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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Terceiro Capítulo de Perdidos de Saudade

Crianças desaparecidas do Brasil

O delegado Jota pergunta intrigado:
_você quer que eu reabra o caso do seu filho desaparecido? Sinto muito, mas eu não posso abrir esse caso sem um indício. Você tem alguma informação nova?
_eu não tenho nenhuma informação, delegado. Ainda.
_então, por que quer que eu abra esse caso de novo?
_por favor, o senhor tem que abrir a busca. Eu sinto que o meu filho está próximo.
_a senhora não entende. _diz o delegado, coçando a cabeça.
_delegado Jota, somos amigos ou não? O senhor me conhece há treze anos. Me ajudou muito á procurar o meu filho. Eu tenho esperança que o meu Luís esteja vivo. Por isso, eu te peço encarecidamente: me ajude á procurar o meu filho novamente.
_Martha, nós somos amigos, sim, mas veja o meu lado. Eu também quero muito que você encontre o seu filho. Mas eu não posso abrir o inquérito sem provas. Eu preciso de algo novo pra poder recomeçar a busca. Eu sinto que você um dia vai encontrá-lo. Desculpe por não poder te ajudar.
_eu fiz uma burrice em ter vindo lhe procurar.
_não, Martha. Eu entendo o seu motivo. Você ainda sente falta do seu filho e eu me orgulho disso. Você é mãe, como eu não poderia entender. Eu só preciso que me ajude também, afinal, eu trabalho na polícia há quinze anos, eu vejo cada caso que você jamais o viu igual. Eu vejo todo dia entrar pelo meu escritório. É caso de agressão, de acidentes, de assassinato. Eu sei o quanto é difícil pra você perder o seu filho.
_Então me ajuda por favor!


_Martha, eu torço muito pela sua felicidade. Não se sinta desse jeito. Eu só quero que saiba que você pode contar comigo pra tudo. O que tiver ao meu alcance pra te ajudar, eu faço com prazer e dedicação.
_obrigada, Jota. Eu fico grata com o seu carinho por mim. Mas eu preciso realmente achar o meu filho.
_então, vai pra casa e tenta descansar um pouco. Reflita sobre o que conversamos e se tiver uma informação nova a respeito de Luís, me procure pelo telefone. _ele entrega o seu cartão.

Martha sente falta do filho

_pode deixar, Jota. Desculpe pelo incômodo.
_não precisa se desculpar. Eu fiquei muito feliz com a sua visita.
_boa noite! _ela se despede.
_boa noite, Martha! _ele diz.
Ao deixa-la sair, o delegado fica pensativo e volta para sua mesa, onde pega o retrato falado da sequestradora de Luís.
“Se essa mulher for realmente a sequestradora, eu não vou poder esconder isso por muito tempo.”
E de repente, ele decide fazer um telefonema.
_Oi! É a dona Laís? Tudo bem? Eu sou o delegado Jota e gostaria de conversar contigo pessoalmente. É importante! Ok! Passo aí ainda hoje em sua casa. Abraços! _e desliga.

Horas depois, Laís se encontra diante do delegado e fica com uma expressão séria. Jota fica observando o jeito dela.
_Parece que essa foto lembra alguém né?
Nesse momento, ela olha para os olhos dele e responde:
_Betina. Essa mulher eu conheço.
_Uma esperança. Onde posso acha-la?
_Eu não sei. Mas juro que nunca pensei que ela pudesse ser uma sequestradora.
_Laís, quem é Betina? Pode me descrever?
_Delegado, essa mulher era simpática, amigável. Eu mesma não a conhecia muito bem. Lembro que ela fora convidada por pessoas da própria vizinhança mesmo pra festa do meu filho mas eu não vi problema em não deixa-la entrar.
_Pois é Laís! Por uma visita de uma desconhecida em sua festa, o Luís desapareceu. _diz o delegado, fazendo ela ficar emocionada.

