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"O site Talentosos Escritores" estará passando por mudanças em breve. Portanto, a ausência de postagens de conteúdos importantíssimos como as novelas por exemplos. Mas isso é algo que estamos organizando, tempo ao tempo. Eu, como administrador, estou contando com uma equipe boa pra poder fazer o site cada vez melhor. A gente está se reunindo pra obter novidades em alta pra você, que nos acompanha há muito tempo. Peço desculpas pela demora dos conteúdos e a gentileza de aguardarem pacientemente. O Talentosos Escritores vai mudar, mas tenho certeza de que será pra melhor ok! Um grande abraço a todos." - Leandro Angellus

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Primeiro Capítulo de Estréia de Perdidos de Saudade



2003.

Balões coloridos, um bolo enorme na mesa e crianças por todos os lados correndo e brincando. Uma mãe nervosa com um filho do outro canto da parede reclamando por ele ter puxado o cabelo de uma menina. Na outra ponta da casa, um outro menino tentando conquistar uma garota com palavras bonitas. Enquanto isso, algumas pessoas ficam conversando lá fora e o cheiro do churrasco invade até a esquina. Algumas crianças ao redor brincam de pique esconde até que uma delas caem no chão chorando e o pai se aproxima para ajudá-la.
Entretanto, em meio a uma festa de aniversário conturbada, há uma mulher que tinha trinta e cinco anos, olhos azuis claros e cabelos longos negros, sorridente arrumando o filho de cinco anos no quarto.
_Mãe, eu estou feio com essa roupa. _diz Luís, ao olhar o paletó no espelho.
_Filho, você está um verdadeiro príncipe! _diz a mãe segura e confiante de si. _Vai arrumar muitas gatinhas na festa.
_Será? _ele pergunta, fazendo uma cara de desacreditado.
Martha coloca a mão em sua cabeça e beija seu rosto, dizendo:
_Você é um menino muito especial pra mim. Nunca diga pra você mesmo que você é feio porque a beleza externa não se compara com o que você tem aí dentro. _e ela toca no peito dele. _Em seu coração guarda caráter e isso é importante e o mais belo de tudo.
_Eu sei. A senhora sempre fala isso pra mim.
_Eu nunca vou me cansar de falar isso mas prometo não falar mais.
_Mãe... _e ele a abraça fortemente, como se soubesse o que o futuro lhe planejava.
_Que foi meu filho? _e ela sente ele um pouco receoso. _Aconteceu alguma coisa?
_Eu não quero ir nessa festa. _diz o menino.
_Bom, é uma festa de aniversário do seu melhor amigo de escola. Você vai se divertir. _diz ela, sempre caridosa.
_Ta bom! _diz ele, se convencendo a ir.
De repente, ele diz a mãe:
_E o piano? Eu vou poder tocar?
_Mas é claro! O piano também é seu, meu amor.

Filho prodígio

Martha desce a escada com o filho Luís, pegando em sua mão e as crianças correm até ele pedindo pra brincar.
_Vai lá filho! Eu vou conversar com a Laís. _diz ela.
Luís larga da mão de Martha e se aproxima das crianças enquanto ela se dirige a amiga na cozinha. Aquela era a última vez que ela veria o filho. Laís, como sempre fica nervosa quando o assunto é festa e conhecendo bem a amiga, Martha decide dar uma força. Ela era uma mulher de trinta anos, cujos cabelos ruivos e olhos verdes claros a fazem um perfil de modelo.
_Eu sabia que ia precisar de ajuda. Estou aqui!
_Ah amiga que bom! Eu preciso terminar de fazer os cachorros-quentes. _diz ela, já tensa.
_Relaxa! Festa de aniversário é assim mesmo.
_Eu estou preocupada amiga!
_Com o quê Laís?
_Você é uma mulher fina, elegante me ajudando aqui na cozinha. Vera não vai gostar de ver você assim.
_Ah balela! E desde quando minha mãe se intromete na minha vida? Pára com isso! Somos amigas e ela não pode falar nada até porque um dia já foi pobre. Não nasceu em berço de ouro.
_Vocês duas são muito diferentes. Ela é uma ricona que só se importa com o dinheiro e você uma madre Teresa de Calcutá.
_Eu sei reconhecer quem é importante na minha vida e adoro sua amizade.
_Ai amiga! Que bom ouvir isso de você. Eu também te adoro demais. _diz Laís, sorrindo.
Chega a hora do parabéns. Todos cercam a mesa onde no centro está Daniel feliz da vida por ver seus amigos e familiares ali. Ele comemorava seis anos de idade.

