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sábado, 28 de janeiro de 2017

Atração Fatal (Seriado 2/10)

No dia seguinte, Matt visita a casa de Olivier e ele, gentilmente o atende.
_Em que posso ajudá-lo? _ele pergunta.
_oi, tudo bem? Meu nome é Mathew e sou policial investigativo. Estou á procura de informações que possam me levar ao falecimento de Regina Winston.
_ah, sim! O que quer saber sobre ela? _pergunta o homem robusto, de um olhar sério e alto.
_como era a relação dela com os amigos, principalmente com você?
_eu e Regina éramos grandes amigos. Ela confiava mais em mim do que nos outros. Eu fui seu ombro amigo, parceiro mesmo.
_você era do tipo confidente, então? Sabia tudo á respeito dela?
_sim. Ela tinha muita afeição pela minha pessoa.
_e por que Regina confiava em você e não nos outros?
_bom, porque eu sempre estive mais próximo dela e da família. Antes de se casar com Feliciano, já tivemos um caso, mas foi por pouco tempo. Depois nos tornamos melhores amigos e a partir daí, tentei ajudá- la sempre que possível.
_ajudá-la? Em que sentido? _indaga Matt.
_Coisas da faculdade que ás vezes, ela tinha dúvidas e perguntava a mim.
_Mas você entendia do assunto?
_Pior que não. Mas eu tentava ajudar.
_Sei. _diz Matt, sério. _e como você via o casamento de Feliciano e Regina?
_Regina passou por crises no seu casamento, devido ao egoísmo e ciúmes doentios do marido. Feliciano não gostava das amizades dela, não a deixava sair pra lugar algum e isso causou uma séria desavença entre os dois. Regina, ás vezes, ficava triste, sem chão, totalmente desconsolada e seu desejo era de sumir cada vez que Feliciano á impedia de alguma coisa. Entretanto, ela não era feliz com o marido, por isso, pediu a separação.
_hum. Entendo! E ele foi obrigado á dar a separação, perante a justiça?
_exatamente. _responde ele.
_e você ou algum amigo dela chegou á presenciar fatos de agressão dentro da casa?
_policial Mathew, Feliciano nunca moveu um dedo em cima de Regina. Pelo menos, é o que eu sei até hoje. Eu cheguei á questionar sobre isso, mas Regina jurou que ele jamais a tocara agressivamente.
_e como eram as suas visitas na casa dele?
_não havia visitas. Conforme eu disse antes, Feliciano não gostava das amizades da esposa e isso impedia todos os amigos dela, inclusive eu, de entrar na casa e visitá-la. Não havia festas, nem comemorações. Regina passou um tempo longe de tudo.
_Olivier, eu também descobri que Regina freqüentava um resort de águas termais, onde você é segurança atualmente.
_então, Regina freqüentava sim, mas todas as visitas que ela fazia ao resort eram  acompanhadas pelo marido.
_mas você acabou de falar que ele a impedia de sair.
_não, nesse caso! Ele impedia Regina de sair pra qualquer lugar que fosse, mas quando ele se sentia disposto, ele a levava completamente obrigada.
_entendi!_diz Matt, anotando tudo em seu caderno.
_uma última pergunta: qual foi a última vez que você viu Regina?
_então, eu a vi dois dias atrás na casa de sua tia Juliet. Ela estava bem e se sentindo realizada por estar trabalhando e por ter alugado um quarto no condomínio principal, seu sonho de consumo que durou pouco né?
_obrigado, Olivier! _agradece Matt,o cumprimentando. _foi um prazer falar com você!
_espero que eu tenha ajudado, policial! _diz ele.
_ah, sim! Ajudou e muito! Valeu mesmo._Matt finaliza.

Algumas horas depois, Smith telefona pra Matt e avisa que Regina se encontra na funerária local e que a análise do acidente provou sabotagem.
_então, temos um indício de sabotagem? _dizMatt.
_sim. Está confirmado por aqui. Vou te passar o relatório por e-mail.
_claro. Pode mandar, sim! _diz Matt. _eu estive na casa do Olivier e tudo normal. Ele me contou uma versão que me deixou com certa dúvida.
_o que ele disse que te deixou confuso?
_segundo Olivier, Regina não era feliz com o marido. Bom, até aí confirma a versão de Juliet. Mas ele também me disse que ela era impedida de sair de casa. Você já recebeu alguma informação desse tipo?
_Matt, eu não vou mentir pra você! Houve uma denúncia anônima de que Regina estaria sendo mantida presa dentro de casa pelo marido, mas quando fomos ao local, estava tudo normal. Suspeitamos de uma pista falsa. Mas qual é a dúvida?
_certo! A minha dúvida é o seguinte: se Regina era mantida presa ou não e tinha acesso pra sair de vez em quando, por que Feliciano á levava para o resort, sempre que queria?
_talvez pra não chamar muita atenção. Seria uma demonstração de que seu casamento era feliz e que não tinha momentos ruíns.
_é uma possibilidade. Como Regina era uma pessoa popular, conhecida, Feliciano sabia que se a privasse muito, ele se tornaria um vilão aos olhos das pessoas e sua carreira não seria tão bem sucedida.
_exato! E agora, qual é o próximo passo?
_vou conversar com a Dinorah! Segundo o relatório que você me passou, ela também é amiga próxima de Regina. As duas se conheceram na faculdade._diz Matt, consciente. _quem sabe, ela não tem algo de bom pra me dizer?

