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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Quarto Capítulo de Com Quem Eu Fico


Marcelo decide puxar conversa com Priscila, que fica calada o tempo todo enquanto estava no carro.
_você conseguiu terminar a faculdade? _ele pergunta.
_sim. _ela responde, sem desviar os olhos do lado de fora da janela.
_eu tranquei a minha. Tive que trabalhar fora do país por alguns meses. _ele responde.
_hum. Você ainda pretende continuar? _ela questiona.
_talvez sim, mas estou pensando no assunto.
_que bom! _ela diz, sem muita importância.

Bom papo

_eu soube que você se separou de uma relação conturbada.
_eu não gostaria de tocar neste assunto. Por favor!
_ok. Eu me calo! _responde ele. _desculpe se fui inconveniente.
_melhor assim. Por favor, pode me deixar naquela esquina ali? _ela indica.
_Mas por quê? Olha, se foi porque eu toquei no assunto do seu casamento, me desculpe ok! _diz Marcelo, já intrigado.
_por favor, Marcelo! Eu gostaria de ficar por aqui. Tudo bem pra você?
_bom, já que você insiste tanto. _diz Marcelo, estacionando o carro na esquina em frente.
_obrigada pela carona! _ela agradece e sai do carro.
_você não vai ficar chateada comigo, vai?
_claro que não! Imagina. Tchau! _ela se despede com um aceno e segue em frente.
Marcelo fica pensativo diante do volante e se acha um tolo por ter feito tudo errado.

Alguns minutos depois, Priscila bate á porta de Michele e as duas decidem conversar um pouco.
_eu não sabia que você viria, amiga! Se soubesse, tinha preparado mais um prato na mesa.
_sem problemas, My! Eu só passei pra vê-la mesmo e conversar com você por alguns minutos.
_ah claro! Entre então! Só não repare na bagunça. Não tive tempo de limpar nada ainda. Cheguei do trabalho quase agora.
_não esquenta com isso!  _diz ela, ignorando.
_mas diga o que aconteceu pra você vir em minha casa hoje?
_bom, a gente se conhece há muito tempo né?
_sim. Mais ou menos uns cinco anos desde os tempos da faculdade.
_bom, lembra-se do Marcelo?
_se lembro. Ele foi um tremendo chato na faculdade. Vivia correndo atrás de qualquer menina e até você não escapava das perseguições dele. _diz ela, rindo.
_nem me fale, amiga! Foi uma chatice ter topado com ele na faculdade. _diz ela, seriamente.
_mas até que foi engraçado, né? Eu me divertia muito com ele! _diz Michele, percebendo o olhar diferente da amiga. _mas o que houve, amiga? O que o Marcelo tem a ver com isso?
_é que eu peguei uma carona com ele agora há pouco depois do trabalho e senti que ele está tentando se aproximar de novo. _ela revela, deixando a amiga em silêncio.