Daniel comemora seu aniversário

Laís acende as velas e pede pra ele fazer um pedido enquanto todos cantam em coro. O menino fecha os olhos e faz o pedido em pensamento. Depois assopra as velas. Todos aplaudem em seguida. Nesse momento, Luís sorri para Daniel e quando as pessoas se distraem, ele é puxado pelo braço por uma mulher, aparentemente convidada pra prestigiar aquele momento. Luís não entende porque está se afastando das pessoas e a desconhecida promete levar a um certo lugar. Ele a acompanha inocente, olhando ao redor.
Martha se via alegre diante das pessoas e Laís pede a Daniel para repartir o primeiro pedaço e oferecer a alguém especial. Daniel faz e o primeiro pedaço do bolo é pra ela, claro! De repente, ele sai da mesa e fica olhando pelos lados como se estivesse procurando algo e algumas pessoas não conseguem entender aquela atitude. Laís percebendo, se aproxima dele e pergunta, com o prato do bolo na mão:
_Filho, aconteceu alguma coisa?
_Cadê o Luís? _foi a única pergunta que ele fez ao olhar nos olhos dela.
Martha ao ouvir aquilo, se aproxima do menino e começa a olhar também para os lados. As pessoas ao redor fazem o mesmo e aquela situação fica tensa porque o Luís não é achado por ninguém. A casa toda ficou em alerta e uma tristeza começava a se abater no peito daquela mãe que desesperada já não sabia o que fazer naquele momento. Tudo o que ela queria era saber do Luís.
Martha procura saber do filho através dos convidados da festa, mas ninguém o vira. Ela se preocupa com Luís. Laís tenta encontrar o menino, mas não consegue nenhuma informação.
_Onde está o meu filho, Laís? _ela pergunta preocupada.
_Eu não sei, Martha. Mas fica calma! Nós vamos encontrá-lo. Não se preocupe.
_Eu estou com medo de que algo tenha acontecido a ele.  Ele é apenas um menino de cinco anos, Laís. Onde ele foi?
_Calma Martha! Eu vou saber dos vizinhos próximos. Talvez eles o viram em algum lugar.
_Isso! Faça isso, Laís, que eu vou continuar procurando. _se angustia ela.
Martha chegava a mostrar a fotografia de Luís para as pessoas da rua, mas ninguém sabia o que dizer naquela situação. E agora? O que fazer? Aquele fato se tornou um marco na vida de Martha que estava aflita por notícias do filho. O início de um grande drama estava prestes a acontecer pra Martha, que até hoje, sente falta de Luís. O caso de Luís parou nas emissoras de rádio e nos canais de televisão. A polícia abriu o inquérito e o delegado local fez interrogatório com todos que conheciam o menino. Todos participaram do caso. Vera, avó do menino, deu um depoimento aos moradores sobre o desaparecimento do neto dias depois e Mariana decidiu ajudar na procura do irmão caçula criando cartazes e procurando nas redes sociais. E a cada pista que surgia, era uma esperança mas tudo se passara de um alarme falso. 
_Meu filhoooo! Eu preciso do meu filhooo! Luíssssss. _ela se agoniava dia e noite.
Era uma dor que penetrava em sua alma. Dilacerava seu coração por inteiro.
E aquele sofrimento sem fim a fazia debulhar em lágrimas.
Maltratava sua alma.
_Martha? Alguém a ajuda por favor! Martha acordaaaa! _alguém falava em seu ouvido e tentava reanimá-la.
Um silêncio.
Martha estava em coma. Um médico a examinava.
Ela não morreu. Apenas desmaiou. E naquela amargura que a atormentava, fazia sofrer muito um homem por qual ela deu tanto amor: Rubens.
Dos olhos dele, saíam muitas lágrimas. Ele não queria perder o seu grande amor.
Atualmente, faz treze anos que Luís desapareceu.