Na manhã seguinte, Mariana toma o seu café correndo e encontra a mãe deitada no sofá.
_a senhora dormiu aqui? _ela se indaga.
_sim. Eu me senti cansada e acabei pegando no sono.
_e o papai, onde ele está?
_acho que ele está dormindo.
De repente, a empregada chega e encontra as duas.
_senhora Martha, o Adalberto pediu pra avisar que ele teve que sair mais cedo pro escritório pra revisar uns documentos.
_mas ele já foi trabalhar? _se indaga Martha. _e nem falou comigo.
_sim, senhora. _responde Dulce.
_eu não acredito! _diz ela, indagada.
_deixa mãe! Eu também já vou! Beijos! _diz a filha, beijando em seu rosto.
_você não vai tomar o seu café?
_eu já tomei. Tô indo! Preciso chegar cedo na clínica.
_filha, espere! Eu queria ter um minuto com você.

Sorriso de Martha

_bem, fale! _diz ela, organizando sua bolsa.
_eu estive na delegacia ontem.
_fazendo o que lá?
_eu pedi pro delegado abrir o caso do seu irmão.
_mãe, por que fez isso?
_desculpe, filha. Mas eu achei que seria necessário.
_agora não dá tempo de conversarmos sobre isso, mas quando eu voltar, eu quero saber direitinho dessa história. Ta bom!
_tudo bem! Vá com Deus, filha! _diz Martha.
_Beijos gente! _e ela fecha a porta correndo.
A empregada observa e comenta com Martha:
_Desde que começou a trabalhar nessa clínica, ela parece estar mais feliz.
_Claro! Ela está gostando demais da clínica. Só não pode me trocar pelo trabalho. _diz ela, rindo.
_E a senhora Dona Martha, o que vai querer pro almoço?
_Ah nem sei. Prepara alguma coisa que a minha mãe queira sei lá. Eu não quero pensar em almoço agora.
_Tudo bem então! Com licença! _diz a empregada se retirando.
Martha descansa um pouco a cabeça no travesseiro do sofá e observa o celular. Ela decide fazer uma ligação. E a pessoa claro atende em imediato.
_Martha! Que bom ouvi-la! _diz Rubens sorrindo.
_Oi tudo bem Rubens?
_Melhor agora.
Ela sorri um pouco.
_Aconteceu alguma coisa?
_Não. Eu só liguei pra saber como vão as coisas.
_Na mesma né? Eu não quero desistir da minha empresa.
_Eu sei. Faço ideia do quanto você lutou por ela.
_Sim. Mas sua mãe não entende isso.
_Não vamos falar dela ok! Só quero Rubens que você consiga atingir seus objetivos.
_Obrigado Martha! A cada dia que passa, está cada vez mais linda.
_Preciso desligar. Beijo! _diz ela, séria mas com aquele pensamento longe.

Vera chega ao escritório e encontra a secretária que a avisa que Adalberto a espera. Ela entra e o encontra.
_o que faz aqui em meu gabinete? Acordou cedo?
_sim, eu acordei. Queria te falar uma coisa.
_eu estou atenta. Fale!
_Vera, eu quero saber uma coisa de você. Por que você odeia tanto o Rubens?
_ora essa, por que a pergunta? Eu o odeio porque ele possui uma concorrência com a minha empresa. Ele está sempre no meu caminho.
_Vera, acho que não é só por isso. Que motivo a mais você tem contra ele?
_Adalberto, o que está acontecendo com você?
_comigo não está acontecendo nada.
_acho bom porque você está fazendo perguntas sem sentido. Parece que desconfia de mim.
_desculpe, Vera. Eu acordei meio indisposto hoje.
_como sempre, né? E a minha filha, como está?
_ela está bem, mas ainda pensa em Luís e nossa relação não está muito boa atualmente.
_Martha e o filho desaparecido. O meu neto que se encontra perdido por aí e eu creio que ele nem volta mais. Quanto ao seu casamento, acho que vocês precisam conversar, chegar ao entendimento. Já basta ver minha filha chorando por algo que nunca vai ter e agora, separada. Faça-me o favor! É de morrer!
_está complicado, Vera! Sua filha anda sonhando demais com a presença do filho e eu não sei mais o que fazer pra ajudá-la.
_Adalberto, vamos trabalhar! Depois, a gente tenta resolver isso, ok! _diz Vera, sentando em sua mesa. _Quanto mais trabalho, dinheiro pro nosso bolso.

