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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Quarto Capítulo de Perdidos de Saudade



Vera chega no condomínio e encontra a filha Martha tomando chá em frente à TV.
_Oi, filha. Como você está?
_Tudo bem, mãe.
_Que cara é essa? Posso saber? _diz ela, percebendo sua expressão.
_Mãe, por que quer comprar a empresa de Rubens? Qual é a sua intenção? _diz Martha séria.
_Que conversa é essa?
_É isso mesmo que a senhora ouviu.
_O Rubens esteve aqui?
_Não importa.
_Importa, sim. Eu sou dona dessa casa também.
_E se ele esteve? O que há de errado nisso?
_Eu já te disse que eu não o quero aqui dentro.
_Eu moro nessa casa também, mãe.
_Eu não permito! Se você exige a presença dele, arrume as suas coisas e saia de minha casa. Eu já lhe disse isso várias vezes.
_A senhora tem tanto ódio do Rubens que às vezes, eu chego a desconfiar.
_Desconfiar de que hein?
_Eu não sei. Tudo o que eu sei é que eu não vou ficar aqui por muito tempo, não. Eu vou encontrar uma casa pra mim. Não se preocupe!
_Martha, eu não queria que você me entendesse mal.
_Eu já disse que vou sair da sua casa. Eu entendi tudo.
_Você me deixou transtornada em relação ao Rubens.
_Sim, eu a deixei. Mãe, eu estou muito decepcionada com a senhora. Rubens é o meu melhor amigo.
_Eu sei que você tem um apreço por ele, mas saiba que eu não gosto da presença dele aqui nesta casa. Desculpe-me por ser tão franca!
_Nada vai desculpar o que a senhora acabou de me dizer aqui nesta sala.
_Filha, eu tive um dia cheio. Eu quero que me perdoe. Apenas isso.
_Eu também tive um dia cheio. Eu estou cansada, mãe. Eu quero descansar um pouco. Estou ficando louca. Entende-me?
_Eu sei como é estar assim. _diz Vera.


Martha dialoga com Vera

_Não sabe, mãe. A senhora nunca perdeu um filho. A senhora jamais entenderia a minha situação.
_Eu sinto muito por tudo que lhe disse a você. Se você quer que o Rubens freqüente essa casa, eu não me importo mais. Desde que eu não o encontre, pra mim está ótimo.
_Eu ainda não entendi por que quer a empresa dele.
_Esse assunto não vai ser tratado aqui, filha. Você não entende de negócios.
_Eu sei que eu não entendo, mas o Rubens não pode perder a empresa, afinal, ela foi construída com o seu suor.
_Você o defende muito, filha. Eu já disse que os negócios não são do seu interesse.
_É por isso que ás vezes, eu não sinto falta da sua presença aqui, pois nós duas sempre nos desentendemos. Mãe, se a senhora continuar querendo a empresa de Rubens, eu vou me chatear com a senhora e vou fazer de tudo para impedir qualquer ato seu.
_Nossos desentendimentos se devem ao Rubens, o causador de tudo. E o que está dizendo agora é tolice. Você jamais vai interferir nos meus assuntos, porque você não entende absolutamente nada do ramo empresarial.
­_Nisso, a senhora tem toda razão, mas eu posso aprender á lidar com assuntos referentes ao ramo que a senhora se especifica.
_Filha, mais uma vez peço desculpas e quero que saiba que estou disposta á refletir sobre a possibilidade de não comprar mais a empresa de Rubens, já que você exige tanto.
_Posso confiar na senhora?
_Que pergunta! Eu vou pensar muito á respeito e fique despreocupada.
Martha sente que suas palavras mexeram um pouco com a mãe e ela á vê sair porta afora.

