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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A Trilha do Sonho - 03/05


Alguns dias se passam e eu vou ao evento publicitário á convite do meu chefe. Socialites brasileiras, figuras públicas e pessoas de classe alta comparecem pra prestigiar o evento que pro meu chefe é importantíssimo. Trata-se de uma divulgação de uma nova marca de uma empresa recém criada por um grupo americano. Carros luxuosos e belas beldades bem acompanhadas são os que chamam atenção dos fotógrafos de plantão. Eu estava usando um terno e uma gravata e me senti um pouco tímido por estar ali presente no meio de tanta gente desconhecida. Aquele não era meu mundo mas eu estava gostando de estar ali entre eles, me sentindo como um deles. Meu chefe ousa me apresentar á algumas pessoas importantes, porém não consigo evitar que isso aconteça.
O bom de fazer amizades é que muita das vezes, algumas amizades se tornam contatos profissionais para algum plano futuro quem sabe. E eu tinha planos futuros. Pode ser uma oportunidade sei lá. Depois de beber alguns goles de vinho tinto, eu fico observando uma tela pintada por Pablo Picasso que estampava o salão do evento. A pintura era linda e me bateu uma saudade dos meus pais naquele momento. Eles adoravam artes. Bom, e eu aprendi a criar artes também. Quando criança, fazia diversas telas e rabiscava até as paredes do quarto. Por conta disso, eu fui colocado numa aula de pintura e a professora me ensinou que invés de rabiscar as paredes, era necessário que eu tivesse blocos de papéis em mãos. Mas olha, eu era criança tá! Eu só tinha quatro anos de idade e não entendia muito bem as coisas não. Mas o fato é que eu fui me aperfeiçoando cada dia mais. E hoje não me tornei um artista plástico, mas sim um gerente administrativo. Mas voltando ao evento....
Olha quem encontro na saída do estacionamento! A minha amiga linda e bem qualificada na empresa de cosméticos da região dos lagos: Andressa! Desde que a conheço por gente, ela sempre atuou na área e sempre me deu a maior força pra encontrar coragem e buscar o meu passado. Andressa me olha com um ar sorridente e eu resolvo cumprimentar.
_Você está sumido rapaz! Quanto tempo hein?
_Pois é! Trabalhando muito e você querida?
_Eu também estou fazendo o mesmo. Já tem planos para o final do ano?
_Nem me fala gata. Eu não fiz planos ainda.
_Nossa! Falta duas semanas para o natal e aposto que você nem decorou seu apartamento ainda. _ela diz sorrindo.
"Ela sempre adivinha tudo."
_Sim. Não decorei mesmo não.
_Eu imaginei isso. Mas se quiser passar o natal em minha casa, será bem-vindo! Eu e George vamos fazer uma ceia de natal e reunir alguns amigos. Vê se aparece!
_Eu vou pensar ok!
_Ta bom gato! Eu vou ter que ir agora. Beijos!
_Beijos e manda abraço pro George. E obrigado pelo convite!

Andressa é casada com George há 15 anos e os dois têm dois filhos: Richard e Sônia. Eles são muito legais comigo.
Volto pra casa, tomo meu banho e encosto a cabeça no travesseiro. Decido ligar a televisão pra assistir um pouco. De repente, adormeço com o controle remoto na mão. E só acordo outro dia, com a claridade do sol batendo em meu rosto. Um pardal fica me observando o tempo todo e com a cara cheia de sono, eu digo "bom dia pássaro!" De repente, o pardal responde: "Bom dia pra você também cabeção!" Peraí!!! Pássaro agora fala ou estou sonhando??? Acordo depressa e observo pela janela aquele pássaro me olhando o tempo todo.
_Você falou comigo? _Eu como um tolo, faço uma pergunta idiota dessas justamente para um pardal.
Eu devo estar ficando doido varrido.
O pássaro bate as asas e voa.

