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sábado, 18 de julho de 2015

Terceiro Capítulo de Corações Desimpedidos - Reprise

Logo pela manhã, Gisele acorda com batidas na porta e  saindo da cama ás pressas, ela resolve atender. Ao abrir a porta, encontra Alda acompanhada do marido.
_D. Alda, que surpresa vê-la por aqui á esta hora da manhã!!
_bom dia Gisele! Desculpa incomodá-la tão cedo, mas eu tive que vir aqui.
_aconteceu alguma coisa com a Grace? _ela se preocupa.
_bom, foi por isso que viemos em sua casa. Por acaso, ela se encontra aqui?
_não, D. Alda. Grace não está aqui! Mas o que que houve?
_eu não sei, Gisele mas hoje eu fui ao quarto da Grace e ela não estava lá. Ela nem ao menos dormiu em casa. Estamos preocupados!
Gisele convida os dois á entrar e decide servir um café.
_você faz alguma ideia de onde ela esteja, Gisele? _pergunta Emiliano.
_eu não sei, Sr. Emiliano. Vocês já procuraram saber com alguns parentes? Pode ser que ela esteja na casa de alguma tia, prima talvez.
_eu liguei pra alguns parentes próximos e nada. Gisele, a nossa filha sumiu e estamos desesperados. _diz D. Alda com lágrimas nos olhos. _por favor, nos ajudem! Sei que você é a melhor amiga da minha filha. Por favor, eu quero a Grace de volta!
Gisele se emociona com as palavras de Alda e Emiliano completa:
_sei que nós dois cometemos erros, mas eu me preocupo com a minha filha. Eu não sei o que está acontecendo agora com ela neste exato momento, mas só o fato de pensar que ela está em algum lugar sozinha e sem a nossa companhia, eu temo muito por isso.
_ok! Eu vou ajudá-los. Pode ter certeza disso! Quero a minha amiga de volta! _diz Gisele, emocionada.

Alda sofre nos braços de Gisele

Daniel se arruma pra sair quando o celular toca. Ele verifica no visor do aparelho o número de Maria e decide atendê-la.
_Oi, Daniel! Tudo bem? _pergunta ela do outro lado da linha.
_Oi, Maria! _cumprimenta ele.
_então como anda as coisas por ae?
_as coisas vão bem. Obrigado por perguntar!
_hum. Bom, espero que esteja mesmo! Daniel querido, eu pretendo voltar para o Rio daqui á algumas semanas.
_e posso saber porque está me dizendo isso?
_eu pensei muito e resolvi voltar pra conversamos.
_Maria, me desculpa mas eu não tenho nada pra conversar com você.
_nossa! Por que está falando assim comigo? Você nunca agiu desse jeito.
_eu mudei, Maria! Não sou o mesmo cara que conheceu antes. Agora preciso desligar! Tenho que trabalhar. _e ele desliga o telefone, deixando ela surpresa.

No apartamento, Gisele decide reunir os amigos e falar sobre o acontecido com Grace. Ela aproveita pra ligar para o Sr. Otávio e comunicar que não vai poder trabalhar naquele dia, pois  teria que ficar aguardando notícias da sua melhor amiga. Como Sr. Otávio já tinha ciência desse amor incondicional de Gisele pelas amigas, ele não se importa muito e entende os motivos da jovem. Na reunião entre amigos, Zeca se prontifica á vasculhar a cidade inteira na companhia de Murilo e Júlia decide procurar informações no quarto da jovem, sob o consentimento dos pais Alda e Emiliano. Já Gisele pede pra Doroth trabalhar e tentar cobrir ela em algumas funções da empresa e decide ficar em casa na companhia dos pais de Grace.

