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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Quinto Capítulo de Perdidos de Saudade

Matéria de jornalismo na Rede Record

Carlos se aproxima de Vivian e sentando ao seu lado no palco, pergunta:
_Então, o que você tem de tão importante pra me dizer?
Marcos decide deixa-lo a sós e sai.
_Carlos, eu preciso que você não leve esse assunto como um fim do nosso relacionamento. _diz ela, com lágrimas nos olhos.
_Vívian, o que está acontecendo, afinal? Eu estou estranhando a sua conversa.
_Eu não quero te magoar, Carlos, pois eu te amo muito. Você tem que acreditar no meu sentimento, pois é na base dele, que vou revelar uma coisa muito importante.
_Você pode ser direta, por favor!
_Eu não quero sair do clube, Carlos.
_Você não quer sair daqui?
_Não. Na verdade, eu não pretendo deixar o clube tão cedo.
_Mas eu não te entendo. E a jovem que você está procurando pra pôr em seu lugar?
_Eu não procurei por ninguém ainda e não vou procurar.
_Vívian, e o nosso noivado? Você disse que largaria o clube pra viver do meu lado? Você mudou de idéia de repente. Não pode ser verdade! Isso não está acontecendo!
_Amor, eu te amo, mas eu não quero deixar o meu trabalho. Você sabe que eu gosto de dançar, que esse trabalho me faz bem, é tudo que eu sei fazer. São quatro anos da minha vida.
_E eu, Vívian, como fico nessa história? Você parou pra pensar em mim?

Vivian prefere terminar a largar trabalho

_Tenta entender, Carlos!
_Eu sou tolo em achar que você deixaria essa vida pra se casar comigo. Como eu sou burro, meu Deus! Como eu acreditei em você!
_Carlos, se você quiser terminar, o problema é seu, mas eu largar o clube, sinto muito, que isso nunca vai acontecer.
_Minha mãe estava certa. Você jamais sairia daqui mesmo. Fica se exibindo pra todos os homens dessa cidade.
_E se fosse o contrário, Carlos? Se você gostasse muito de uma profissão e não quisesse sair dela pra viver ao lado de uma mulher, como você reagiria? O que você faria, Carlos? Você largaria seu trabalho por mim? Aqui é a minha vida e eu sou feliz por estar aqui.
_É claro que eu largaria, Vívian. Só que nosso caso é outro. Você vai se casar comigo, pôxa. Eu não vou permitir que mulher minha fique dançando num clube só pra divertir os caras da cidade. Isso é uma ofensa!
_você sempre vê algo de errado em mim. Carlos, não se esqueça que foi nesse clube que nós nos conhecemos. Foi aqui que as nossas vidas se encontraram pela primeira vez.
_Eu me lembro disso, Vívian.
_Então, por que a paranóia? É o meu trabalho! É a minha vida! É a minha carreira que está em jogo.
_Eu preciso pensar, Vívian. Eu preciso refletir bem sobre nós dois. Preciso pensar no que fazer a partir de hoje.
_Eu lhe disse. Se quiser terminar, tudo bem!
_Você quer terminar? Está certa disso?
_É claro que não, Carlos. Você sabe que eu te amo, mas...
_Então, me deixa pensar. Só isso! _ele sai, de cabeça baixa e a deixa sozinha por alguns instantes.
Vívian levanta a cabeça e sente um alívio.
De repente, Marcos volta.
_E então?
_Como é difícil fazê-lo entender.
_Não fique assim. Vocês dois vão se acertar. _diz ele, colocando sua mão em seu ombro.
_Tomara. Carlos é muito cabeça dura. Jamais me entenderia.