Beatriz conversa com Betina sobre Mateus.
_Você quer que eu dê um tempo ao meu filho?
_Por que não? Ele não vai voltar tão cedo pra casa, enquanto você estiver por perto.
_Você está doida! Mateus é a minha vida.
_Não parece, Tina. Você o agride, fere qualquer relação de afeto com ele. Como ele pode ser a sua vida? Como um adolescente pode amar a mãe desse jeito? Ele está se tornando um rebelde á cada dia que passa.
_Eu amo o meu filho. Entendeu?
_Então, por que o faz roubar? Por que o torna um criminoso?
_Eu não peço pra ele roubar nada. _diz ela, mentindo.
_Safada e mentirosa. Mateus não me esconde nada dos seus podres e eu lhe conheço perfeitamente minha irmã.
_Está bem. Eu cometo algumas bobagens sim. Admito.
_Tina, você deve provar o seu amor, seu carinho á ele. Prove que você o ama de verdade, para que ele possa amá-la também.
_Eu vou provar á ele. Onde ele está?
_Você me promete?
_Sim, minha irmã. _diz ela, jurando.
_Me siga! _diz a irmã, levando para o quarto.
Ao encontrá-lo, Mateus a olha com desprezo.
_Filho! Eu senti tanto a sua falta.
_Por que a trouxe aqui, tia?
_Ela quer se desculpar, Mateus. Ouça!
_Filho, vamos voltar pra casa. _diz Betina tentando ser bondosa.
_Eu não volto mais pra aquela casa, entendeu! _diz Mateus revoltado.
_Você não pode me abandonar desse jeito.
_Eu posso, sim, porque quem sabe da minha vida sou eu.
_Mateus, pega leve com ela. Ela está sofrendo. _interfere Beatriz.
_Sofrendo? Quem sofre sou eu, tia. Ela é falsa.
Tina não suporta mais a ofensa e grita, brava.


Betina perde a calma

_Acabou o show, mocinho! Eu sou a sua mãe e você me deve obediência.
_Você não é a minha mãe. _ele fala alto com ela. _Você é uma meretriz! Uma aproveitadora!
Tina lhe dá um tapa em seu rosto e o joga contra o chão. Beatriz a segura por trás e diz:
_Minha irmã não faça isso!
_Eu te odeio. _ele diz a mãe, ocultando o seu rosto. _Nunca mais eu quero te ver.
_Desculpa, filho! Você provocou isso. _responde Betina.
_Fora da minha frente! _ele grita.
Beatriz leva a irmã pra fora e deixa Mateus no quarto.
_Eu odeio a senhora. Eu odeio. _ele fala alto, com as mãos tapando seus ouvidos.
Beatriz fica tensa com aquela situação e Betina fica cheio de raiva.

Nesse momento, um pressentimento bate no coração de Martha que desperta de um cochilo.
_Ah, o que houve?
_Senhora, está tudo bem? _pergunta a empregada Dulce.
_Sim. Eu acabei dormindo.
_Eu vi. Não quis assustá-la.
_Não me assustou. O que está fazendo?
_Eu decidi fazer o bolo que a senhora mandou.
_Me esqueci completamente.
_Tem certeza que a senhora está bem mesmo?
_Sim, eu estou. A discussão com a minha mãe me deixou bastante confusa.
_Senhora, eu conheço uma pessoa que pode lhe ajudar á procurar seu filho.
_Quem? _ela tira um café pra beber.
_Se a senhora acreditasse, eu a indicava.
_Não vai me dizer da vidente outra vez, né?
_Mas é dela mesma que eu estou falando. _diz a empregada.
_Eu já te disse que eu não acredito nessas previsões.
_Senhora, tenta. Talvez ela a ajude. Quem sabe o seu filho não está perto daqui.
_Tudo bem! Mas eu vou pensar no assunto, ok!
_Pensa com carinho, senhora. Ela resolverá tudo.
_Mesmo assim, não acredito em previsões, mas quem sabe, um dia, eu não posso acreditar, né? _diz Martha, tomando um gole de café.
Mariana chega do hospital irada, fechando a porta com toda a força e Martha a estranha. A empregada fica assustada.
_Oh meu padre Cícero, o que houve com essa menina benza Deus? _diz a empregada.
_O que houve? _pergunta Martha.
_Aquela infeliz da Sandra outra vez! _responde Mariana.
_Acho que você entrou num grande problema, filha.
_Mas isso não vai ficar assim, não. Eu vou fazer de tudo pra não perder o meu emprego na clínica. _diz Mariana, que se recolhe aos braços da mãe.
_Fica tranquila filha! Tudo vai dar certo. _diz Martha passando a mão em seus cabelos.

Adalberto encontra Vera em seu escritório.
_Você ainda por aqui? Pensei que estivesse em casa.
_Adalberto, eu preciso de um favor seu.
_Fale, Vera!
_Eu quero que você comece a jogar pesado contra Rubens.
_O que foi que ele fez agora?
_Ele não fez, mas se você der bobeira, ele vai fazer.
_O que está dizendo?
_Adalberto, meu genro. Abra os olhos com Rubens, pois ele está de olho no seu bem mais precioso.
_Vera, você está achando que ele quer pegar a minha mulher?
Vera sorri escancaradamente e diz:
_Por que? Você não acha o mesmo que eu? Eles foram namorados no início.
_Foi bem antes do meu casamento. Não devem ter nenhum sentimento oposto do que uma simples amizade.
_Então, por que ele voltou a freqüentar a minha casa de novo? _pergunta ela, deixando ele sério.
Adalberto soca a mão contra a parede e olha para Vera sério.


