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segunda-feira, 23 de junho de 2014

5º Capítulo (capítulo inédito) - Carmem

O helicóptero onde Sebástian Pástian e seus homens estavam foi envolvido por uma densa fumaça vindo do ponto onde o carro do jogador estava acidentado e capotado e a aeronave dava rasante em volta da cena onde acabara de acontecer a tragédia.
     Um pouco á distância em terra os carros que vinha atrás do Posche acidentado de Scamillo pararam á distância e também o carro dos repórteres Paparazzis que estava perseguindo o carro do atleta e os jornalistas saíram do carro se juntando a multidão que se formou correndo logo em volta do acontecido.
     O carro estava envolto em chamas e o prejuízo era de milhões de dólares o que estava avaliado o veículo de luxo.
     Sebástian Pástian não perdendo, tempo logo acionou o socorro e sobrevoava em volta do burburinho da cena que se formou no lugar da tragédia e a aeronave dava volta do lugar da tragédia e ele estava aterrado com o que estava vendo.
     Tinha tantos planos com a carreira de Tony Scamillo; esperava projeta-lo no Brasil e introduzi-lo no time que ele tanto queria jogar no país e além de tudo as negociações com o time inglês em que o atleta estava jogando poderia lhe dar bom êxito e Sebástian com sua gana empresarial que ele tinha iria surpreender toda a Imprensa nacional e internacional também com a volta do grande atacante ao Brasil.
     Mas agora ele estava alí junto com seus assessores à bordo daquela aeronave fretada vendo aquela cena terrível. O plano era por telefone, fazer com que Scamillo parasse o carro em um ponto perto do Canal da Mancha, próximo ao Eurotúnel e em seguida, fazendo com que o rapaz abandonasse o carro por hora, o helicóptero aterrizasse e fizesse com que ele embarcasse dali tirando-o daquela situação e tirando da mira dos jornalistas. 
     A "gerdamierée", Polícia francesa logo apareceu com uma viatura e o socorro já se ouvia ouvir a sua sirene ao longo da estrada.
     Só restava a Sebástian ordenar seus assessores e o piloto da aeronave descer próximo ao local para verem de perto o que aconteceu e tentar ver o corpo de Scamillo carbonizado envolto em chamas dentro daquele veículo carbonizado. 