Nesse momento, Martha decide seguir o conselho de Dulce e vai na casa de uma vidente, conhecida de sua empregada. Ela pede a Dulce pra não comentar o assunto com ninguém da casa e ela obedece. Ao chegar lá, a senhora á encontra e pede pra sentar-se um pouco.
_Oi, bom dia!
_Bom dia! _cumprimenta a senhora cujo nome era Lisa.
_Eu estou aqui porque preciso de respostas.
_Eu sei. Você quer encontrar seu filho desaparecido.
_Sim. Eu quero muito encontrá-lo. Bom, antes, gostaria de lhe dizer que não acredito muito em previsões. Eu só cheguei aqui porque definitivamente sinto que a minha esperança está no meu limite.
_Eu entendo, Martha. Eu sei que você sente muita saudade do seu filho. Eu posso ajudá-la. Eu jamais brinco com coisa séria. Meu trabalho é digno e verdadeiro.
_Obrigada! Eu estou cansada de alarmes falsos.
_Bem, agora eu sinto que o seu filho está próximo, bem próximo.
Martha a encara com olhos arregalados.
_Ele está próximo, bem próximo do que a senhora imagina.
_Mas onde? Eu preciso saber!
_Peço calma e silêncio. Seu filho surgirá brevemente. Atravessará seu caminho, como um passe de mágica, mas ainda não será um final feliz. Você terá problemas em meio á emoções e um passado triste se revelará, pra sua decepção.


_Chega! Não é possível! A senhora quer me matar do coração? Quer acabar com a minha vida? Já não chega os boatos falsos que eu ouvi dizer em relação ao meu filho. Eu vou sair daqui sabe?
_Espera! _a senhora a pega pela mão. _Eu respondi o que a senhora queria saber. Seu filho está em algum lugar próximo e espera também por respostas, como você me questionou no momento que chegou aqui. Se você não acredita em mim, sinto muito. Mas procure ouvir mais o seu coração e tenha fé que seu filho irá voltar.
_Com licença! _ela sai e mais uma vez a vidente a detém.
_A senhora esqueceu de pagar a consulta.

Vidente prevê algo a Martha

Martha, já nervosa abre a bolsa rapidamente e tira umas notas de dinheiro e lhe entrega em sua mão. A vidente ao receber o dinheiro, aperta fortemente a mão dela e diz:
_Eu vejo um coração sofrido ai dentro pulsando por um fio de esperança mas também vejo uma nuvem negra passando por sua cabeça. Martha não perca as esperanças pois é a partir dela que você vai viver de novo.
Ao ouvir aquilo, Martha solta a mão rapidamente e sai.
Dulce que á espera do lado de fora, pergunta.
_Como foi a consulta?
_Vamos pra casa. Eu não estou bem.
_O que houve senhora?
_Por favor, não me volte a falar nessa vidente! _diz ela, abrindo imediatamente a porta do carro e fazendo Dulce entrar também.

Mariana trabalha na clínica quando Orlando lhe traz um comunicado.
_Mariana, amanhã teremos uma cirurgia pra fazer na parte da tarde e eu vou precisar muito de sua competência.
_Claro, doutor. Eu estarei no horário.
_Ótimo. _diz Orlando, saindo.
Sandra ouve da sala ao lado e comenta com a amiga que também trabalha por lá.
_Você ouviu o que ele disse a ela?
_Sim, parece que é a primeira cirurgia que Mariana irá fazer com a equipe.
_Tem razão. Mas ela não vai fazer!
_Como assim, Sandra? O chefe acabou de dizer..
_Ele pode ter dito, mas ela não vai fazer. Eu vou cuidar pessoalmente dessa questão.
_Olha lá, o que você vai aprontar, Sandra.
_Não se preocupe, amiga! Eu sei me cuidar. _diz ela.