Dinorah arruma as suas malas quando a campainha é soada.
_Já vou! _ela diz em voz alta. Segundos depois, ela abre a porta.
_Dinorah Mackenzie? _o policial Matt pergunta.
_sim. Sou eu mesma. _ela responde, calma.
_meu nome é Mathew e sou policial investigativo. Eu gostaria de conversar com você por alguns minutos.
_policial, só que agora eu estou ocupada. Tenho que organizar algumas coisas por aqui.
_não se preocupe! Não vou exigir muito do seu tempo. Só preciso fazer algumas perguntas á respeito de Regina Winston.

Matt e Dinorah

_ah, claro! _ela o deixa entrar. _fique á vontade!
_obrigado! _ele entra na casa e observa as malas e algumas coisas desorganizadas. _pretende se mudar?
_sim. Eu estou indo pra casa de uma irmã que fica no sul.
_e justamente hoje, dia do enterro de Regina Winston?
_eu pretendo ir ao enterro antes de tomar meu rumo, senhor policial!
_certo! Bom, mas vamos resolver logo a minha visita aqui. _diz Matt, sentando e se preparando pra fazer as perguntas. _como conheceu Regina Winston, Dinorah? Dinorah fica séria por alguns instantes, mas se mantém calma.

Enquanto isso, no condomínio, Suzi ouve a campainha da porta e decide atender. Ao abrir a porta, um jovem rapaz sorri ao vê-la. Suzi pega pela gola da sua camisa e o aproxima de seu corpo, o envolvendo com um beijo provocante e sedutor. A porta fecha e os dois se agarram e caem juntos no sofá da sala. O desconhecido tira a camisa e os sapatos e ela desabotoa a blusa, fazendo parecer seu sutiã branco e transparente. Entre beijos provocantes e gemidos, os dois fazem sexo em plena luz do dia, onde as paredes se tornam testemunhas daquele cenário de puro fogo.

Esquentou!

Cansados em cima daquela cama e dentro daquele quarto abafado, Suzi sai da cama completamente nua e deixa o rapaz exausto, e ainda por cima excitado, sobre os lençóis.
_Gostou? _ela pergunta ao olhar pra cara dele e acende um cigarro.
_Nossa! E você ainda pergunta? Olha o estado que me deixou!
_Que bom pra você!
_Volta pra cama, vem! Quero tudo de novo!
_Calma. Muita calma! Vou ao banheiro e já volto.
_Tá! Vem que o seu homem te espera.
Suzi sorri com as palavras dele.