2015.

No seu primeiro dia de trabalho, Mariana conhece o seu novo chefe Orlando e alguns funcionários de lá. Sua maior surpresa foi encontrar uma antiga rival de escola. Sandra era o seu nome. Ela tinha cabelos curtos negros e olhos da mesma cor, além de um corpo magro e estatura baixa. Diferente de Mariana, que tinha olhos claros e cabelos meio chanel, num corpo físico atlético.
_-Posso saber o que está fazendo aqui? _pergunta Sandra com a mão na cintura.
_-Meu pai do céu! Você aqui garota? Eu devo ter cometido algum pecado. Só pode! _diz Mariana.

_-Quanto tempo hein Mariana? Desde o colegial que não olho para as suas fuças. Posso saber porque está invadindo meu pedaço?

_Seu pedaço. Ora! Não me faça rir. Aqui é um hospital, um lugar público e eu sou a mais recente contratada pelo Dr. Orlando.

_Ele não pode te contratar porque já tem a mim aqui.

_Ah é? Bom, então vai falar com ele querida já que o pedaço é todo seu né? 

_Mariana, vamos deixar bem claro que eu não quero a sua amizade. Você pode estar trabalhando aqui, mas eu não quero ter nenhum tipo de amizade contigo.
_Sandra, eu pensei que você mudou em relação a mim.
_Você se enganou, Mariana. Eu ainda a odeio, desde os tempos da escola.
_Você não vai esquecer o passado mesmo, né? Você jamais me perdoou por eu ter competido contigo naquele concurso de representante da escola.
_Você sabe que não é só por isso que eu a odeio. Você sempre foi a queridinha da turma. Foi uma boa representante, se fez de uma pessoa intelectual, companheira. Eu nunca tive esse privilégio. Você foi a melhor da escola.
_Isso tudo é tão infantil, Sandra. Nós crescemos, nos tornamos adultas. Amadurecemos. Vamos esquecer o passado por favor!
_Você pode esquecer o passado, mas eu não. Mariana, quero que saiba que eu vou fazer de tudo pra você sair daqui. Nem que pra isso, eu tenha que fazer o impossível.
_Você me odeia tanto assim, a ponto de me prejudicar?
_E o que você acha, Mariana? Acha que eu vou passar uma borracha em tudo e deixar como está? Eu estou no meu local de trabalho e você não merece ficar aqui queridinha.
_Sandra, eu não vou sair daqui tão rápido quanto pensa. Eu só saio, se Orlando mandar. Tenha um bom dia! _ela sai.
_Você vai sair ou eu não me chamo Sandra. _ela diz, pegando em seu braço esquerdo.
Mariana fica boquiaberta com as palavras da rival.
_Você é louca! _diz Mariana em seguida.
_Mas você se acha né garota! _diz Sandra, cheia de si apontando o dedo pra ela.
_Quem está se achando aqui é você! _diz Mariana nervosa.
Orlando chega e encontra as duas discutindo.
_Mas que algazarra é essa aqui no hospital?
_Desculpa chefe! Eu perdi a compostura. _diz Sandra, tentando ser inocente.
_Aconteceu alguma coisa para que vocês duas pudessem estar nervosas?
_Não! _diz Mariana, tentando amenizar aquele clima. _Só houve um pequeno mal entendido entre eu e essa garota mas está tudo bem né Sandra?
_Sim. Está tudo ótimo. _diz ela, séria e imóvel.
_-Mariana venha pra minha sala! _diz Orlando sério e fazendo a jovem a acompanha-lo.
Sandra fica irada por dentro ao ver que a sua rival se encontra no mesmo local que ela.