Carlos chega em casa e encontra a mãe.
_Filho, você viu o Marcos por aí?
_Ele está trabalhando, mãe.
_Eu havia me esquecido. Você sabe onde ele trabalha?
_Não sei, não. Por que?
_Eu queria saber, Carlos. Seu irmão não conta nada sobre a profissão dele e me deixa curiosa. Se você soubesse, eu te pediria pra me levar até lá.
_Mas o que a senhora faria no trabalho dele?
_Eu queria apenas visitá-lo, ora. Quero conhecer o local de trabalho dele.
_Eu entendo. _ele diz, desanimado.
_O que houve contigo? Está péssimo! _Diz ela ela percebendo.
_Eu me magoei com a Vívian.
_Decerto, foi o trabalho no clube, né?
_Mãe, a senhora tinha razão. Ela não quer sair de lá.
_Eu sabia. Filho, você deve encontrar uma pessoa melhor pra você, uma mulher que possa trabalhar num emprego digno, honesto. Você deve ser feliz. Ao lado da Vívian, você não tem futuro.
_Eu a amo, mãe. _ele revela.
_Eu sei, mas eu acredito que um dia você vai se apaixonar de verdade por alguém que realmente o mereça. Você é jovem, sadio, competente no seu trabalho, vai encontrar alguém diferente da Vívian.
_A senhora não acredita no meu relacionamento com a Vívian, né?
_Você quer realmente a minha resposta? No fundo do meu coração, eu não acredito. Você merece toda a felicidade do mundo e essa felicidade você não encontra na Vívian. Desculpe por estar sendo sincera contigo!
_Mesmo assim, eu preciso pensar. _diz Carlos chateado.
_Pensar? Eu já tinha a descartado há tempos. _diz ela, tomando um gole de uísque.

 Nesse ínterim, Martha se lembra da previsão da vidente e decide ir na rua da clínica, onde decide se encontrar com a filha pra conversar. Como já estava de carro, se dirige pra lá. O seu pensamento é invadido sempre pela mesma imagem de Luís, ainda pequeno. Provavelmente, um forte indício do seu filho.
Martha chega na rua e sai do carro. A empregada Dulce decidiu ficar esperando. Ela encontra a clínica onde a filha trabalha e decide observar cada pessoa da esquina.

Enquanto isso, Mateus sai escondido da casa da tia e foge, levando a mochila. Ele bate a porta devagar e Tina percebe. Ela larga o almoço e corre em direção á porta da sala. Beatriz fica atenta.
_O que houve? _pergunta Beatriz.
_ele fugiu. Ele fugiu de novo. _diz Tina.
Mateus anda pela rua apressado e se esbarra em um senhor que joga carteado no banco da praça.

Jogam-se cartas

_Hei, garoto. Não olha por onde anda?
_Desculpe, senhor. Eu não o vi.
_Você está voando, garoto? Em que planeta se encontra?
_Desculpe! _pede ele, sorrindo meio sem jeito.
_Sem problema, filho. Qual é o seu nome?
_Mateus! _ele responde um pouco tímido.
_O meu é Roney. Você está com pressa?
_Não. Eu estou indo pra casa.
_Ah, bom. Se você quiser uma carona, eu te deixo em casa.
_Não vai ser necessário. Eu vou de táxi.
_Tudo bem. Te vejo por aí, então, garoto.
_Tchau! _ele se despede.
Roney observa o adolescente e acha estranho a sua pressa.
_Algo me diz que esse carinha precisa de mim.

Chegando na clínica, Mariana fica perplexa ao ver a mãe.
_O que a senhora faz aqui?
_Eu vim te visitar, filha.
_Me visitar? Acho bacana a sua atitude, mas não colou.
_Como, filha?
_É isso que a senhora ouviu. O que veio fazer, mãe? Eu te conheço, Martha Lopez.
_Tudo bem. _diz ela sorrindo. _ Eu vim conhecer o seu trabalho. Somente isso.
_Mas a senhora já conhece o hospital. Mãe, me diz a verdade, ta!
_É difícil esconder algo de você, não é mesmo, filha?
_A senhora sabe que sim.
_Ta legal! Eu preciso te contar algo.
_Bem, diga!
_Eu estive na casa de uma vidente hoje pela manhã.
_Mas a senhora não acredita nesse tipo de coisa. O que foi fazer lá?
_Eu fui atrás de respostas. Eu pensei que ela podia me dizer onde seu irmão estaria.
_Mãe, quantas vezes eu tenho que lhe dizer pra senhora não sofrer com esse assunto?
_Filha, escute! Eu precisava saber dessa vidente.
_E a senhora conseguiu alguma coisa? Ela te disse onde Luís está?
_Não mas disse que ele estaria próximo e que eu a encontraria.
De repente, Orlando se aproxima e diz.
_Mariana, você não irá mais fazer a cirurgia do paciente do quarto 315.
_Por que, senhor? Aconteceu algo? _diz ela, perplexa.
_Não. Eu só não acho que você esteja preparada ainda. Você se importa?
_Mas é claro que não. _ela fica meio sem jeito.
_Tudo bem, então. _ele sai.
Sandra ouve do corredor e fica feliz.
_O que eu disse, hein? _ela comenta baixinho a amiga ao lado, que fica pasma.
Mariana se sente confusa e Martha percebe.
_Não fica assim! Você vai ter outras oportunidades.
_Sim. Mas me diga sobre essa vidente. _diz Mariana, tentando mudar o assunto.

