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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Quarto Capítulo - Unidos pelo Destino

Desde que Esmeralda soube que seu destino era encontrar um homem e que este lhe traria momentos bons e ruíns, a jovem pediu ajuda á Guilherme para reverter isso e ele não conseguiu mudar os fatos. Guilherme sabia que esse era a sina dela e que ele não podia fazer nada a respeito. A única certeza que ele tinha em mente é que não podia deixar ela desamparada seja qual circunstância acontecer e a partir daquele momento uma amizade eterna se formava. Esmeralda passou a confiar mais nos segredos do rapaz e ele contava sobre sua vida abertamente, repaginando cenas do passado e presente.
Certa noite, Guilherme percebeu que o cordão que a velha dera a ela era de suma importância e que por um sinal do destino, o objeto tinha que estar com a jovem. Ele não entendeu muito a razão daquele cordão estar com ela mas sentiu uma coisa muito positiva ao tocá-lo. Esmeralda ainda tinha receio de usá-lo todo dia por conta do que houve quando ela recebera da primeira vez das mãos da velha desconhecida mas ele pediu para que ela não se preocupasse e que usasse sempre, porque aquilo seria como um amuleto protetor, algo que a protegeria de algum mal.
Por incrível que pareça, ele sempre sabia das coisas e qualquer pessoa que ele conhecesse ou esbarrava, ele sabia identificar sua aura e a personalidade que possuía. Com Esmeralda não fora diferente.  A sua aura amarela definia inteligência e isso atraía em Guilherme, porque ele sempre admirou pessoas decididas e com uma sabedoria inesgotável. Esmeralda era objetiva e perspicaz em tudo que fazia. Mas uma coisa ela não tinha controle ou achava que tinha: o de se apaixonar.
E como a sina previa, ela ia conhecer um rapaz em um dos seus momentos de lazer na cachoeira. A jovem tomava banho nua nas águas da cachoeira, que ficava oculto entre as matas virgens e que não havia sinal de pessoas algum a espreita-la, mas neste dia tudo ia acontecer.


Na cachoeira, Dionísio caminha pela trilha com o seu cavalo até encontrar a jovem Esmeralda tomando banho nas águas límpidas. Ele amarra o cavalo numa árvore e a observa escondido por entre as folhagens de palmas e admira sua beleza exterior.
_Nossa! Que perfeição da natureza!
E de repente, ele escorrega e cai, machucando a perna.
Esmeralda se assusta com sua presença e no momento que ia gritar, ele faz um gesto de silêncio.


Ela nada até as pedras e pega sua roupa da parte de cima, cobrindo em imediato seus seios que ficam expostos sob á luz do sol.
_O que você quer? Vai embora!
Dionísio fica sem jeito e responde:
_Desculpa se lhe assustei. Eu estava passando e a vi apenas.
_Você já viu o suficiente. Agora vá embora!
_desculpa mesmo. Eu realmente não tive a intenção.
_Eu preciso sair daqui. _diz ela, tensa.
Dionísio se vira de costas e diz:
_pode sair. Eu não vou olhar.
Esmeralda fica séria e pergunta preocupada:
_Não vai mesmo?
_Não. _ele responde sincero.
Esmeralda sai da água e coloca as roupas. Após ter se arrumado, ainda com o corpo todo molhado, pega a toalha e seca os cabelos longos.
_Pode virar agora.
Dionísio se vira e a encontra secando os cabelos.
_você é linda!
_Obrigada! Eu preciso ir. _diz ela, pegando suas coisas e saindo rapidamente.
_Meu nome é Dionísiooo e o seu?
Esmeralda se vira e responde:
_Por que quer saber meu nome?
_Por favor me diz! _ele pede gentilmente.
Ela fica pensativa por alguns instantes e responde:
_Esmeralda. O meu nome é Esmeralda. _e sai correndo por entre as matas virgens.
Dionísio fica encantado com a beleza da jovem e anseia esperar encontrar ela de novo.