Enquanto isso, um rapaz rouba uma padaria e provoca confusões nas ruas. A polícia o segue em cada esquina. Esse rapaz de dezessete anos é um encalço para o delegado local que tem um forte desejo de prendê-lo.
_E vocês, conseguiram pegá-lo? _o delegado pergunta, bravo á um dos policiais que chegam no seu gabinete.
_Não conseguimos. O moleque é mais rápido que nós, senhor. _diz o oficial.
_Que droga! Da próxima vez que o encontrar, seja esperto do que ele. Não o deixe escapar.
O adolescente volta pra casa e encontra a mãe embriagada.
_O que você pegou pra mim hoje? _ela pergunta.
_Eu não consegui nada. _ele mente, escondendo o dinheiro por detrás do bolso.
_Seu mentiroso, safado! _ela o agride com palavras. _eu quero a grana.
_Esse dinheiro é meu! Fui eu que peguei. _ diz o adolescente rebelde, de boné vermelho, olhos negros, cabelos da mesma cor e caucasiano, ao ver que a mãe o tomara dele.
_Seu é uma pinóia! Quem te sustenta aqui? Sou eu ou você? _ diz a mulher irritada.
_Eu que me sustento, mãe. A senhora não trabalha, mas manda eu roubar.
_Filho ingrato! Você vai ficar de castigo. Merece uma coça pra aprender a respeitar os mais velhos.
_Eu tenho dezessete anos. Eu cresci, mãe.
_E daí? Você vai para o seu quarto agora e vai ficar sem jantar.
_Eu odeio a senhora. _ele sai, irritado. _Eu odeio tudo nessa casa.
_Lava essa boca com sabão antes de falar da comida que come e das roupas que usa. _diz ela, enchendo o copo de cerveja.
Essa mulher que hoje se passa como mãe, tem 1.75 de altura, cabelos compridos negros, pele morena e olhos castanhos. Ela se chama Betina, a sequestradora.

Betina vive uma vida péssima

Na mesma cidade, existe uma família que espera um novo membro chegar. Estou falando de Beth, uma mulher viúva de cinqüenta anos, dona de cabelos loiros e olhos castanhos, que tem um filho chamado Carlos Augusto e que espera ansiosa pelo outro filho, Marcos. Carlos tem uma namorada chamada Vivian, uma jovem dançarina de clube, que possui cabelos longos negros até o pescoço e um corpo magrelo, no qual a ama muito. Mas Beth não a suporta por achar ela muito esnobe.
Já Marcos é um playboy, boa pinta, que faz da vida uma festa. Ele não se preocupa com nada e acha que tudo é normal. Apesar de ter largado a escola cedo, o rapaz têm um forte desejo de ganhar grana fácil sem nenhum tipo de esforço. A faculdade de administração ele nem mais pensa em continuar.
Quanto á Augusta, uma mulher negra e de olhos claros e destemida, que tem um casal de filhos chamados Natan e Rayane, passa por certas dificuldades em sua vida, mas luta dia por dia pra trazer o sustento para o seu simples lar. Ela possui uma casa que sofre com alagamentos e rachaduras e o seu maior sonho é reformá-la. Só que a sua situação financeira não é das boas, portanto o motivo de sua tristeza. Seu marido a largou pra viver uma aventura amorosa e a deixou com os dois filhos sem se importar com o futuro deles. Mas ela não se entrega a amargura. Ela luta até o fim pra realizar seu sonho da casa própria, nem que para isso, ela tenha que pedir ajuda.

