Blogs Brasil

® Talentosos Escritores 2011/2015 - Todos os direitos reservados. Tecnologia do Blogger.
"O site Talentosos Escritores" estará passando por mudanças em breve. Portanto, a ausência de postagens de conteúdos importantíssimos como as novelas por exemplos. Mas isso é algo que estamos organizando, tempo ao tempo. Eu, como administrador, estou contando com uma equipe boa pra poder fazer o site cada vez melhor. A gente está se reunindo pra obter novidades em alta pra você, que nos acompanha há muito tempo. Peço desculpas pela demora dos conteúdos e a gentileza de aguardarem pacientemente. O Talentosos Escritores vai mudar, mas tenho certeza de que será pra melhor ok! Um grande abraço a todos." - Leandro Angellus

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Carmem - 8° Capítulo


Carmem mal podia acreditar no que estava vendo na tela. Sim ! Era ele ! a foto era nítida e não podia deixar-se enganar. Era o “cabo José” pedindo solicitação de amizade. E ela não perdeu tempo.

       Lá estava o “pedido” com a solicitação de amizade de José Carlos. E com um clique Carmem apertou:”ACEITAR” e ficou olhando para a tela deslumbrada olhando e esperando uma palavra.  Do outro lado, José viu lá escrito: “Carmem… aceitou sua solicitação de amizade. Escreva na Linha de Tempo dela”.
    Mas escrever o que ? Falar o que?
 
        Aí José se deu conta de que estava indo longe demais e que ele não poderia estar fazendo aquilo. Sua noiva estava em Israel aguardando a sua ligação realizando o maior sonho da vida dela que era de estar na Terra  Santa e e certa forma louvando e agradecendo a DEus não só por estar naquela terra onde todo o cristão gostaria de estar, mas também grata a Deus pela sua vida e sua alegria de estar ao ado de um homem maravilhoso como ele e que estavam prestes a juntarem suas vidas em objetivos em comum.
    
      A tela estava aberta com a linha de tempo de Carmem aberta que ele acabara de clicar e ficou olhando para as fotos dela na tela. Mas começou a querer disfarçar de sí mesmo a sua atitude e voltou a mão ao celular para ligar para Micaela.
  
       Do outro lado na Lan House sob os olhares da amiga, Carmem começou a abrir as fotos de José e o viu ao lado dela… de Micaela.  Seria a namorada dele?- pensava Carmem olhando para a imagem dos dois que aparecia na maioria da imagens dos álbuns que deliberadamente ela abria.
Pareciam um casal unidos e felizes e com uma relação bem estruturada. Mas porque ele a adicicounou, sendo que ele podería a esquecer e nem mais querer saber dela ?
    Do outro lado José se levantou da cadeira com o fone na mão e quería a todo custo agora que Micaela seja lá onde ela estivesse lá na excursão que falasse com ele. Era como se fosse um pedido de socorro a ela, para que o tirasse daquela situação quase que embaraçosa para sí mesmo e que nunca acontecera com ele desde os primeiros momentos de sua relação com Micaela.
     O que estava acontecendo com José? era como se ele estivesse enfeitiçado desde o primeiro momento em que ele botou os olhos naquela morena e em que ela deixara impregnado o seu perfume nos braços dele.
    O celular de sua noiva estava dando fóra de área, e José começou a ficar um pouco tenso. Agora já queria falar com sua mada à todo custo. Mas não havia jeito naquele momento. Sentiu ímpeto de sair do quarto e ir logo tomar banho para jantar e ía mesmo fazer isso e olhou ara o computador com uma ponta de desprezo ate por ele mesmo por estar naquela situação. “Ora, onde já se viu?”- pensava ele mesmo o ridicularizando.
    Mas seus olhos não pôde deixar de notar o piscar da página Inbox que chamava atenção na tela de seu PC. Se aproximou de novo para rssponder quem o estava chamando, pois podería ser importante ou algum parceiro seu a que estava bater papo alí pelo “face”. Mas quando chegou mais perto lá estava lá a indentificação da página In-box: CARMEM: “oi”
    E agora ? Sua mãe o estava esperando para o banho para colocar a mesa para jantarem todos como era de costume. Mas José parecia não resistir e acabou como que levado, a sentar-se na cadeira em frente ao computador novamente e teclou:
         “Chegou bem em sua casa?”
          Carmem, olhando para as fotos dele, e mirando uma imagem de perfil que ela acabara de abrir dele, sentiu seu coração bater mais forte e falou prás meninas á sua volta:
    -Olha, ele tá falando comigo! Me respondeu ?!
    -Então fala, menina! Ele tá preocupado com vc pra saber se você chegou bem.
    Carmem escreveu:
    “Cheguei bem sim, mas ainda não to em casa”
    “Não ?! Como assim?”
    Aí Carlos já queria saber demais e dentro dele já alertava para ele parar por alí mesmo. O que ele tinha a haver com isso ? porque ele estava trocando “ideia” com aquela garota e insistia naquilo ?
    “Sempre gosto de dar um rolé no meu bairro quando chego do trabalho e pára uma pessoa sozinha, não há nada melhor”
    “Você é sozinha ?” - porque tinha que perguntar   hein Zé Carlos ?
    “ Sozinha e agora mais ainda pois a distancia de uma nova descoberta de aor não sei dizer, me faz mais solitária”
    “Então vá á procura de seu amor e seja feliz”
    “Ele já está ao meu alcance. Eu o estou quase tocando”
    “Mas o que a impede de alcança-lo ?” - coração de Zé Carlos parecia querer saltar do peito.
    “ A Internet, a tela do Computador, pois estou praticamente na frente dessa “minha descoberta” de amor”.
    Ele tentou disfarçar mas arriscou a lançar uma ultima pergunta até para sair daquela situação mas de maneira delicada. Não ía deixar se envolver por aquele “laço”.
    “Já ouviu a história da Sulamita?”   
    “Cantares de Salomão”
    Foi surpresa prá José daquela garota entender alguma coisa da Biblía.
    “conhece Cantares de Salomão? Aquela história de amor da Bíblia ?
    “Minha mãe é crente e me criou na Igreja, só que eu escolhí o meu caminho, mas me lembro bem das aulas da Escola Dominical”
    Bom aí José criou um pretexto para si mesmo para continuar conversando com ela. Ela era desviada da Igreja e aquela conversa serviria para “evangelizá-la”. Aí justificaria. Na verdade ele estava tentando justificar a ele mesmo  por causa de sua atitude.
    “ De noite saí pela rua, buscando o meu amado e não o encontrei” - Carmem citava o trecho da escritura e isso prendeu mais ainda a atenção de José.
     “Onde está o seu amado?” - José começou a interagir.
    “ O meu amado colocou a mão na fechadura da porta do meu quarto. E de sua mão destilava mirra” - Carmem já estava mesmo partindo pra dentro.
      José já estava entendendo tudo e procurava fugir:
    “ Não desperteis o meu amor até que queira”
    “ Vem, ó vem ó meu amado e assopra em meu jardim”
    Foi o grito de sua mãe que fez com que José pulasse da cadeira se levantando num salto e o retirando daquela conversa abruptamente. Ele precisava sair dali.
    - Come que é José ? - Falou a mãe de José a meia porta do quarto do rapaz e com a mão na fechadura. Vai ficar aí socado esse computador ? Eu  e seu pai estamos esperando você tomar banho logo pá botar a janta.
    
