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"O site Talentosos Escritores" estará passando por mudanças em breve. Portanto, a ausência de postagens de conteúdos importantíssimos como as novelas por exemplos. Mas isso é algo que estamos organizando, tempo ao tempo. Eu, como administrador, estou contando com uma equipe boa pra poder fazer o site cada vez melhor. A gente está se reunindo pra obter novidades em alta pra você, que nos acompanha há muito tempo. Peço desculpas pela demora dos conteúdos e a gentileza de aguardarem pacientemente. O Talentosos Escritores vai mudar, mas tenho certeza de que será pra melhor ok! Um grande abraço a todos." - Leandro Angellus

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

11º Capítulo - Perdidos de Saudade


Na empresa, Vera se descontrola de raiva por ter visto a face da sequestradora do seu neto e Laerte tenta acalmá-la.
_Mas porque está tão nervosa assim?
_Você não entendeu a gravidade da situação. _diz ela.
_E não entendi mesmo. Aquela reportagem mexeu tanto com você assim?
_Não foi apenas a reportagem. Mas foi ela.
_A sequestradora? Vera, por favor eu estou ficando preocupado com o seu estado. _diz Laerte.
_Eu preciso dar um telefonema. Por favor saia da minha sala! _pede Vera histérica e Laerte obedece, saindo porta afora.
Vera aproveita a ausência do empregado e decide fazer uma ligação. A sua expressão é de total seriedade.

Betina chega em casa disfarçada e decide arrumar as malas rapidamente. Após alguns minutos, ela ouve batidas na porta e fica tensa ao ouvir a voz da irmã.
_Betina, abre essa porta! Eu vi quando entrou. Não adianta se esconder.
_Ai que mulher chata! Invés de procurar um homem pra vida dela, fica me atormentando. _reclama Betina sozinha, colocando as peças de roupas de qualquer jeito na mala.
Beatriz ainda continuava a chamar e ameaçar chamar a polícia caso ela não abrisse. Depois de muita insistência, Betina abre já louca de raiva.
_Entra logo e fecha o bico!
_Pra que a mala, Betina? _se surpreende Beatriz ao ver as roupas toda fora de lugar.
_Eu vou viajar. E não tenho data pra voltar.
_Foi você que roubou aquela criança, minha irmã? Diga!
_O que importa? Luís é meu e ninguém pode tirar ele de mim.
_Você é louca! Eu não acredito que você fez uma coisa dessas. Tirar um filho dos braços da mãe.
_Ah fecha o bico, Beatriz! Eu fiz um favor pra aquela criança. Tirei de uma mãe que nem cuidado dava.
_Mas você ainda admite que praticou o crime. Betina, eu estou decepcionada com tanta mentira. Agora me responde uma coisa: foi por causa desse filho que você pediu perdão ao nosso pai né?
Betina fica séria nesse momento e Beatriz fica absolutamente perplexa.
_Agora tudo faz sentido. Nosso pai faleceu acreditando que teve um neto e que na verdade não era seu filho.
_Pára de falar essas coisas. Nosso pai está morto!
_Se ele tivesse vivo, ele teria vergonha de você sua bandida!
_Não fala de mim não Beatriz porque desde que nosso pai bateu as botas, você não arrumou nem um casamento.
_Não venha me recriminar por isso porque eu não sequestrei criança alguma. Eu posso não ter marido mas pelo menos não sou criminosa.
_Agora é crime cuidar de uma criança que não tinha amor. Eu não me arrependo de ter tirado o Luís daquela mãe desnaturada.
_Luís? Então esse é o nome dele!
_Sim. O Luís agora é meu, Beatriz e vai ser chamado de Mateus sempre.
Beatriz empurra Betina contra a parede e abrindo a mala, joga as roupas dela pela janela.
_O que você está fazendo sua louca? _Se ira Betina de raiva tentando controlar a irmã que estava enfurecida.
_Você não vai viajar pra lugar nenhum sua bandida! Safada!
Betina pega o pescoço de Beatriz e a empurra contra a cama.
_Você não é minha mãe pra me dizer o que faço.
_Sua louca! Eu odeio você.
_Ai que lindo! E quem disse que eu te amava.
Beatriz decide avançar sobre Betina mas ela a ameaça, pegando uma faca.
_Se aproxime que eu te corto. _diz Betina, séria.
_Calma, minha irmã! Você jamais faria algo contra a mim.
_Isso é o que você pensa. Eu lutei muito pra chegar até aqui e não vou desistir agora.
_O que você vai ganhar Betina com tanta mentira. A essa hora, o seu filho pode estar sabendo da verdade e ele vai procurar a mãe verdadeira custe o que custar.
_Se ele fazer isso, eu acabo com a vida dele. Ninguém vai tirar o Mateus de mim não. Ninguém! E se o Mateus decidir a vida dele ao lado daquela gente, eu não vou perdoar mesmo.
Beatriz fica em estado de choque ao ouvir aquelas palavras.