Enquanto isso, Mateus assiste televisão quando sua tia o chama.
_Mateus, é a sua mãe no telefone. Ela quer falar contigo.
_diz á ela que eu não tenho nenhum assunto a tratar com ela.
_você escutou? _pergunta Beatriz, ao telefone pra irmã.
_diz a ele que eu vou até aí para buscá-lo. _responde Betina irada.
_Mateus, ela vai vim aqui. _diz Beatriz.
_eu fujo se ela aparecer. Eu tô falando sério.
_não tem jeito. Ele não quer te ver. _diz Beatriz ao telefone.
_você tem que mandá-lo de volta. Eu estou muito preocupada com ele. _diz Betina irritada.
_eu não posso fazer nada. Seu filho não é mais uma criança.
_pode sim. Manda ele voltar pra casa agora. Eu vou contar até as seis horas da noite. Se ele não aparecer, eu vou pra aí. _ela desliga brava.
Beatriz desliga o telefone calmamente e diz a Mateus:
_sinto muito, mas ela te espera até ás seis da noite.
_eu já disse que eu não volto pra lá.
_então, onde você vai ficar, garoto?
_aqui! _responde ele.
_não, Mateus! Você não pode ficar aqui.
_a senhora não quer que eu fique?
_Mateus, ela é a sua mãe. Você deve obedecê-la.
_tia, eu admiro muito a senhora, mas eu não acredito que não deva existir um pingo de sentimento. Minha mãe me maltrata, me faz roubar pra me sobreviver e a senhora parece que não se importa.
_Mateus, não é isso. Eu não concordo com o que a sua mãe faz contigo.
_então, não deixa ela vir pra cá. Eu não quero voltar, entendido?
_o que eu vou dizer a ela, quando chegar?
_diz que eu fugi. _diz ele.
_tudo bem! Eu tenho uma solução melhor pra você. Sei que vou me arrepender disso, mas vai ser necessário. Mateus, eu não vou deixar você voltar com ela. Pode contar comigo!
_o que irá fazer, tia?
_chegou a hora de eu e a sua mãe termos uma conversa definitiva. Não se preocupe! _diz Beatriz, solidária.

Nesse ínterim, Carlos chega no clube onde sua noiva trabalha. Ele a encontra no palco ensaiando.
_amor, você por aqui! Que surpresa boa!
_eu vim te ver.
_que bom que veio! Algum problema?
_não. Eu só vim assistir o seu ensaio. _diz Carlos sorrindo.
_fica á vontade, então! _diz ela.
De repente, Marcos o encontra.
_e aí, maninho?
_Marcos, queria mesmo ter uma conversa contigo.
_o que quer comigo?
Ele se aproxima do irmão e pergunta:
_Marcos, eu sei que você acabou de chegar de viagem, mas eu preciso te perguntar uma coisa muito importante.
_você com esse papo, eu já devo imaginar.
_que bom que você está compreendendo o que eu vou falar!
_você se preocupa demais. Eu vou contar pra minha mãe quando eu achar que é a hora certa.
_tem certeza? Marcos, você não pode esconder o seu trabalho dela. Um dia, ela vai descobrir.
_mano, eu sei o que eu estou fazendo. Não se preocupe!
_tomara que você saiba mesmo. Olha aqui, se a minha mãe descobrir por outras fontes, ela vai se decepcionar muito e aí, irmão, eu não vou estender a minha mão pra lhe ajudar, não.
_Carlos, quem vai contar isso a ela? Eu não admito que me ponha contra a parede. Aqui só vem jovens á procura de uma diversão.
_você é um louco, cara! E os namorados dessas mulheres? Eles aparecem também?
_é claro que não, né? Cada um tem o seu horário.
_é por isso que eu não vejo a hora de tirar a minha noiva daqui.
_relaxa, cara! Ela apenas dança, não tira a roupa. É uma regra geral do nosso trabalho.