      Póde jantar a senhora e o papai, mamãe! Eu vou tomar banho e… esperar Micaela retornar a ligação prá mim. Eu to tentando,tentando mas anão conseguindo.
    Sua mãe estranhou um pouco a sua atitude, pois estava acostumada a todos comerem juntos a mesa.

Mas assentiu á vontade dele, pois achava que ele ainda estava nervoso devido a ocorrência no trem e resolveu não insistir.
    - Bom, quando você quiser comer alguma coisa me chama. Eu e teu pai vamos prá mesa.
    Olha só o que José estava fazendo e ele mesmo não estava entendendo o que estava acontecendo com ele e o que ele estava fazendo. Nunca deixara de almoçar com seus pais e de estar com sua família à mesa e derrepente ele furta a isso, e porquê ?... Por causa daquela morena matreira que ele conhecera no trem algumas horas atrás e cujo o seu perfume parecia impregnar sua narina à dentro e invadindo sua alma pulsando forte seu coração.
     O que ele mais queria naquele momento era poder falar com Micaela e poder ouvir a voz dela para sair daquele frenesi de “loucura” que lhe estava abatendo. Mas não estava conseguindo falar com ela. E seu Coração estava agitado.
     
Não ! Definitivamente aquilo tinha que ter um fim e José Carlos tinha que acabar com aquilo. Resolveu que tinha que trancar a porta de seu quarto e fazer algo que ele deveria fazer a mais tempo desde que chegou em casa como era de costume dele fazer mas devido à agitação daquele dia e o especial evento que abatera em seu coração naquele dia ele não fêz. Resolveu orar e se colocar em oração como era d praxe e costume.
    Ele ía desligar o computador e se ajoelhar na beira de sua cama para fazer sua oração, mas ao se aproximar da tela lá estava “ela”:
    “você  ainda está aí?” “Dize-me, ó tu, a quem ama a minha alma: Onde apascentas o teu rebanho, onde o fazes descansar ao meio-dia; pois por que razão seria eu como a que anda errante junto aos rebanhos de teus companheiros”
    José já não podia suportar mais aquilo.