Chegando na empresa, Daniel estranha a ausência de Gisele e decide perguntar á um colega de trabalho sobre ela.
_ela não vem hoje, meu amigo! _ele responde.
_aconteceu alguma coisa? _ele pergunta curioso.
_uma das amigas dela sumiu e ela não teve cabeça pra vir trabalhar hoje.
_ah sim. Entendi! _responde ele. _Que pena!
De repente, ele encontra Doroth chegando e resolve cumprimentá-la.
_Oi, Daniel!
_Oi! Então, fiquei sabendo que Gisele não vem hoje.
_pois é, Daniel! Ela teve um contra-tempo e não pode vir trabalhar. Está sentindo a falta dela?
Daniel sorri sem jeito e consente.
_mas amanhã ela está aqui. Não se preocupa não.
_Doroth, será que posso ajudar em alguma coisa?
_acho que não, Daniel! Mas obrigada de verdade. _responde a jovem, saindo pelo corredor e deixando o rapaz pensativo.

Enquanto isso, Murilo se encontra com alguns colegas skatistas e procura se informar com eles sobre a Grace. Um deles o informa que viu uma jovem na noite passada pegando um táxi mas não souberam informar o destino. Murilo agradece e decide avisar á todos.
_então, encontraram a minha filha? _pergunta Alda sofrida á Gisele que acabara de receber o telefonema de Murilo.
_D. Alda, viram a Grace entrar num táxi mas não souberam dizer pra onde ela foi.
D. Alda chora nos ombros do marido, que tenta acalmá-la naquela hora tão difícil.
Gisele abaixa a cabeça pensativa e decide rezar para que a amiga esteja bem e que  tenha consciência e retorne pra casa.

Murilo decide se separar e Zeca concorda. Os dois seguem caminhos opostos.
O skatista decide ir no ponto de táxi e se informar sobre o veículo que saíra na noite passada. O gerente responsável decide ajudá-lo fornecendo informações precisas sobre cada veículo que pegara passageiro no turno noturno e resolve fazer ligações para todos os motoristas  deste horário. Depois de algumas tentativas, ele consegue uma pista. O motorista que pegara Grace no horário da noite disse que a jovem tinha pegado o táxi por volta das nove e meia e seguia para uma estação de metrô próxima. Era tudo que ele podia fornecer naquele momento. Na mesma hora, Murilo liga pra Zeca e decide avisá-lo.

Pista de skate

Daniel faz o seu serviço quando ouve Doroth falar com Gisele no telefone. Ao perceber o tom da conversa, ele sente que sua amada deve estar muito preocupada com o sumiço da amiga e decide pensar em alguma coisa que possa ajudá-la. Mas a quem recorrer? O que ele poderia fazer naquele momento? Bom, ele não teve hesitação. Assim que Doroth desligou o telefone, ele se aproximou e perguntou se tinha possibilidade da jovem levá-lo até Gisele.
_você quer que eu te leve á casa da minha amiga? _diz Doroth surpresa.
_sim. Você poderia me fazer esse favor?
_eu não sei se é uma boa ideia. Gisele não iria gostar disso, Daniel!
_e se você me passasse o endereço? Eu poderia ir lá sem problemas e se ela perguntasse algo, eu diria que descobri por conta própria, ou seja, não vou te envolver nisso! Fica tranquila!
_Daniel, não me comprometa nessa situação. Gisele e eu somos grandes amigas.
_por favor, confia em mim! Eu estou preocupado de verdade com a sua amiga e tenho certeza de que posso fazer alguma coisa pra ajudá-la.
Doroth fica pensativa por alguns instantes e responde:
_você tem razão! Talvez você pode ajudar sim. A minha amiga Grace sumiu e estamos ansiosos por notícias dela. Gisele ficaria feliz se Grace voltasse! _diz Doroth, consciente e chateada.