Enquanto isso, Wesley decide voltar para o carro e fica incomodado com a cena que acabara de ver no clube: seu irmão com a garota que ele gostava. Os momentos de Pâmela ficaram grudados em sua mente, transmitindo por diversas vezes cenas do primeiro beijo no clube e da primeira música que dançaram juntos. E agora, a cena de Robson pegando nas mãos da sua amada e os dois cada vez mais próximos. Wesley fica impaciente e pensa em voltar para o clube com o propósito de chegar até eles e dizer que a tal jovem da internet fora a mesma que ele havia ficado naquela noite, mas a decepção de seu irmão mais novo falou mais alto e ele se conteve por um momento. E quanto ao fato de saber que Pâmela não tinha falado seu verdadeiro nome ao seu irmão? Por quê ela fez isso? Em sua mente se passava várias coisas. Ela poderia estar mentindo pra ele também.
Wesley sabia como era Robson particularmente, ou seja, conhecia suas qualidades e seus defeitos e um dos seus princípios era a verdade absoluta em tudo. Robson jamais perdoaria uma traição e mesmo que falasse á ele que tudo não passara de um grande engano, ele não acreditaria. Se sentiria péssimo, magoado e um verdadeiro otário por ter deixado o caminho livre para seu irmão naquele dia que seria especial pra ele. Especial porque tudo que Robson queria de Pâmela era que os dois tivessem algo mais do que amor, cuja palavra referente designava um sentimento mais forte e mais complexo: o sexo. Uma possível troca de forças mútuas, uma relação mais envolvente de desejo e paixão veraneio, diferentemente de qualquer sentimento de carinho e dedicação no qual Wesley admirava muito e tinha forte consciência de tal.
Segundo Wesley, Robson era um cara “pegador”. Conquistava as mulheres só pra conseguir um objetivo: passar a noite com elas e depois, ele a descartava, que no bom português, não fazia a menor questão de vê-las novamente. Ele sempre fora assim desde a adolescência. Já Wesley não! Pra ele, sentimento que tinha amor e fidelidade era um grande trunfo de alegria em sua vida. Namorou algumas garotas e sempre foi atencioso com elas, dando-lhe respeito e aproveitando cada momento da sua vida ao lado das suas parceiras. Foram paixões que duraram pouco, mas que marcaram sua vida pra sempre, deixando um traço de amizade e companheirismo em cada fase que vivia.
E relembrando tudo que vivera até agora, Wesley decide não voltar ao clube, mas decidiu voltar pra casa e pensar num jeito de esmagar aquele sentimento por dentro. Somente assim, ele estaria deixando seu irmão ser feliz com a pessoa que tanto ama.


Ao chegar em casa no seu carro, Wesley percebe que seus pais estão dormindo e é forçado á acordá-los, tocando a campainha da porta de entrada. Vanderson e Nívea ouvem o sinal estridente da campainha e despertam assustados.
_só pode ser um dos nossos filhos! _diz Nívea.
_mas eles estão com as chaves. _responde Vanderson.
_bom, algo deve ter acontecido então! _diz ela. _não acha melhor abrir?
_eu vou verificar antes. Fique aqui! _diz Vanderson, saindo da cama e vestindo seu roupão.
Chegando na porta, Vanderson ouve o chamado de Wesley e abre.
_filho, você não estava com as chaves não?
_não pai. Eu esqueci com o Robson. _diz ele, entrando.
_aconteceu alguma coisa?
_não pai. Desculpe ter te acordado á esta hora da noite!
_tudo bem! Eu vou avisar á sua mãe que você acabou de chegar.
Wesley decide ir á cozinha pra pegar algo pra comer e Vanderson volta para o quarto.
_pensando melhor, acho que não vou desistir da Pâmela não! Se ela quiser que eu saia da sua vida, ok! Mas por mim, eu não vou desistir! Não vou mesmo. _ele reflete sob á mesa.

Na saída do clube, Pâmela fica hesitante em contar que conheceu outro rapaz á Robson, mas percebendo que ele era simpático e parecia ser uma pessoa bacana de lidar, ela acabou se apaixonando por seu jeito simples e descontraído.
_saiba que hoje foi uma noite muito especial pra mim! _diz Robson, feliz.
_eu também digo o mesmo. _diz ela. _mas...
_não diga nada! _ele a beija em seus lábios suavemente e ela se rende.
Logo após, ele sussurra em seu ouvido:
_desde que te conheci no chat, eu sabia que daríamos certo. Você é perfeita, Mariana!
A jovem sorri um pouco e diz o mesmo á ele.

Não diga nada!