*
     Na estação de trem onde ocorrera a detenção do meliante que José Carlos mobilizou, logo chegara a viatura da PM e depois de algumas palavras com  os agentes policiais fardados que entraram na estação para algemar o encoxador e que tentara constranger Carmem durante a viagem, Carlos se aproximou da moça e á essa altura á multidão foi se debandando e os passageiros foram voltando aos poucos para dentro do trem. O  sargento de plantão que viera na viatura só iria por instantes de trocar algumas informações com o maquinista da composição e fazer algumas anotações, para liberar o prosseguimento da viagem para o subúrbio.
     Agora José estava em frente daquela moça antes assustada. Carmem olhava para o rapaz alto e com aquela sobranceira espessa e estava fascinada com aquele gesto de proteção dele. 
     - Você não me disse ainda seu nome senhora !
     - senhorita.- o sorrisinho de Carmem deslumbrou-se de novo.
     Ela estendeu as mãozinhas para ele cheia de pulseiras baratas com um anel corriqueiro mas que mesmo assim José Carlos não estava acostumado. As moças simples da Igreja que ele frequentava não tinha esses costumes e mesmo o perfume corriqueiro que exalava dos braços nús da moça ainda assim o embriagou um pouco e ele ficou meio sem jeito. 
     - Meu nome é Carmem.
     Ela era muito diferente de Micaela que era simples e sem vaidade e apetrechos nenhum, mas que mesmo assim mostrava um charme e uma sedução que ele nunca mais sentira de uma mulher. José Carlos sentiu que Carmem de alguma maneira estava "dando mole" pra ele. Mas ele estava alí para cumprir com seu dever e para servir, primeiro como policial e também como cristão. Era o seu dever.
     - Diferente seu nome.- ele quase nem sabia o que dizer e pegou na mão dela para responder o cumprimento, mas ele percebeu quando ela apertou sua mão um pouco mais forte e apertando em seus dedos.
     - Diferente como? - a cabecinha pendia para o lado com a mecha do cabeça caindo por trás do ombro olhando para ele.
     - desculpa, foi uma má comparação, porque... porque...
     - Porque?... - Carmem atrevidamente apertou mais as mãos dele. E o rosto de José Carlos ruborizou.
      -...porque é um nome diferente como uma moça como você.- as palavras saíram e parecia que um vulcão em chamas iria explodir de dentro dele. Por um momento queria até falar mais, mais sabia que ía falar "bobagens" e ele não agia assim com as mulheres em geral. Era noivo, respeitável, religioso, polido e isso não fazia seu tipo.- moça nova bonita, enfim... Carmem é um nome antigo que não combina muito com as moças dessa geração. Mas desculpe...
     Carmem cravejava os olhos em cima dele e sua educação e polidez era o que ela não via em homem algum e muito menos no meio dos conhecidos da comunidade onde ela mora ou em qualquer outro lugar onde ela estava.
     Na banca de camelô ou em arredores onde ela trabalhava, na pensão onde ela almoçava e no boteco onde fazia seu lanche tradicional com suco e coxinha de galinha, os que se aproximavam dela o a cercavam sempre era com a preliminares "oi gostosa", " "mainha" 'ordinária", eu vou isso com você eu vou aquilo etc... sempre com abuso prá cima dela o que ela estava acostumada. Mas alí estava um verdadeiro home na sua frente e ela não queria perder aquela chance.
     José Carlos puxou seu braço de Carmem.
    - Mas você está bem agora né ?
    - Sim agora estou e nunca me sentira assim tão protegida como agora.
    - Vá pra casa descansar. Eu não posso entrar mais nesse trem depois de eu me expor assim. Vou pedir pros meus colegas da viatura me darem uma carona pra uma outra área pra mim pegar um outra condução, um ônibus qualquer prá mim seguir viagem pra casa. Entra no trem !- essas últimas palavras de José soou nos ouvidos de Carmem como uma ordem.
     - cabo José... nos vemos ainda?
     - Quem sabe?
     -Posso precisar de você um dia quem sabe. qual seu batalhão ?
     José Carlos ficou quieto olhando prá ela. Era melhor não se expor mais. O perfume dela era sem igual e o inebriava.
     Num ímpeto, Carmem  levou a mão á camisa de bolso do rapaz e pegou uma caneta que estava á mostra.
     à essa altura o sargento la na frente liberava o maquinista prá prosseguir viagem.
     - É melhor vc embarcar moça. O trem vai sair.
     Sem esboçar mais nenhuma reação, José se surpreendeu quando Carmem levou ao bolso da camisa dele onde tinha uma caneta e sem cerimônias pegou e segurou o braço dele pra escrever algo. 
     Enquanto ela escrevia algo segurando o braço dele as mechas dos cabelo encaracolados e cheiroso de Carmem tocava em seu peito e o perfume invadira suas narinas mais forte ainda. por um momento sentiu vontade de mergulhar naquelas mechas.
     Ela levou a caneta ao bolso dele novamente quando acabou de escrever e disse com os olhos bem vivos quase flamejantes para ele:
      -Meu endereço eletrônico. Me adiciona lá no Facebook ! Você tem facee... ?
     O trem apitou e Carmem foi segurada por José nu impeto e fazendo um sinal com a outra mão para o maquinista lá na frente para esperar ele a levou como que a força para dentro do trem.
     A composição fechou a porta e Carmem ficou olhando para José enquanto ele agora do lado de fora da vidraça cede um olhar á mais para ela no momento em que o trem começa a se afastar. Ela põe a mão no vidro da porta como que esperando um oque dele pelo lado de fora.
     Mas ele ficou quieto e paralisado tentando entender agora a sua própria reação diante daquela garota estranha que ele acabara de salvar daquela situação constrangedora.



"O amor é uma criança cigana
Nunca, nunca sabe direito
Se você não me ama, eu amo você
Se eu te amo, manter guarda de si mesmo!
Se você não me ama
eu te amo!
Mas se eu amo você, então cuidado !

O amor é como um pássaro,
E o pássaro que você pensou surpreender
bateu asas e voou

amor está longe, você pode esperar
Quando você não conta mais com ele, lá está ele!
Tudo ao seu redor, rapidamente, rapidamente
Ele vem, vai, em seguida, ele volta!
Você acha que ele a espera, ela evita você"

( Trecho de "Habannera"de Carmem de Bizet)



     José começou a caminhar devagar em direção á saída da estação devagar e por um momento olhou para o seu braço o que ela havia deixado escrito. Era o endereço eletrônico de seu Facebook.
     Num ímpeto José levou o braço ao nariz e cheirou o perfume que ela deixava nele. E fechou os olhos por um instante num delírio de encantamento.
     Foi despertado pelo colega que o chamava:
     - Cabo o senhor vai com a gente ou não?
     O sargento da Viatura o chamara para seguir viagem com ele na viatura que o esperava lá fóra.


Se você não me ama,
eu te amo!
Mas se amar você, então cuidado!

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