o Vinícius e pegar o primeiro vôo para Miami.
_Eu já estou sentindo o cheiro da grana nas minhas mãos. _diz Roger, sorrindo.
_Suas mãos? Coitado! O certo seria nas minhas mãos. _diz ela em pensamento.

Mais tarde ao deixarem todos dormirem, Vinícius acorda e tenta olhar pelo vidro quebrado da janela o que se passa lá fora e ao perceber que ninguém estava de vigia, ele decide agir. Vinícius encontra umas caixas de madeira e tenta empilhar uma em cima da outra para que ele pudesse subir até uma janela que estava com papelão e uma rede presa por pregos.

_É a minha chance de escapar daqui! _ele pensa.





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