Roney segue o adolescente e diz.
_Ei, garoto! Onde você está indo?
_Eu estou indo para o Rio de Janeiro. Por que?
_Quanto dinheiro você tem?
_Desculpe, mas isso não é da sua conta.
_Eu só queria te ajudar, menino.
_Não precisa, ta. Eu sei me virar.
_Ta certo. Você sabe qual avião pegar, né?
_Sei. _responde ele.
_Ou talvez qual o ônibus que te leve até lá?
_O que o senhor quer de mim, hein?
_Já lhe disse. Quero te ajudar.
_Senhor, eu não preciso de ajuda. Já lhe disse.
_Não me chame de senhor!
_Desculpe! Eu estou com um pouco de pressa, ta.
_Não precisa ter medo da minha pessoa, Mateus. Eu tenho meios de lhe ajudar. Você precisa confiar em mim.
_Eu não sei, Roney. Eu não o conheço bem.
_Eu sei que é difícil acreditar numa pessoa que conheceu recentemente. Mas eu posso jurar que sou totalmente confiável e você deve acreditar. Me deixa ser seu amigo?
_Ta legal! Eu quero ir para o Rio de janeiro. Como faço pra chegar lá?
_Agora, estamos começando a nos entender legal.

_Filha, eu preciso da sua ajuda. _diz Martha. _Preciso encontrar o meu filho.
_A senhora quer que eu lhe ajude? Essa vidente pode ser uma charlatã. Pode ser uma falsa.
_Filha, ela me disse convicta. Eu estou confusa. Não sei se acredito ou não. Me ajuda!
_Mãe, eu vou largar o meu trabalho mais cedo hoje. Depois, a gente conversa.
_Obrigada, filha. Eu não sei como vou fazer pra retribuir esse favor.
_Mãe, a senhora tem que saber que eu sinto falta do meu irmão. Por isso, eu vou ajudá-la no que for, quando o assunto se referir a ele. Mãe, eu sou a sua aliada. Sempre fui!
_Eu sei. Por isso, eu te amo muito. _diz Martha, a beijando no rosto.
Ao sair da clínica, Martha volta pro carro e encontra Dulce ressonando. Ela se assusta quando Martha abre a porta.
_Oh minha nossa senhora Aparecida! Pensei que fosse um ladrão.
Martha sorri.

Martha está animada

_Calma Dulce! Vamos pra casa.
_Senhora, eu esqueci de contar uma outra coisa.
_O que foi desta vez?
_Será que a sua mãe Vera não contrata alguém pra me ajudar na cozinha não porque tá difícil fazer tudo sozinha?
_Você tem alguém pra indicar?
_Tenho sim senhora. Ela se chama Augusta.
_Ótimo. Traga ela amanhã que eu converso com ela.
_Sério? Oh meu Deus, a pobre vai ficar feliz da conta. Com dois filhos pra criar, ela vai agradecer a Deus.
_Ta certa! Amanhã eu converso com ela direitinho. _diz Martha ligando o carro.



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