Pardal

Eu entro na cozinha e a empregada já está lá preparando o café.
_Bom dia patrão!
_Bom dia! _Eu vou direto á geladeira beber um copo de água.
_Está tudo bem?
_Está sim. Apenas cansado.
_Entendo. Muito trabalho né?
_Sim. Eu acho que preciso tirar férias.
_Eu ia dizer o mesmo.
_Está há quanto tempo comigo mesmo?
_Como assim?
_Digo trabalhando comigo.
_Bom, já faz um ano e pouco. Porquê?
_O tempo passa tão depressa. Por nada. Eu só queria saber mesmo.
_Algum problema?
_Não. Fica tranquila! Eu pretendo te dar algumas férias.
_Que bom! Mas percebo que você não está bem e olhe que te conheço viu!
_Eu sei que você me conhece. Deve me conhecer bem melhor que eu mesmo.
_Com certeza. Você é uma pessoa que tem uma alma boa, um coração enorme.
_Acho que sim. Pela primeira vez, um pássaro me dá bom dia.
Ela sorri disparadamente.
_Como assim?
_Ah esquece! Doideira da minha cabeça.
_Acho que você precisa arrumar uma namorada.
_É. Eu também acho. Mas quem hein?
_Hum. Eu acho que essa pessoa está mais próxima do que imagina.
_Ah você com esse assunto de novo.
_É sério. Você ainda não percebeu, mas existe sim alguém que te ama e que só precisa de uma iniciativa sua para que dê certo. E eu conheço essa pessoa muito bem!
_Bom, alguma ideia de como ela seria?
Ela sorri e resolve se aproximar de mim. Coloca meu café sobre a mesa e diz:
_Eu não gosto de me envolver com assuntos pessoais, mas como a gente tem afinidades um com o outro, então eu sou obrigada pelo menos como amiga a dizer que você não está sozinho e que jamais ficará. Você só precisa observar bem as pessoas ao seu redor e então vai encontrar a resposta pra essa pergunta.
Aquelas palavras me soam como uma cantada de uma empregada para um chefe, mas como eu sei que ela é casada e tem filhos, então nem rola. Então eu decidi pensar nisso com calma e agradeci pelo conselho.

Alguns dias se passam...
Mais um dia de sábado e hoje é folga do trabalho. Vou ficar em casa ouvindo música, depois shopping com os amigos do trabalho e mais tarde tenho um aniversário pra ir. Aniversário da Jullie, filha da minha amiga. Eu não posso faltar né?  Bom, enquanto ouço as músicas do U2 e de James Morrison, descanso um pouco na varanda do meu apartamento, acompanhado de um livro e de um copo de suco de laranja-pêra. De repente, desperto com um pio de um pássaro e vejo em minha frente o pardal novamente. Ele me observa o tempo todo. Eu até estranho o jeito que ele me olha. Parece gostar da minha companhia ali na varanda. Vai se aproximando aos poucos e chega próximo do meu pé e eu só observando. Gosto de pássaros. Ainda mais quando eles são livres. Presos nem pensar! Eu acho um absurdo essas pessoas que prendem aves em gaiolas e até comercializam pra outros lugares e pessoas estranhas. Mas voltando ao assunto, o fato é que parece que o pardal gostou de mim. É a segunda vez que ele visita meu cantinho. A primeira vez eu fui acordado por ele que até imaginei ele me cumprimentando. Pode? Não né? Acho que fiquei doido naquele dia. Bom, pelo menos eu sei que é o mesmo pardal que tinha me acordado antes. Conheci logo que o vi. E o pássaro beliscava o chão, depois ia direto ao mini jardim que tinha no canto da varanda e procurava algo pra saciar a fome. Eu tive a ideia louca de comprar alpiste mais tarde assim que eu fosse ao shopping para que no dia seguinte, o alimentasse. E em poucos minutos ele partiu. Mas achei que ia falar comigo novamente hoje e ele não disse uma única palavra sequer. Eu não estou doido viu? Mas eu estava me sentindo sozinho naquela varanda. Pelo menos um cumprimento eu queria receber, nem que seja de um pequeno pássaro.
O telefone toca e eu atendo em seguida e ouço a voz de Sarah. Ela é mãe da aniversariante. E o assunto é sobre a festa é claro!! Ela me pergunta se vou mesmo e eu respondo que não faltarei por nada. Ela então se convence da minha determinação e diz que vai me aguardar. Jullie é especial e eu gosto muito dela.
A tarde se aproxima e eu saio do meu apartamento. No meu portão, já encontro os amigos de trabalho. Clara, Davi e Emilly. Eu acompanho os três ao shopping. Como é perto, não é necessário levar meu carro.
Sempre que vai ao shopping, Clara adora entrar nas lojas de roupas pra ver os últimos lançamentos da moda enquanto Davi gosta de comprar misto-quente e Emilly ver os relógios novos que foram lançados recentes. Já eu adoro ir na seção dos eletrônicos. Quando vejo uma televisão nova de plasma ou um notebook recém-lançado no mercado, eu piro. Sou doido por televisores e aparelhos novos. Pode ser o que for. Se eu me interessar, eu faço tudo pra levar na hora. Vamos ao restaurante em seguida. Davi pede uma pizza e refrigerantes e Emilly discute sobre a tese comigo e com a Clara. Eu disse que ainda estava fazendo a minha. Na conversa que eu tive com as duas, eu percebi que as teses eram diferentes. Cada funcionário tinha que escrever sobre um determinado assunto e aquilo me indagou. Como o meu chefe sabia que eu tinha alguma coisa sobre o passado? Será que foi coincidência ele ter passado esse tema de convivência familiar pra mim? Eu achei super estranho, mas mesmo assim me conformei. Eu já estava escrevendo sobre o assunto. Mas isso me deixou intrigado demais. Tanto que eu resolvi perguntar ás meninas se alguém mais da empresa ganhou esse tema também. Elas não souberam informar e eu fiquei na dúvida novamente. Assim que terminamos a pizza, cada um se despediu e foi para a sua casa. Eu passei próximo de uma praça e caminhando devagar, encontro um senhor já idoso. Ele me cumprimenta e eu respondo. Depois ele volta em minha direção e pergunta se eu era uma pessoa feliz. Aquela pergunta soa estranho. Um senhor que nunca vi na vida me faz uma pergunta daquelas. Eu realmente estranhei muito isso. Respondo educadamente que sim e ele então diz novamente que eu não era. Confuso, eu perguntei porque razão ele dissera isso e ele mais uma vez falou que eu não estava feliz com a vida que estava levando. Antes de procurar saber mais porque razão ele estava falando uma coisa dessas, ele apenas se virou e saiu meio apressado. Decidi ir atrás dele pra saber mais sobre isso, mas eu hesitei por um momento e decidi deixar pra lá. Continuei meu caminho de volta pra casa, pensando nas palavras daquele homem. Por que razão ele dissera aquilo? O que ele viu em mim afinal?