No escritório de umas das empresas mais luxuosas do país, Vera Lopez, uma das famosas empresárias, de cabelos castanhos avermelhados e um par de olhos negros, assina alguns documentos importantes, quando Rubens Couto, de pele caucasiana, usando óculos e corpo magro, a encontra.
_Rubens, você por aqui? Qual é o motivo de sua visita?
_ Vera, deixa de ser cínica uma vez na vida.
_Por que está me ofendendo em meu local de trabalho?
_Você sabe por que estou aqui.
_Ah, claro. Eu imagino a sua raiva contra mim. É por causa da empresa, não é?
_Sim. O meu assunto é sobre a empresa. Por que está tentando comprar os meus sócios?
_Rubens, sua empresa não vale mais nada. Ela está falindo. Você tem que reconhecer isso. Eu sou a sua esperança.
_Eu não vou deixar você se meter nos meus negócios.
_Presta atenção! Eu quero comprar a sua empresa e salvar a sua vida Rubens. Você só tem que me vender ela pra mim.
_Jamais farei isso, Vera. Você pensa que vou desistir assim? Está enganada ao meu respeito.
_Ótimo. É guerra que você quer?
_Sim. _responde ele.
_Então, você terá, Rubens. Sua empresa irá ser meu um dia. Pode acreditar!
_Nem passando pelo meu cadáver, sua cobra! _diz ele, saindo da sala transtornado.
Ela senta e reflete sozinha pensativa:
_A sua sorte de que não me tem como sogra.


Mariana encontra Orlando, um senhor que era meio calvo e que tinha olhos claros, que a convida pra sentar diante do seu gabinete.
_É uma grande honra tê-la conosco em minha clínica.
_Obrigada, senhor! Eu me sinto muito honrada em trabalhar com uma equipe tão profissional e dedicada.
_Pois bem, você já conhece os setores, né?
_Eu conheci alguns locais, senhor.
_Encontre o local de enfermagem e conheça os funcionários que trabalham nessa área.
_Obrigada!  _ela agradece, após receber um papel.
_Ah e seja bem vinda em nossa equipe!
Mariana se levanta e aperta a mão de Orlando, que sorri feliz.
_Fico grata por essa oportunidade.

O adolescente rebelde não aguenta mais a situação que vive ao lado da mãe e decide ir embora de casa. Ele arruma as suas coisas e sai escondido pela porta da frente. Sua mãe o encontra saindo e grita pelo seu nome. O adolescente não obedece ao pedido da mulher e segue seu caminho. Ela decide seguí-lo.
_O que a senhora quer comigo? Me deixa em paz!
_Volta agora pra casa, antes que eu te enfie porrada. _diz ela, o segurando pelo braço.
_Pode me bater, mãe, que eu não volto pra aquele ninho.
_Você não diz isso da sua casa, não.
_Chama aquilo de casa? Eu não aquento mais morar naquela casa ao lado da senhora que cheira bebida.
_Você vai me obedecer ou não, pivete?
_Quer mesmo a resposta? Nãooooo!
A mulher o joga contra o chão e pega suas coisas.
_Agora, você vai ver o que eu faço contigo, Mateus!
A mulher leva o filho pra dentro de casa e o tranca de cadeado no quarto.
_Me solta daqui! Mãe, me solta!
Ela liga o rádio numa altura média e decide pegar uma cerveja na geladeira.
Enquanto o filho implorava por sua liberdade, ela se debruçava no sofá e assistia TV, acompanhado de cigarros e bebidas.
_Pode xingar a vontade que eu não ligo ok! _ela ainda debocha.

Enquanto isso, o delegado Jota decide pegar uma foto num armário e o observa cauteloso. O seu amigo policial entra na sala.
_Senhor, ainda vai ficar aqui?
_Eu vou organizar algumas coisas antes de sair.
_Posso saber que foto é essa?
_Claro. É a foto do menino desaparecido.
_Ele está morto, senhor.
_Eu não consigo acreditar nisso. Sei que ele está vivo, em algum lugar daqui.
_Já se passaram treze anos.
_Eu sei. Mas mesmo assim, eu sinto que ele está vivo.