video

Dinorah decide contar tudo o que sabe á Matt.
_eu conheci Regina na escola. Fomos amigas na adolescência. Ela era uma pessoa muito importante pra mim, senhor policial.
_importante como?
_ela me ajudou muito na época que eu estava grávida de minha filha Brendha. Ela me apoiou e me fez mudar de idéia á respeito de um possível aborto que eu pretendia fazer no passado. Senhor policial, se não fosse pela Regina, eu não teria a minha filha hoje. Meu ex-namorado me largou grávida e nem quis saber da criança que eu esperava. Regina mudou a minha vida e a da minha filha.
_entendo! Como você via o casamento de sua amiga?
_eles se amavam muito. Regina e Feliciano eram muito próximos um do outro. Tinham uma relação sem brigas.
_segundo Olivier e Juliet, o casamento dos dois não ia muito bem.
_Olivier sempre amou Regina, desde que tiveram um caso no passado. Ele jamais suportou a idéia de perdê- La pra Feliciano. Quanto á Juliet, ela amava muito a sobrinha e não gostava de Feliciano, porque achava que ele á maltratava e á agredia fisicamente. Policial, não era isso o que acontecia naquela casa. Era o contrário de tudo isso que os dois vieram á falar ao senhor.
_mas por que houve a separação? Algum motivo tinha pra tal fato acontecer, né?
_Regina se separou de Feliciano porque ela foi flagrada em ato de traição. Feliciano descobriu que Regina e Olivier estavam tendo um romance escondido, ou seja, o caso que os dois tiveram no passado havia voltado novamente.
_e porque Feliciano não pediu a separação?
_talvez porque a amava muito. Mas Regina era teimosa e ela percebendo que cometera um erro grave e com medo de ser exposta, ela mesma pediu a separação, sem nada em troca. Mas Feliciano não queria dar o divórcio e ela pediu auxílio da justiça.
_qual foi a última vez que viu Regina?
_dois dias antes. Ela estava feliz que tinha arrumado um emprego novo e que a sua vida melhoraria á partir desse ano.
_ela tinha algum plano para este ano?
_sim. Tinha muitos, inclusive o desejo de trocar o seu carro por um mais novo.
_foi bom você tocar nesse assunto do carro. Regina fez auto-escola ou ela aprendeu á dirigir com alguém?
_ela fez auto-escola, que foi pago pelo próprio marido.
_e quanto ao condomínio, onde ela alugava um quarto?
_também eram pago por Feliciano. Ele estava se responsabilizando por tudo. As contas que ela tinha eram pagas por ele até hoje, após a separação.
_então, consideramos que Regina era uma mulher de sorte. O ex-marido ainda se compromete á pagar o seu apartamento e suas dívidas.
_ele é uma pessoa muito boa. Só Regina que não soube enxergar isso.
_Feliciano lhe deixava visitar Regina?
_claro, senhor policial! Ele não impedia ninguém de vê-la. O único que não tinha muita afinidade com ele é Olivier, que não freqüentava a casa, por causa do seu romance com Regina. _diz ela, séria.
Matt fica pensativo por alguns instantes e agradece pelo depoimento.

Acontece o funeral de Regina Winston. Todos estão presentes, inclusive Matt e o delegado Smith. Juliet
fica em estado de prantos e Olivier a conforta. Dinorah fica em silêncio e Justine é a última á chegar. De repente, Feliciano os encontram e sente a perda da ex- mulher. Ao lado do caixão da vítima, ele pronuncia algumas palavras de afeto e abaixa a cabeça, deixando uma flor. Juliet se aproxima dele e fica séria. Assim, ele se afasta e senta junto com os convidados no banco. O padre começa a fazer um discurso sobre Regina. Matt encara pra Smith e os dois não falam nada. Brendha emociona á todos com um poema em homenagem á Regina. Do outro lado da esquina, alguém assiste a cena e decide fazer uma ligação.
_já está acontecendo! _a pessoa avisa.
_ótimo! Mantenha posição e fique alerta. Qualquer coisa, me liga de volta! _a voz diz, em tom moderado.

Depois do funeral, Matt encontra Smith no carro e os dois conversam sobre o caso.
_alguma novidade, Matt? _pergunta Smith.
_nada de concreto ainda. Apenas versões que me deixam com certas dúvidas.
_mas você sabia que este caso não seria fácil, Matt!
_sim. Eu imaginava isso, Sr. Smith. Creio que existe um fato revelador no meio de tantas suposições, mas no momento eu não sei dizer o que se trata.
_entre verdades e mentiras, o fato é que Regina está morta devido á um acidente que foi planejado e todos são suspeitos, Matt!
_é verdade, Sr. Smith! Todos são suspeitos e eu vou achar o culpado ou culpada da morte de Regina._diz Matt, convencido. _Custe o que custar!

Á noite surge, Suzi abre a janela do seu apartamento e vê a lua tão brilhante e clara no céu escuro e pouco estrelado. Ela tira a camisola e se despe, ficando completamente nua. Em seguida, liga o abajur e se deita na cama. O telefone celular toca e ela atende.
_Oi!
_Já está deitada? _pergunta a voz do outro lado da linha.
_sim. _ela responde.
_que pena! Eu iria convidá-la pra sair.
_deixa pra próxima!
_vai ficar me devendo, hein?
_não se preocupe! Eu vou saber lhe pagar direitinho.
_provoca ela.