Daniel a abraça e agradece.
_eu vou fazer o possível e o impossível pra tentar ajudar de alguma forma ok! Espera um minuto. _ele decide fazer uma ligação e Wallace atende.
_cara, você bebeu? Ta maluco?
_eu estou sã entende? Você vai fazer o que eu pedi ou não?
_eu vou ver isso pra você mas não te prometo nada não.
_Wallace, faz isso por mim meu irmão. Sei que você tem contatos. Portanto me ajude nesse caso da Grace. Você é o único que pode me ajudar. _diz Daniel sensato.
Assim que Daniel acabou de falar com seu irmão no telefone, seus pensamentos pareciam emaranhados de idéias, pois ficou aficcionado de poder fazer alguma coisa naquela história, mas ajudar Gizelle, impressioná-la e tentar chamar mais a sua atenção. Daniel não podia resistir mais; estava apaixonado por ela e ele não podia deixar de passar aquela oportunidade de fazer alguma coisa também. Só deveria esperar mais um pouco até que seu irmão fizesse o que ele estava pedindo.
Daí por diante não podia mais ficar tranqüilo dentro do ambiente de trabalho e começou a ficar inquieto. Quando foi levar alguns papéis para Doroth que estava substituindo os serviços de sua amada sua fisionomia não parecia ser a mesma e Doroth percebeu isso, ao examinar uns documentos que entregou a ela. Enquanto ele se servia de café numa bandeja disposta numa mesa ao lado Doroth examinava os documentos para dar o aval.
_ Olha, Daniel tem algumas pautas a preencher aqui e além do mais você esqueceu de assinar esses dois documentos.
Daniel pegou os papeis um tanto sem jeito e isso o constrangeu pois nunca acontecera antes desde que ele começou a trabalhar na empresa.
_ Olha Doroth, _ disse ele tentando se desculpar_ eu não sei como me distrair assim. Me desculpa eu posso voltar a minha mesa e corrigir tudo agora mesmo.
_ Daniel _ Doroth olhou bem pro rosto dele e viu que ele estava ruborizado e vermelho, mas sabia que não era de vergonha pelo erro no serviço que lhe entregara, mas ele estava preocupado – eu acho melhor deixar prá lá e fazer tudo de novo pelo menos esses quando você tiver legal e mais calmo.
_ O que você quer dizer? – perguntou ele surpreso.
_ Ora Daniel _ disse Doroth com um pequeno sorriso ao canto dos lábios _dá prá perceber o quanto você ficou inquieto com essa história da Grace e que está atingindo a Gisele.
Daniel apertou os lábios e seus olhos se apertaram olhando para Doroth. Ela acertara em cheio.
_sei que não só que ela está fazendo falta aqui não só para empresa, mas parece muito mais pra você.
_ Doroth, é melhor eu voltar pra minha mesa e terminar outras coisas. Me dê aqui esses papeis que eu vou corrigir agora.
Daniel ia tomar os papeis das mãos de Doroth novamente, mas ela segura os maços de papéis propositadamente como que tentando impedir de Daniel levar de volta, mas com um vago sorriso no rosto. Mas foi a forma de deter o rapaz mais um pouco e falar olhando bem nos olhos dele:
_ Como eu te falei antes eu sei que você ta gostando de minha amiga de verdade e sei o quanto ela ta fazendo falta aqui e o quanto essa história toda o incomodou e você está preocupado com ela.
_ Sem ela aqui parece que não tem sentido nada por aqui. Sim, eu confesso. E a você que é a melhor amiga dela.
_ Pois então como melhor amiga dela e já que você reconhece isso, quero te pedir mais uma vez se é que eu já pedi antes: Por favor, Daniel, se alguma coisa acontecer entre vocês, eu te peço que não decepcione a minha melhor amiga.
_ E porque você está falando assim?
_Eu mais do que ninguém e até você mesmo, sabe o quanto ela sofreu e teve decepções.
Daniel começou a divagar em seus pensamentos ali e começara a compreender a dureza de Gisele com ele.