Brasão da Polícia Federal

_Bom, eu já vou. _desconversa o policial.
_Também. Eu só vou aprontar algumas coisas pra sair contigo. Me espera?
_Claro. _diz o oficial, o aguardando pra acompanhá-lo.
Na saída, o delegado caminha devagar junto com o policial e faz um comentário.
_Se eu tivesse pelo menos uma pista de onde ele estaria.
_Senhor, essa história do Luís sempre te incomodou né?
_Sim. A minha amiga Martha não merecia isso.
_Eu gostaria de saber mais detalhes dessa história.
_Sim. Claro! Eu conto. _diz o delegado, tragando um cigarro.
O celular toca e o delegado atende na mesma hora. Era Amaral, seu amigo da polícia.
_Oi! Eu não esperava falar com você hoje.
_Pois é amigo Jota! Eu liguei para lhe dar uma informação preciosa.
_Informação preciosa? Como assim?
_Eu analisei aquele documento que me pediu.
_Ah sim e daí? Alguma novidade?
O policial fica ouvindo atentamente a conversa enquanto o delegado fala no telefone.
_Sim. Parece que hoje é o seu dia de sorte meu amigo porque descobri o nome da mulher que pode ser a sequestradora de Luís.
_Sério? E como ela se chama? Onde a encontramos?
_Eu não sei o endereço dela mas o nome se chama Betina. Ela entrara de penetra naquela festa de aniversário e achei testemunhas que a conheceram.
_Tem foto dessa mulher?
_Vou mandar pro seu e-mail agora!
_Muito obrigado mesmo Amaral!
_Conte comigo sempre meu amigo. Abraços! _e ele desliga o telefone.

Dias se passam... Mariana se torna amiga de todos da clínica e Sandra fica enfurecida de raiva. O chefe Orlando percebe que a jovem é esforçada em seu trabalho. Enquanto isso, Martha e Laís decidem sair juntas para o supermercado e Vera não se contenta ao saber que Rubens tenta colocar sua empresa de pé novamente. Mateus decide fugir do quarto à qualquer custo e se livrar da mãe, que se embriaga a cada dia.
_eu vou sair daqui ou eu não me chamo Mateus! _diz o garoto que quebra a janela do quarto com uma cadeira e sai, levando a mochila nas costas. _adeus, mãe!

Janela Quebrada

E lá vai ele, seguindo correndo pela rua, à procura de um táxi, disposto a fugir para bem longe dali. De repente, um táxi se aproxima e ele pega.
_Pra onde vamos, garoto? _pergunta o motorista.
_Me leva pra bem longe daqui e rápido.
_Tudo bem. Você não está fugindo, né?
_Claro que não. _ele mente.
_Ta certo. Então, onde te deixo?
_Você conhece a rua Marechal Floriano?
_Sim. _ele responde.
_Pode me deixar lá? _diz o garoto.
_Ok! _e o taxista liga o carro.

Laís chega em casa e encontra o filho Daniel sentado em frente á televisão jogando vídeo game. Daniel tinha dezoito anos, era magro, moreno claro e um pouco alto.
_Filho, você ainda não foi para o colégio?
_Eu vou, mãe. Deixa eu virar esse jogo. _diz ele dando de ombros.
Martha encontra Daniel feliz e vira a Laís.
_Você tem muita sorte de ter o seu filho em casa.
_Martha, você não pode sofrer assim.
_Eu sinto falta do meu filho, Laís. Eu conto os dias, as horas, pra encontrá-lo.
_Eu entendo a sua aflição, amiga. Se eu perdesse o Daniel, também me sentiria assim.
_Eu sinto que ele está vivo.
_Você nunca deixou de acreditar nisso, né?
_Nunca. Eu sonho com ele, Laís. Sonho que está voltando pra casa.
_Quantos anos ele teria hoje?
_Dezessete, segundo o meu cálculo.
_Martha, você não disse que a polícia fechou o caso?
_A polícia fechou, sim, Laís. Mas eu não acho que ele está morto.
_Bem, procuramos em todo canto. Até pela internet, tentamos encontrá-lo.
_Eu sei, Laís. Mas o que eu não consigo entender é por que ele sumiu. Ele estava tão próximo de mim naquela festa.
_Eu também não entendo, Martha. _diz Laís. _Mas quando as coisas têm que acontecer, elas acontecem sem a nossa permissão.