Mariana chega em casa e abraça a mãe fortemente.
_Oh minha filha! Que bom que está aqui.
_Eu vi a reportagem mais cedo no hospital. Mãe, então aquela foto que apareceu na televisão é a cara da sequestradora do meu irmãozinho?
_Sim, filha. Tudo indica que seja. _diz Martha, confiante.
_Nossa! E aquela fisionomia não me é estranha.
_Filha, a Laís esteve cara a cara com essa bandida.
_Sério? E aí mãe tem alguma pista?
_Por enquanto nenhuma mas vai aparecer.
_Sua mãe está confiante demais, Mariana. _se intromete Dulce, deixando o café na sala.
_O importante que a polícia está trabalhando nesse caso de novo. _afirma Mariana. _Logo saberemos do paradeiro de Luís.


No clube, Mateus faz o seu serviço quando mais uma vez aparece a reportagem na televisão falando do desaparecimento de um menino chamado Luís e mostrando a foto da possível sequestradora.
“Esse retrato falado foi feito pela Polícia Federal e acredita-se tratar da verdadeira face daquela que uma vez tirou dos braços de uma mãe, seu filho. O nome dessa sequestradora é Betina Soares. Quem conhece essa mulher ou alguma vez já viu esse rosto parecido, nos avise em imediato pois estamos sempre dispostos a auxiliar em algo...”
Mateus leva um choque de realidade ao ver a cara da sua mãe na televisão.

Vivian chega ao hospital e Beth a encontra no corredor.
_Posso saber o que está fazendo aqui?
_Eu vim ver o meu noivo. _diz ela séria.
_Como você tem a coragem de me aparecer aqui depois de tudo que houve? Não tem vergonha nessa sua cara não?
_Eu só vou sair daqui se o Carlos pedir que eu saia.
_Meu filho não tem condições de receber visitas, principalmente a sua.
_Por favor não me impeça de ver o Carlos. Eu preciso ver o meu noivo.
_Ele não é mais o seu noivo.
_Eu não vou ficar aqui discutindo com a senhora não. Eu vou ver o Carlos e a senhora nem ouse me impedir. _diz Vivian, cheia de si.
Quando Beth ia falar algo, Marcos interfere e Vivian recua.
_Vivian, minha mãe está certa. Carlos não pode receber visitas por enquanto e acho melhor você voltar depois.
_Mas ele é meu noivo. _diz Vivian, confusa.
_Eu sei Vivian mas dá um tempo. Por favor! Você vai ter a sua oportunidade de conversar com ele.
Vivian olha para Beth e depois para Marcos e se conforma.
_Estamos contentes em saber que o Carlos está bem. Agora todos nós temos que nos unir e torcer para ele sair logo desse hospital.
Beth abaixa a cabeça pensativa e concorda e Vivian decide pegar um copo d’agua.
_Você está certo Marcos! Eu vou ter oportunidade de conversar com meu amor sozinho. Só eu e ele longe de pessoas que impedem nossa relação. _diz ela séria, fazendo Beth a encara-la.

Rubens consegue uma carona e o motorista fica espantado ao ver o seu estado.
_Parece que um trator passou por cima de você amigo. Que houve?
_Fui assaltado e preciso de água. Estou com muita sede. _pede Rubens.
O motorista pega a sua garrafa d’agua e oferece a ele.
_Pode beber amigo.
_Obrigado!
_Onde você quer eu te deixe?
Rubens bebe a água e olhando para o motorista sério, responde:
_Preciso que me deixe no centro da cidade.

Vai uma carona aí?