Sexy

No dia seguinte, Suzi decide ir na portaria pra falar com o porteiro Serapião e encontra Matt pedindo-lhe as chaves do apartamento de Regina. Ela fica surpresa e ao mesmo tempo, curiosa. Os dois se esbarram.
_oi, Suzi! _diz Matt, a cumprimentando.
_oi, Matt! Que bom revê-lo outra vez! _ela diz. Serapião entrega as chaves á Matt e diz:
_você pode ir agora, senhor policial!
_obrigado, Serapião! _ele agradece.
_então, quer dizer que você é policial? _interfere Suzi.
_sim. _responde ele, gentil.
_eu sabia que existia alguma coisa em você. Você é tão forte, tão sexy! Imaginei que gostava de se envolver em perigo e de ajudar as pessoas ao seu redor._ela diz, num tom suave e delicado.
_eu sou policial desde os vinte e dois anos de idade. Me formei cedo na corporação.
_hum. _ela diz. _mas deve ser arriscado a sua profissão, né?
_bastante. Trabalho como policial investigativo. Estou num caso novo agora. Tenho que solucionar o assassinato de Regina Winston, uma pessoa conhecida na cidade, que fatalmente foi encontrada morta num trágico acidente de carro próximo á ponte da região.
_entendi, Matt! Mas sem querer, eu ouvi que neste condomínio Regina fora hospedada em um apartamento.
_pois é! É a segunda vez que apareço por aqui e talvez eu possa encontrar informações á respeito da vítima. Você conhecia Regina?
_não pessoalmente. Eu só a conhecia por fotos e por televisão mesmo. Ela era esposa de Feliciano, um escritor famoso, né?
_exatamente, Suzi! E você o que faz?_pergunta Matt.
_Sou decoradora de imóveis. É um trabalho bem interessante e mais divertido.
_Hum. Bem interessante mesmo! Agora, preciso ir! A gente se vê!
Suzi se despede do rapaz e decide folhear uma revista que estava em cima do balcão.
_posso ajudá-la? _pergunta Serapião.
_ah, claro! Eu gostaria de saber se alguma encomenda chegou em meu nome nestes dias? _ela o interroga.
_ah, sim! Vou verificar pra senhorita! Como se chama?
_Suzi Vielmont. _responde ela.
Ele sai pra verificar, enquanto ela o aguarda.
_aqui está, senhorita Suzi! _ele entrega um pacote lacrado.
_obrigada! Agora, me tira uma dúvida!
_pode falar! _o porteiro diz.
_qual é o número do apartamento de Regina?
_posso saber o que se trata?
_eu esqueci de falar com o policial um assunto importante. Preciso vê-lo!
_ah, claro! É o apartamento 384, senhorita Suzi!
_mais uma vez, muito obrigada e bom serviço!_ela responde e sai, o deixando fascinado com tanta simpatia.

Christine vai á delegacia local e encontra Smith em sua sala.
_Christine, é um prazer vê-la aqui! Mas quanto tempo, hein?
_oi, Sr. Smith! O Matt se encontra?
_não. Ele foi ao apartamento de Regina. O seu marido está disposto á resolver logo o caso.
_eu imagino. _ela diz, com uma expressão nada feliz.
_aceita um café? _ele oferece.
_claro! _ela pega o copo de café das mãos dele e agradece.
_Matt me disse que você não está feliz com o trabalho dele.
_e não estou mesmo, Sr. Smith! Eu sei que o meu marido é um bom policial e todos os casos que ele pega, ele resolve numa boa, mas o fato é que eu estou cansada de viver assim. Sr. Smith, Matt tem um filho agora e o Renan precisa de um pai presente. Matt não está tendo tempo nem para o filho dele.
_eu sei que é complicado, Christine, mas Matt é um bom profissional e não tinha outra opção á não ser chamá-lo pra este caso.
_ás vezes, parece que você está contra mim e a favor dele sempre.
_você sabe perfeitamente que não é bem assim! Somos bons amigos e eu sei que ele tem obrigações. Eu reconheço o profissionalismo dele!
_me desculpe, Sr. Smith! É que a minha vida está um caos atualmente.
_Christine, se você estiver agindo assim, não será eu o culpado pelo fim do seu casamento. Você precisa aceitar o trabalho de Matt, porque se isso continuar, eu sinto muito lhe dizer isso, mas o Matt não vai agüentar. Ele vai se afastar de você, nem que seja aos poucos.
Christine fica em silêncio.


Dinorah termina de arrumar as coisas e decide sair da casa. Brendha já estava lá fora á sua espera. Assim que apaga as luzes e tranca a porta, alguém a surpreende por trás e dá um golpe de mão fechada em suas costas. Ela cai, inconsciente e a pessoa a coloca sentada próximo da parede. Em seguida, revira os móveis todos. Dinorah volta á si e fica confusa ao ver o desconhecido em sua frente.
_o que disse ao policial? _ele a interroga.
_eu não disse nada. _ela responde.
_eu sinto muito, mas você não vai poder ver quem é o assassino de sua amiga Regina. _ele mostra-lhe um canivete.

_não faça isso! _ela se desespera aflita. Apenas um grito ecoa pela redondeza.


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