Roney, um senhor de quarenta anos, passeia pela rua da cidade de carro e avista alguns pontos do seu bairro. De repente, ele pára o carro e sai. Ele percebe um grupo de jovens que sorriem juntos, sentados num banco da praça e se lembra dos seus momentos da infância.
Um táxi se aproxima no mesmo local e de dentro dele, sai Mateus, que observa tudo.
_Pronto! Aqui é a rua marechal Floriano! _diz o motorista.
_Valeu, cara!_ diz ele.
O táxi sai e deixa o adolescente parado na esquina.
_Acho que é aqui que eu vou encontrar a minha tia. _e lá vai ele, seguindo pela calçada com a mochila nas costas.

Betina procura pelo filho assim que esvazia mais uma garrafa de cerveja.
_Mateus, onde você está ? _ela pergunta ao ver o quarto vazio. _ Mas que droga! Ele não pode ter saído.
De repente, ela vê que a janela está quebrada.
_Filho da mãe! _ela se ira. _Você vai me pagar caro por isso!

Mariana chega em casa e encontra a mãe, que olha a foto de Luís sobre a prateleira.
_Filha, você já chegou?
_Sim, mãe. O que está fazendo?
_apenas olhando a foto de seu irmão.
_Mãe, essa lembrança só lhe faz sofrer ainda mais.
_Eu não me conformo, filha.
_Eu sei que a senhora sente saudades dele, mas vamos ter que reconhecer uma coisa. Nós fizemos de tudo para encontrá-lo.
_Você desistiu de procurar o seu irmão?
_Mãe, eu não desisti. Ainda tenho esperança como a senhora. Mas eu não posso deixar de viver a minha vida, pra tentar achar uma agulha num palheiro.


_Eu entendo, filha. Mas o que eu vou fazer, se ainda sinto falta dele? Eu sinto que meu filho está em algum lugar a minha espera.
_Mãe, a senhora precisa seguir sua vida. Não é fácil pra nenhum de nós essa situação mas a vida que segue. A senhora já viu como está o seu estado? Poxa, a senhora deixou de viver por causa do Luís. _diz Mariana.
_Filha, enquanto eu não achar o meu filho eu não vou sossegar. O meu coração diz que ele está vivo e eu preciso seguir essa intuição.
_Já se passaram anos minha mãe!
_Não importa Mariana. Luís vai voltar pros meus braços e a gente vai formar uma família novamente. Filha, eu quero muito que você fique do meu lado sempre.
_Eu estarei sempre do seu lado, mãe. _ela a beija no rosto. _E a minha avó? Passou por aqui?
_Não. Acredito que nem venha. _diz Martha.
_Bom, então, eu vou para o meu quarto tomar um banho que o dia hoje foi cansativo.
_Como vai o seu trabalho lá?
_Vai bem. O Orlando acredita no meu trabalho e no meu potencial.
_Que bom! E a Sandra, filha? Ela tem feito muita provocação?
_Ela continua a mesma rabugenta de sempre. Mãe, acredita que ela quer me tirar de lá?
_Toma cuidado, filha.
_Pode deixar! Não estou mais no tempo da escola. Uma hora, ela vai ter que entender isso.

Adalberto chega na empresa de Rubens e os dois ficam de frente.
_Eu não sabia que você viria aqui?
_Rubens, eu vim te dar um aviso. Não se meta com Vera.
_Por que, Adalberto? Vocês acham que eu vou desistir da luta, né?
_Eu se fosse você, desistiria. Rubens, você não tem escolha, a não ser vender a empresa.
_Esse é o meu local de trabalho e vocês não podem se intrometer nisso. É um direito meu!
_Veja bem! Você não tem nada a perder.
_Eu não vou me entregar fácil como vocês imaginam. Eu vou continuar lutando.
_Então, você não vai aceitar a proposta de Vera?
_Minha resposta é não. Agora, caia fora do meu escritório.
_Tudo bem, eu vou embora. Mas depois não diga que lhe avisei, Rubens. Fique sabendo que a Vera não vai desistir nunca. _ele diz e sai.
_Idiota! _Rubens se ira ao fechar a porta. _Se eles pensam que vão me comprar com dinheiro, estão muito enganados.





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