Chegando no meu apartamento, tomo meu banho e me arrumo pra então ir na festa de aniversário da Jullie. Tranco a porta e pego meu carro. No meio do caminho, o trânsito está um caos. Mas mesmo assim eu consigo chegar antes do parabéns. Ao chegar na casa de Sarah, ela me cumprimenta gentil e diz que sou um homem de palavra. Jullie me abraça fortemente e diz que sentiu minha falta. Eu sorrio e lhe desejo parabéns. Entrego o presente que tinha comprado no shopping mais cedo e ela se alegra ao recebê-lo. Sarah me apresenta aos seus familiares e me convida a ficar a vontade em sua casa. Serve algumas guloseimas e me traz um copo de cerveja. O bolo de aniversário estava lindo. Decorado de raspas de limão, ele tinha um sabor de morango com creme de ameixa e confetes coloridos. Hummmmmm!! Que delícia!! 


O bolo de aniversário

Eu e Jullie conversamos um pouco depois do parabéns. Depois que saí da casa dela e me despedi de todos, peguei meu carro novamente e voltei para o meu apartamento. Na vinda, encontro uma jovem que andava sozinha pela calçada. Eu ajeitei meu retrovisor pra ver se eu a conhecia e vi o seus olhos. Pareciam desapontados. Eu andei devagar com meu carro até estacionar próximo de um posto de gasolina. E ela vinha atrás devagar, caminhando lentamente. Quando ela passou perto do meu carro, eu fiquei observando o jeito dela. De repente, ela se virou e olhou pra mim, mas não disse nada. Continuou a seguir o seu caminho e eu senti que algo estava acontecendo com ela. Eu tive a sensação estranha de que eu precisava fazer algo pra ajudá-la. Mas ajudar uma desconhecida? Ajudar em que sentido? Essas perguntas martelavam na minha mente e eu não sabia como responder pra si mesmo.

Com a minha cara de pau e aquela coragem imensa de falar com ela, não hesitei e sai do carro imediatamente. Tranquei a porta e dei alguns passos rápidos até se aproximar dela e tocar em seu ombro, fazendo com que virasse e me encarasse nos olhos.
_Oi! Tudo bem?
A jovem surpresa com aquela minha atitude responde que sim com a cabeça e eu decido continuar.
_Você me faz lembrar alguém que conheço. _Uso essa tática.
E ela então pronuncia as primeiras palavras.
_Quem?
_Uma pessoa que conheci ainda este ano. Olha, desculpa se lhe atrapalhei em algo. Não foi minha intenção. Eu só queria ter a certeza de que você era essa pessoa.
_Sem problemas. Não me atrapalhou em nada. Espero que você consiga encontrar essa pessoa. _ela diz gentilmente.
_Ah claro! Com certeza encontrarei. Bom, mais uma vez desculpa e feliz natal!
_Obrigada! Igualmente pra você também! _e ela continua a andar sozinha em direção ao leste.
Eu paro um pouco e penso que devia ter mais jogado assunto com ela, mas preferi deixar que essas perguntas doidas que estavam martelando na minha mente, dizendo que eu devia ajudá-la, não me atormentasse mais. Eu sentia que algo estava acontecendo com ela, mas eu não posso me aproximar dela e perguntar o que anda acontecendo em sua vida. Jamais me comportaria como tal se nem ao menos uma amizade a gente tinha um com o outro. Então decidi voltar ao carro, ligar as chaves e sair dali depressa. 

*Continua...



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