Daniel está pensativo

_ Mas o que aconteceu antes?
_ Isso eu não posso falar. Gisele é a minha melhor amiga e eu só quero ver a felicidade dela. - essa última palavra Doroth disse como que um últimatum, e soltou os papeis nas mãos de Daniel olhando ainda prá ele.
_ È melhor eu voltar prá minha mesa.
_ Já disse que você pode fazer isso depois. Relaxa cara e vai fazer o que o seu coração ta pedindo, já disse. Gizelle ta precisando de alguém. E de alguém que a ame de verdade, e principalmente nessa hora tão complicada prá ela.
O rosto de Daniel se iluminou aos poucos e um sorriso se desbotou de seus lábios olhando prá Doroth. Se afastou de costas aos poucos e quando ia se virar para seguir para sua mesa esbarrou num colega comicamente.  Doroth deu uma risadinha de deboche, mas sabia o quanto Daniel estava sendo sincero.
_ Foi mal, brother, desculpa ai... – o rapaz se desculpava um tanto sem jeito para o colega que não ligou muito, mas seu coração batia acelerado de felicidade, pois tinha certeza agora que tinha uma aliada na sua conquista de Gizelle.
_ Daniel! – Doroth o chamou pela última vez o que fez Daniel se virar prá ela mais uma vez surpreso.
_Só queria te dizer uma última coisa: Só quero te dizer que aconteça o que acontecer, eu... Eu torço por vocês dois.
Daniel vibrou dentro de si e não se continha de felicidade.

Gizelle aproveitou que ficou em casa e que  o pessoal ficaram mobilizados quanto ao paradeiro de Grace e resolveu botar o apartamento em ordem um pouco, mas estava preocupada. Acreditava que fazendo aquela atividade poderia se distrair um pouco e não deixar se envolver demais com a preocupação com sua amiga.
O celular estava na posição estratégica pra pegar sinal no caso de eventual telefonema de noticias de Grace. O telefone móvel também estava consigo o tempo todo no caso se tocasse ela atendesse imediatamente. Mas sua preocupação era tanta e ela começou a se sentir sozinha naquele apartamento. Sabia que todos estavam mobilizados e ela não podia fazer nada no momento.
No momento que ela estava tentando arrumar uns papeis na estante que estava dentro de uns livros, os objetos caíram no tapete no chão. Gizelle desceu do banquinho imediatamente para catar os papéis que caíram e... Foi inevitável:


No fim do expediente, Gizelle organiza suas coisas para sair quando Daniel entra no escritório.
_Você não foi ainda? Pensei que tinha ido. –disse Gizelle
_ Eu... vim terminar uma coisa que deixei de fazer logo cedo! _ diz Daniel convicto de seus 
sentimentos 
e beijando Gizelle nos lábios ardentemente.

Aquela cena naquele dia quando dos primeiros momentos em que começara a trabalhar
com Daniel veio á sua mente.
“Ora, isso não é hora de pensar nisso, numa hora tão difícil como essa” _ Gisele tentou 
afastar aquelas lembranças de seu pensamento_ “você só pode estar louca, Gisele!”
Gisele catou os papéis no tapete, mas ela nem mesma percebera que suas mãos estavam 
trêmulas e suadas a ponto de manchar os papéis com umas pontas de suor de seus dedos. 
Realmente se sentira nervosa com aqueles pensamentos que teimava invadi-la:

Gisele se afasta de Daniel rapidamente e dá um tapa no seu rosto.
_por que fez isso? E justamente no local onde trabalhamos?
_desculpa, Gisele mas eu não consegui resistir. _diz Daniel.
_você foi longe demais. Não devia ter feito isso.

Quando ela se levantou com os papéis nas mãos já que devia por de volta na estante, 
ela parou um pouco e veio novamente àquele momento em que ela estava diante
de Daniel naquela vez lá na empresa e:

_espera ae, Gisele! Sei que você gostou desse beijo. Por que não admite que também está sentindo algo por mim?
_o quê? Como você pode ter coragem de falar uma coisa dessas? Eu não sinto nada por você.
_não é o que os seus olhos dizem Gisele. Sei que você gosta de mim só não tem coragem de assumir isso.

Gisele fechou os olhos e seu rosto parecia brotar gotículas de suor ante os olhos
fechados com aquele pensamento.
“Como posso pensar tal coisa” – Ela brigava com seus pensamentos:

_Daniel, vá embora! Acabou o expediente e acho melhor pararmos por aqui ou...
_ou vai dizer para o Sr. Otávio que eu a beijei a força  nesta sala.