Enquanto isso, Laerte chega na mansão e vai pra cozinha. Ao chegar, ele se serve e começa a jantar.
_Que comida deliciosa! Cheirinho bom. Hummm!
Dulce chega e o encontra jantando.
_Cadê ela?
Laerte deixa a comida e olha pra Dulce e pergunta:
_Ela quem Dulce?
_A Augusta, a cozinheira. Eu deixei ela aqui fazendo algumas coisas e fui pra sala.
_Augusta? Eu não conheço. Ela é empregada nova?
_Sim. Uma mãe de família, ótima pessoa.
Laerte se sente esquisito e deixa a comida na mesa.
_Você está bem Laerte?
_Sim. _diz ele, tentando disfarçar. _Acho que a comida não me fez bem.
_Hum. Sei.
_Dulce, como é essa Augusta?
_Morena, forte, um pouco mais alta que eu... Mas porque esse interesse hein? Augusta não é pro seu bico não!
_Ahh que isso Dulce. Por acaso ela tem marido? Filhos?
_Foi abandonada com dois filhos e vive numa casa simples. Coitada da minha amiga. Não teve sorte com homem.
_Ai meu Deus! Eu preciso de água. _diz ele, abrindo logo a geladeira.
_Mas porque está tão nervoso?
_Eu não estou nervoso. Só estou preocupado. Essa história do desaparecimento do neto da Vera está me deixando tenso. _ele decide mudar de assunto. _Bom, preciso ir.
_E a comida? Não vai jantar?
_Não. Perdi a fome. _diz Laerte, saindo da cozinha depressa.
_Benza Deus o que é que deu nesse homem? Nossa! Tem cada maluco nessa casa que só Deus pai!

Daniel chega em casa telefonando e todo feliz, coloca a mochila no sofá. Sua expressão é de contentamento.
_Sim. Eu preciso ver certinho nesse fim de semana o que vou fazer. Ah sim! Bom, se tudo der certo podemos ir naquele clube novamente e nos encontrarmos o que acha? Sério? Pow, maneiro! Ta ok. Combinado!
Laís desce a escada e vê a alegria do filho na sala.
_Posso saber o motivo desse sorriso estampado no rosto?
Daniel muda de expressão ao ver a mãe.
_Não é nada demais, mãe. Eu vou tomar um banho.
_Ta bom filho! Hoje vou fazer aquela lasanha que você gosta.
_Ah legal! A senhora é a melhor mãe do mundo. _diz ele, beijando o rosto dela e subindo as escadas.
Laís sorri com a atitude do filho.
De repente, o telefone toca e ela atende.
_Oi Martha! Que houve? Hum. Não, tudo bem. Sem problemas. Eu passo aí amanhã pra conversarmos. Daniel acabou de chegar e eu vou ter que fazer a lasanha dele. Certo! Ta bom amiga. Fica com Deus. Beijos.
Do quarto, Daniel tira suas roupas e entra no banheiro pra tomar banho. O celular começa a tocar e ele não ouve. Laís abre a porta do quarto, trazendo a mochila.
_Oh filho, deixou a mochila na sala. Está aqui viu em cima da cama.
Ela vê a chamada no celular e decide atender.
_Amor, sábado não vai dar pra gente se encontrar no horário que você marcou. Surgiu um compromisso pra mim. Pode ser um pouco mais tarde?
Aquela voz masculina no telefone a assusta um pouco e ainda mais falando de um jeito tão íntimo. Laís não responde e desliga o celular, colocando a mão no peito.
Daniel desliga o chuveiro e sorri sozinho, pensando no rapaz que conhecera no clube.
Ao se vestir e pentear o cabelo, ele sai do banheiro e se surpreende ao ver a mãe sentada na cama olhando pra ele séria.
_Mãe, quase me assustou. O que está fazendo aqui?
_Eu vim trazer sua mochila que você tinha deixado na sala.
_Obrigado mãe! _diz ele sorrindo.
Mas ela continua séria e ele percebe depois.
_Está tão séria? Que houve?
_Senta aqui filho!
Daniel estranha a atitude da mãe e faz o que ela pede. Se aproxima dela e senta ao seu lado.
_Preciso te perguntar uma coisa e não quero que minta.
_Hum. Pergunte. _diz ele, estranhando mais ainda.
_Você tem alguma coisa pra me contar?

Daniel desta vez muda de expressão e aquela pergunta não lhe soa mais estranho. Ou era o momento pra dizer ou era o momento de ocultar, mas acredita-se que o melhor seria revelar aquilo que estava incomodando-o por dentro.




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