_Você a viu com ela? _pergunta ele.
_Não. Mas eu sinto que ela ainda gosta dele.
_Não é possível! Martha é minha mulher e me deve respeito. Ela jamais voltaria a pensar nessa hipótese outra vez.
_Deixa de ser idiota Adalberto! Rubens e minha filha já tiveram um caso no começo. Ela nunca esqueceu ele e vice versa. Minha filha se casou com você sem sentimento algum. _diz Vera falando alto e deixando ele transtornado.


Adalberto está tenso

Augusta ouve boatos dos vizinhos sobre a visita do prefeito na sua rua e decide perguntar.
_Mas ele vem mesmo?
_É claro, amiga. Ele vai fazer uma visita naquele supermercado que abriram perto daqui.
_Então é a minha chance. Eu vou falar com ele sobre a minha casa, que está rachando e sofrendo com alagamentos.
_Augusta, ele vai vir aqui por outro motivo.
_Não importa. Eu vou pedir uma casa nova á ele. _diz a ansiosa mulher, esperançosa.
Os vizinhos se entreolham quietos.

Enquanto isso, Beth faz o almoço quando Vívian chega.
_O seu filho está?
_Não. Ele acabou de sair. Mas foi bom você ter vindo. Quer almoçar comigo?
_Não. Obrigada. Eu só vim falar com o Carlos.
_Vívian, também queria falar contigo.
_Sim. Diga! _ela senta ao seu lado.
_Não está na hora de você deixar o clube?
_Como assim, Beth?
_Veja bem. O meu filho não concorda com o seu trabalho. Eu vejo nos olhos dele o quanto sofre por ver a noiva dançando pra outros homens.
_É o meu trabalho, Beth.
_Existem outras oportunidades melhores. Você poderia ser uma secretária, uma auxiliar de enfermagem, uma lojista.
_Eu não quero outro emprego, Beth. Tudo o que sei fazer é estar em cima de um palco.
_Sei. Dançando e se exibindo para qualquer homem. Vívian, essa profissão não me agrada nem um pouco sabia?
_Desculpa mas eu não escolhi a profissão pra agradar ninguém. Só a mim mesma.
_Então, o meu filho não vai ser feliz com você, Vívian.
_Eu e ele conversarmos á respeito.
_E o que ele acha dessa situação?
_Eu sei que ele não concorda, mas pra ficar comigo, tem que aceitar o meu trabalho.
_Não sei, não. Você disse que iria encontrar uma substituta, mas até agora, nada.
_Eu não achei ninguém que estivesse apta á me substituir.
_O fato é que você não quer largar o clube, Vívian. Essa é a verdade!
_Por favor, eu não quero discutir isso.
_Vívian, eu sou mãe do Carlos. Eu o conheço desde pequeno. Portanto, não o faça sofrer mais como ele está sofrendo, porque se você fizer isso, eu não te perdôo e ponho você pra fora dessa casa. _diz ela, séria deixando a jovem com uma cara totalmente fechada.

Alguns dias depois, Marcos encontra Vívian sentada no palco.
_Aconteceu algo, Vívian?
_Sim. Eu não estou bem.
_Eu tô vendo. O que houve?
_Sua mãe me deixou sem saída.
_O que ela disse?
_Talvez a verdade, Marcos. Eu não mereço o seu irmão.
_como assim? Não estou entendendo.
_Carlos jamais vai aceitar o meu trabalho. Eu sei que vai ser difícil contar a ele que eu não quero sair daqui. Me entende?
_Eu entendo. Você gosta do clube, da dança.
_Marcos, eu amo o seu irmão, mas ele não me merece. Eu jamais sairia daqui pra escolher uma outra profissão. Gosto do que faço.
_Então, você vai ter que dizer isso a ele. Você precisa falar a verdade.
_Tem razão. Eu preciso. Só me falta coragem. _diz Vívian.
Carlos chega na hora exata e Marcos avisa a Vívian.
_Chegou a hora. _ele diz. _É a sua chance!
_Vívian, você está bem? _pergunta Carlos.
_Amor, precisamos conversar e tem que ser agora. _diz ela.
Marcos e Carlos se entreolham.




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