Será?
Será que a despeito de toda a sua insistência e a repulsa de Gizelle de abrir o seu coração e dar espaço a mais alguém, ela estava gostando de Daniel? Ela perguntava a si mesma. Seus pensamentos eram de nojo de toda as lembranças daqueles momentos ou aquilo tudo estava fazendo falta prá ela? Os gestos de Daniel e sua ousadia com ela naqueles últimos dias?
            Só tinha uma maneira, o que lhe ocorreu de pensamento relâmpago de acabar com aquilo e não passar por sobressaltos daquelas lembranças em seus pensamentos.

_sim! Eu vou dizer sim, Daniel! Eu vou dizer que você entrou por aquela porta e...
_e o quê Gisele? _diz Daniel, se aproximando de novo.


Gisele não consegue dizer mais nada e o beija outra vez nos lábios.
O tormento continuava. Até que ela abriu os olhos deu um sobressalto sacudindo um pouco a cabecinha e pensou friamente:
_Só tem um jeito de acabar com isso. È demitindo aquele abusado!

            Mas daí a ter a coragem de fazer isso com o rapaz, colocá-lo fora da empresa por motivos escusos e não óbvios não era justo – pensava ela. E além de tudo ela já começava a sentir que não conseguiria ficar longe dele nem mais um instante.
            Mas como fazer para esquecê-lo por aquele momento.
Foi aí que a campainha da porta tocou.

Alda e Emiliano estavam transtornados com o rumo que a história estava tomando quanto ao desaparecimento de Grace, mas por enquanto não formaram queixa oficial na polícia devido às 48 horas obrigatória que as autoridades impunham depois que as pessoas desapareciam.
Mas mesmo com a situação delicada que estavam passando ainda assim não paravam de se digladiarem.
_ E agora? Que você pretende fazer depois que acabar tudo isso? _ perguntou Alda na mesa de jantar diante do marido um tanto consternado.
_Vamos esperar, Alda. Se até amanha não aparecer nenhuma noticia vamos oficiar a queixa na delegacia e tomar medidas mais...
_ Eu não to falando disso, Emiliano! _ interrompeu Alda irritada. _ Eu confio nos rapazes e nas meninas, principalmente na Gizelle que vai acabar tudo bem e logo nossa filha vai entrar por estas portas se Deus quiser.
_ Mas do que você está falando então?! O que é mais preocupante p você do que o sumiço de nossa filha?
_ Eu quero saber quando a nossa filha voltar pra casa se nossa situação vai ficar a mesma.
_ Ora Alda- Emiliano deu um salto da mesa irritado e jogando o guardanapo pro lado. _ que quê há com você. Num momento como esse você vem falar de nossa relação?
_ Claro, é toda a causa da confusão de nossa filha e você sabe disso. Você sabe como os acontecimentos aqui em casa e entre a gente tem deixado nossa filha insegura. Isso tem que ter um fim.
Emiliano se vira para Alda e se aproxima devagar de novo.
_ O que você quer dizer? Você quer acabar com tudo definitivamente é isso?
Alda se levanta e olha para Emiliano pronto para dizer umas palavras para ele.
Emiliano fica olhando para Alda com expectativa.


Quando Gizelle abre a porta seu coração dispara...
Mas de ansiedade, pois era Zeca que estava chegando e esperava dele alguma novidade já que ele e os outros estavam mobilizados por causa de sua procura por Grace.
_ Oi Zeca. Que legal você ter vindo. Eu estou tão ansiosa aqui por novidades e ninguém ligou até agora. Entra. E ai?
Gizelle ficou tão afoita que nem fechou a porta e ficou entreaberta. Ela puxou o braço de Zeca e o trouxe mais pro meio da sala.
 _ E então? _ perguntou Gizelle ansiosa.
Zeca olhava nos olhos de Gizelle e não veio trazer só as últimas novidades. Ele vinham num propósito que já tinha a muito tempo e achava que aquele era o momento.
_ Eu, quer dizer, nós ficamos sabendo que Grace foi vista num ponto de táxi e pegou um veículo para a Rodoviária. Ela deve ter ido para muito longe.
_ Meu Deus ! _ Gizelle se afligiu._ como vou dizer isso para os pais dela.
_ Sei que isso aflige não só os pais dela mas a você e a nós que a conhecemos e se solidariza com as pessoas. Por isso que eu vim aqui, Gizelle, eu sabia que você estava precisando de alguém, de um amigo ao seu lado no mínimo.
Num impulso, Gizelle abraça Zeca e fala:
_ Obrigado amigo. Eu estava aqui atormentada.
Mas só Gizelle sabia do que estava falando.
_ Gizelle olha – Zeca envolveu seus braços nas costas dela. Gizelle ficou um pouco constrangida e tentou se desvelenciar dele.
_ Zeca a porta ta aberta deixa eu ir lá fechar.
_Só um momento Gizelle. Olha pra mim.