   
    E levantou-se grande temporal de vento, e subiam as ondas por cima do barco, de maneira que já se enchia.
E ele estava na popa, dormindo sobre uma almofada, e despertaram-no, dizendo-lhe: Mestre, não se te dá que pereçamos?
Marcos 4:37-38


Jesus_andando_sobre_aguas-1.jpg

    Micaela á bordo do barco á vela dos turistas á beira da popa da embarcação, lembrava daqueles momentos remotos descritos na Bíblia que ela tanto lia e que agora ela tinha o privilégio de estar ali. Ficara olhando para o espelho d’água do Grande Lago e seu coração impregnado de encanto  e fé fazia luzir em sua mente á imagem de Jesus vindo sobre ás aguas em direção a ela que também já estava um pouco agitada por não poder falar com seu amado naquele momento único de sua vida.
O que será que estava acontecendo que ela não estava conseguindo contato com José ? Os olhos azuis da moça refletia as ondas do espelho d'água que a embarcação provocava indo em direção á Tiberíades e o que ela mais queria era que ele (José ) estivesse alí ao lado dela, pois ele era o que ela tinha de mais importante em sua vida e estava alí na Terra Santa em atitude de louvor e ação de Graças, por tudo o que estava acontecendo em sua vida e pelo rumo em que ela estava tomando. Não podia querer mais nada, pois estava na Terra de Jesus o que era o sonho de todo cristão devoto como ela se bem que seu noivo também; e por estar prestes a realizar o seu maior sonho que era de se casar com ele tão breve.
Mas a saudade batia em seu coração como um carrasco artroz e Micaela não conseguia se acalmar apesar de seu olhar sereno sobre o espelho daquelas águas remotas de histórias tão conhecidas dentro de sua religião evangélica. Quem não gostaría de estar alí naquele lugar de tantas histórias e milagres ?

E os seus discípulos, aproximando-se, o despertaram, dizendo: Senhor, salva-nos! que perecemos.
Mateus 8:25

  Uma amiga se aproximou de Micaela e se colocou ao çado dela:
- Lindo demais né ?!
- Isso tudo é um sonho ! Queria tanto que ele estivesse aqui do meu lado para desfrutar de tudo isso comigo !
- Eh, eu sei mas ele não podia deixar o batalhão logo agora né, e está prestes á uma promoção !
- Até nisso tenho que dar graças a Deus !  E além o Comandante Zuninga não ía dar férias prá ele agora. E logo agora com esse Projeto de pacificação de favelas lá no Rio ! Logo ele vai botar todo o contingente nas favelas do Rio.
O coração de Micaela se agitou um pouco misturado á saudade e á falta que José fazia para ela naqueles momentos.
Sensível como era, Micaela deu um leve suspiro só em pensar nos perigos do que sua companheira de viagem acabara de dizer:
- Meu Deus !...

 
       
“E eis que no mar se levantou uma tempestade, tão grande que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo.
Mateus 8:24”

Pensando na possibilidade de seu futuro marido correr sérios perigos com as implementações de seguranças que a coorporação estava prestes a adotar na politica  de segurança do Rio, Micaela á bordo daquela embarcação, temeu… como aqueles discípulos de outrora.

Mas o perigo que José estava exposto era outro e estava acontecendo justamente naquele momento. Enquanto Micaela estava naquele lugar pensando nos milagres e prodígios de jesus e que se deu também justamente ali nas águas daquele Mar de Tiberíades, e se sentindo na Presença de deus em só estar alí naquele lugar, José travava uma batalha em sua mente e contra a sí mesmo.
Não conseguira fazer o que estava querendo e o que precisava.
Estava sentado em frente á tela de seu computador e teclava para a moça tentando ainda se desvelenciar dela:
“Por favor morena, vou parar por aqui.”
“Mas porque ? Não está gostando ?” - Carmem insistia do outro lado da Rede mesmo em meio á aquela agitação da Lan House.
- Eu só a adicionei para saber se você estava bem e prá saber como você estava. Eu recomendo que você vá logo para sua casa e para junto de sua família inda mais depois de tudo o que aconteceu. Eles devem estar preocupados com você.
Carmem escreveu o provocando ainda mais:
“Não olheis para o eu ser morena; porque o sol resplandeceu sobre mim; os filhos de minha mãe indignaram-se contra mim, puseram-me por guarda das vinhas; a minha vinha, porém, não guardei.”
Cânticos 1:6

Num instinto José teclou respondendo, visto a interação de Carmem quanto ao conhecimento daqueles versículos bíblicos:
“Se tu não o sabes, ó mais formosa entre as mulheres, sai-te pelas pisadas do rebanho, e apascenta as tuas cabras junto às moradas dos pastores.
Cânticos 1:8”

Carmem ainda não deixou por menos:
Dize-me, ó tu, a quem ama a minha alma: Onde apascentas o teu rebanho, onde o fazes descansar ao meio-dia; pois por que razão seria eu como a que anda errante junto aos rebanhos de teus companheiros?”
Cânticos 1:7

“Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os filhos; desejo muito a sua sombra, e debaixo dela me assento; e o seu fruto é doce ao meu paladar.”
Cânticos 2:3
Aquele duelo e embate de sedução tinha que acabar e José respondeu ainda á altura dos versículos bíblicos que eles estavam falando:
“Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira.”
Cânticos 2:7

Carmem é que não estava aguentando mais e não estava aguentando nem mais a sí mesmo e disse:

“Sustentai-me com passas, confortai-me com maçãs, porque desfaleço de amor.”
Cânticos 2:5

José sucumbiu e já não tinha mais vontade de se ajoelhar para orar.



*
                                                             *                     *

*















   


   





Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Lançamento!

 
Copyright © 2013 Conectando Ideias - Traduzido Por: Templates Para Blogspot
Design by FBTemplates | BTT
close
#