Dulce lava as roupas quando Esmeralda dá um assobio e faz um gesto pra ela vir em sua direção.
_Minha menina, o que houve? _pergunta Dulce preocupada.
_Nada. Eu só queria saber se meus pais estão em casa.
_Sim. Estão na sala. Parece que o seu pretendente vai vir aqui hoje.
_não brinca. Sério?
_Sim menina! Ele vai vir pra te conhecer e acho bom você se arrumar logo porque sabe como são seus pais né?
_eles são loucos. Eu não vou me casar com ninguém forçado. Eu fujo de casa mas com eles não fico um minuto.
_você é louca Esmeralda! Antigamente, os casamentos eram assim e as meninas ficavam felizes com isso.
_Mas os tempos mudaram. Eu não vivo no passado.
_Eu sei que as coisas mudaram minha menina, mas se seus pais fazem isso é pra poder lhe ajudar.
_Até você concorda com essa loucura Dulce? Eu sou como uma filha pra você. Estou decepcionada!
_Não fala assim minha menina. Eu só quero te ver bem.
_Eu estou bem sozinha. _responde ela correndo para o quarto e a deixando em silêncio.
O capanga chega e a encontra pensativa.
_você e Esmeralda sempre ficaram próximas uma da outra. Agora você está vendo que nem conselhos seus ela aceita. Depois desse Guilherme ter aparecido na vida dela, as coisas mudaram entre vocês duas.
Dulce se vira e responde:
_O que você tem a ver com isso hein? Vá cuidar dos seus serviços e me deixa em paz.
_Dulce, Esmeralda não é mais aquela criança que você cuidava. Ela cresceu e você precisa entender isso.
_Já que você não vai cuidar dos seus serviços, eu vou procurar os meus. _diz ela se afastando do capanga e continuando a lavar roupas.


Esmeralda se olha no espelho e reflete na conversa que teve com os pais de que iriam apresentar um rapaz á ela, no qual se tornaria seu noivo mais tarde e seguido por este pensamento na mente, ela pega o batom vermelho e contorna seus lábios.
_Vocês vão ter uma surpresa pai e mãe! _ela diz olhando fixamente séria para o espelho.

D. Iracy e Alexandre cumprimentam o jovem Otaviano que sorri feliz ao encontra-los.
_Eu estou muito contente com a sua presença nesta casa. _diz Alexandre. _Aceita um uísque?
_Com certeza. _ele diz, grato.
Alexandre serve uísque ao rapaz enquanto D. Iracy olha no relógio e espera por sua filha na sala.
_cadê Esmeralda? _ela fala em tom baixinho com Dulce que não sabe dizer. _vá buscar ela por favor!
Dulce obedece e vai até o quarto, onde quase morre do coração ao ver o estado da jovem.
_Minha menina, o que você fez com o seu rosto? E o seu cabelo? _ela fica desesperada.
_Eu estou apresentável? _pergunta Esmeralda usando um batom vermelho forte nos lábios e toda maquiada de branco no rosto, com os cílios dos olhos delineados de preto e cabelos todo espichados, parecendo um fantasma.
E ela desce as escadas e vai de encontro aos pais e ao rapaz na sala que ao vê-la naquele estado, se engasga.
_minha filha o que é isso? _pergunta séria D. Iracy.
Alexandre fica bravo naquele momento e diz sério:
_Por que você me provoca desse jeito? Vá tirar essa droga do rosto e vai se arrumar direito!
_Prazer Esmeralda. _diz ela ao rapaz que fica sem resposta.
_Otaviano. _ele diz e ao virar-se para os pais dela, pergunta:
_esta é a sua filha que vocês iam me apresentar?
_Sim mas ela não está... _ia dizer Alexandre quando ele a impede.
_O senhor me desculpa mas eu não posso ficar mais um minuto aqui. Os compromissos me chamam.
E ele agradece pela gentileza dos dois e sai da casa imediatamente. Alexandre o segue, tentando convencê-lo a ficar e ele diz que não pode. D. Iracy encara Esmeralda séria.
_Se você pensa que conseguiu alguma coisa com isso, está enganada porque eu e seu pai vamos procurar outro.
_A senhora é louca! Aliás dois loucos. _diz ela, batendo firme no chão.
Alexandre entra em casa irado e a encontra.
_você acaba com a minha reputação. Se você quer desmoralizar a família, pode se preparar porque não vai conseguir.
Esmeralda ouve em silêncio e vai pro quarto. D. Iracy percebe que a filha continua usando o cordão e desconfia.
_Antes de ir pro quarto, preciso falar com você.
Alexandre vai pro lado de fora e D. Iracy acompanha Esmeralda até o quarto, onde tranca com as chaves para que ninguém pudesse incomodar.
_O que você quer comigo? Se você acha que vou voltar atrás, nem pense.
_O cordão. _ela diz séria. _Quem lhe deu esse cordão Esmeralda?
A jovem fica séria com a pergunta da mãe e tenta disfarçar.
_Ninguém me deu. Eu comprei.
D. Iracy dá um tapa em seu rosto e diz:
_Não minta para sua mãe. Quem lhe deu essa joia?

Esmeralda não sabe o que falar diante da atitude da mãe.





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