Daniel já havia encontrado o endereço de Gizelle e como era um prédio que não tinha porteiro, de posse do número do apartamento ele decidiu subir até ao corredor e ir ao encontro dela. Ia falar tudo para ela tudo o que mais desejava falar e inda mais agora naqueles momentos em que ela estava fragilizada.
Por um momento ficou pensando antes de subir as escadas o que ia falar com ela, como conseguiu o endereço e seu motivo de estar ali. Mas decidiu subir as escadas enquanto pensava no que ia dizer.

Gisele abraça Zeca

Gizelle se viu nos braços de Zeca e por um momento as lembranças do passado veio á sua mente ferida.
_Zeca por favor, não é hora disso. Porque isso agora ?
_ Porque eu ainda gosto de você Gizelle e eu não podia deixar passar esses momentos sem te dizer isso inda mais numa hora como essas. Você é uma pessoa que se preocupa com as pessoas, que se abnega até de seu trabalho pela causa que você ta abraçando. Eu é que não soube reconhecer a pessoas maravilhosa que você é. Por favor, me perdoa.
 Me perdoa e vamos recomeçar tudo de novo.
_Zeca, por favor, me larga. _ ao mesmo tempo ela queria subitamente que Zeca a abraçasse ainda mais, pois tudo que ela queria era um abraço. Mas na falta de Daniel o que ela já estava desejando já era o suficiente. Faz de contas que estava nos braços de seu novo amor.
_Zeca!!! _ Gizelle encostou sua cabeça no ombro de Zeca. Estava fragilizada e carente e um tanto confusa naquele momento. Zeca, por sua vez entendendo que ela estaria correspondendo segura o rosto dela e olha mais uma vez para ela profundamente num misto de expectativa e esperança.

Daniel já está no corredor do apartamento de Gizelle e com o papel na mão e confere o numero e olha para a porta indicada.
Por um momento, ele pensou vendo aquela porta entreaberta que Gizelle deveria estar com um de seus amigos já que todos estavam mobilizados por Grace e seu apartamento virou praticamente um quartel general de informações. Caminhou até a porta para bater.

Zeca olha para Gizelle desesperadamente e Gizelle olha para Zeca confusa pelo momento, mas carente. Por um momento pensa no rosto de Daniel e as mãos dele percorrendo suas costas de novo como naquela vez lá no escritório em que a abraçou e a beijou ousadamente.
E Zeca aproxima os seus lábios no dela a abraçando ainda mais. Ela por um momento se entrega para ele naquele momento de carência e pensa em Daniel e em seus lábios quentes que era de Zeca. Se entrega aos beijos dele.
Daniel viu que não tinha sentido bater na porta já que estava entreaberta e achou que Gizelle não ia ficar tão assustada já que os dois trabalham na mesma empresa. E seria naquela noite que ele iria fazer cair a última fronteira do coração de Gizelle.
Mas quando ele abriu a porta devagarzinho e olhou aquele casal no meio da sala abraçados no meio da sala e aos beijos, mal ele pôde acreditar vendo Gizelle aos beijos com outro cara.
Seus olhos se apertaram e seu coração disparou e suas mãos tremularam segurando a maçaneta da porta entreaberta vendo aquela cena decepcionante.

*Próximo Capítulo: Sr. Otávio desconfia de Gisele e Daniel - Alda manda Emiliano ir embora de casa - Grace chega em Angra e encontra desconhecido.


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