_será que eu confio em você?
_se você quiser, aparece a noite pra ver.
_não, muito obrigado. Eu vou me sentir enciumado e posso até fazer uma bobagem.
_ta certo! Mas não se grila com o assunto da nossa mãe, não.
_Marcos, eu me preocupo com ela. Você acabou virando um stripper e ela ainda não sabe. Pra ela, você trabalha como auxiliar de escritório.
_irmão, eu acabei de chegar de viagem recentemente e eu estou trabalhando, maninho. É aqui que eu ganho o meu dinheiro. Eu não vou largar esse emprego fácil quanto você pensa. É a única oportunidade que eu encontrei e sinto que vou ganhar muito, fazer sucesso, entende?
_tudo bem! Eu não quero me meter no seu trabalho, só quero que conte a nossa mãe a verdade. E isso tem quer ser feito com cuidado. Eu não quero que nossa mãe pare no hospital próximo por sua causa.
_nada vai acontecer a ela, Carlos. Agora, deixa eu ir. Eu preciso ensaiar.
_eu também já vou. Se cuida!
_valeu, irmão! _ele sai.
_amor, você já vai? Ta cedo! _pergunta Vivian, que chega de repente.
_já. Eu gostei do seu ensaio. Eu te amo!
_eu também! _ela responde.

Vivian é stripper

Á noite chega e Betina fica irada com a demora do filho. Ela decide ir pra casa da irmã.
Já Sandra provoca Mariana no término da cirurgia.
_o que você pensa que está fazendo, Sandra? Eu não tenho medo de você.
_devia ter, Mariana. Pois eu posso fazer a sua caveira aqui nessa clínica.
_você me dá pena, Sandra. Mas vai á luta. Faça o que deve achar melhor.
_pode apostar, que eu vou fazer, sim.
De repente, Orlando chega e encontra as duas numa situação desagradável.
_o que está acontecendo aqui?
Mariana fica séria ao ver o chefe e Sandra se intimida.
_bem, vocês vão me responder ou não?
_desculpe, senhor. Eu estava conversando com a Sandra e esqueci que era horário de trabalho. _ela mente.
_é isso mesmo, senhor. Peço desculpas! _diz Sandra.
_eu pensei ter ouvido vocês discutindo.
_eu discutindo? Não. O senhor ouviu errado. _diz Sandra. _somos amigas. Não somos, Mariana?
_claro. _ela responde.
_bem, voltem ao trabalho. _diz Orlando.

Algumas horas depois, Betina chega na casa de Beatriz e procura por Mateus.
_ele não está aqui! _responde a irmã logo de imediato.
_como não está aqui? Ele veio pra cá.
_Betina, precisamos conversar sobre o Mateus.
_Aquele filho de uma égua está se escondendo da babaca aqui né?
_não. Ele fugiu novamente.
_eu não acredito em você. Você sempre foi uma songamonga. Agora mentirosa nunca ouvi dizer.
_então, eu não posso fazer nada.
_diz aonde ele está agora? Por favor, eu preciso saber.
_Acho melhor você se sentar primeiro, pois a nossa conversa vai demorar algumas horas. _diz Beatriz firme.
Betina fica impaciente com a irmã.
_Você tem mais ou menos duas horas pra ter essa conversa comigo. Duas horas!
_Não vai precisar de muito tempo não! Fica tranquila.
_Acho bom porque ainda tenho manicure e o peste desse menino desaparece de casa me deixando angustiada e num ataque de nervos. Delinguete!
_Olha aqui sua desavergonhada! Se você continuar maltratando o Mateus, eu a denuncio pra polícia.
Betina fica chocada com as palavras dela.




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