Nesse ínterim, Wanda recebe a ligação de Yuri, que exige falar com Dani.
_Yuri, eu não quero mais que você procure a minha filha. Ela está magoada com você e, portanto, não quer te ver nem pintado. Acho melhor você parar de ligar pra cá.
_eu gosto da sua filha, D. Wanda. Eu sei que cometi uma bobagem. Eu não devia ter feito aquilo, mas a senhora precisa me deixar falar com ela. Eu queria muito que ela me escutasse.
De repente, Dani entra porta adentro.
_mãe, quem está no telefone?
_filha, é o Yuri. Ele quer falar contigo! _ela diz, ao vê-la.
_mãe, diz que eu não estou. Por favor!
_eu já tentei. Ele quer falar com você. Pelo amor de Deus, dê uma chance a ele e o escute. Nem que seja a última vez.
_tudo bem! _ela pega o telefone das mãos de Wanda, que sai. _diga, Yuri? O que quer?
_Dani, estou feliz que tenha atendido. Por favor, eu preciso que você me ouça com atenção.
_Yuri, eu não tenho muito tempo. Portanto, fale logo o que quer.
_eu te amo, Dani. Eu te amo muito. Acredite!
_você me ligou pra dizer isso? Ora!
_não! Eu também queria te pedir desculpas e te dizer que o meu namoro com a Verônica não é serio. Ela sempre quis investir em nós dois e eu não gosto muito dela. Eu queria terminar tudo. Acredite em mim.
_por que, Yuri? Por que me decepcionou? Eu achava que você era diferente. Eu vi que me enganei.
_Dani, você precisa acreditar no meu amor.
_sabe de uma coisa, Yuri? Vá procurar a Verônica e nunca mais me procure. Esqueça esse número e desista de uma vez por todas. Eu jamais vou cair nas suas lábias de novo. Estamos entendidos?
_Dani! _ele suplica ao telefone.
Ela desliga num só toque e sente-se aliviada.
_eu prometi que não ia me lamentar. Hoje, não!

De manhã na ilha de Lopes Mendes, Humberto se despede da filha, antes de entrar no helicóptero. Os empregados recebem as ordens do patrão.
_filha, você vai ficar bem. Não se preocupe! _diz ele, a abraçando.
_eu espero que o senhor volte logo. Eu não quero ficar sozinha por muito tempo. _diz Verônica.
Ele sorri feliz e entra no helicóptero. Tenório liga os motores.
_Tenório, vê se cuida da minha filha quando voltar! _ele pede.
_claro, senhor. Pode ficar trânqüilo!
Humberto acena as mãos pra Verônica, que o olha séria.
O helicóptero levanta vôo e parte. A ilha e todo resort é deixado pra trás naquele exato momento. Tenório sorri com Humberto, ao vê-lo próximo a janela e diz:
_senhor, faremos uma viagem trânqüila. Não tenha medo!
_ora, eu não estou com medo. _ele brinca. _eu só estou preocupado com a minha filha.
_não precisa se preocupar, senhor. Verônica está bem grandinha. Ela sabe se cuidar. Fica frio!
_você tem razão! _ele diz. _Acho que estou me preocupando á toa.
Verônica fica observando o helicóptero se afastar e fica matutando sozinha:
"Acho que preciso dar uma festa aqui em casa"
_Matildeeee!!!!!!!! _ela grita a empregada que chega logo rapidamente.
-_Oi patroa! Em que posso ajudá-la?
_Eu quero dar uma enorme festa. Preciso disso aqui todo arrumado.
_Sim, senhora! _diz a empregada, gentil.

Praia de Lopes Mendes

"Conhecida como a mais famosa de toda a Ilha Grande, Lopes Mendes oferece muita sombra por debaixo de suas amendoeiras e ponto ideal para quem procura um dia de surfe."

Ronaldo se despede de D. Cândida na pousada.
_então, você vai viajar? _ela pergunta, intrigada.
_sim. E aqui está o dinheiro que eu devo à senhora. _ele entrega uma pequena quantia. _eu queria me desculpar pelo atraso.
_obrigada, Ronaldo! Mas que mal lhe pergunte: por quê está se ausentando do Rio? Aconteceu algo?
_não, senhora. Eu tenho um assunto pra resolver e é de grande importância. Mas brevemente, estarei de volta.
_bom, espero que faça uma boa viagem.
_Obrigado! E me desculpa qualquer coisa!_diz ele.
_Que isso! Nada pra se desculpar.
Gabriela ouve a conversa e fica chateada.
Ronaldo a abraça contente e sai ao encontro de Rafaela, que já o aguarda no carro, onde o leva direto para a rodoviária. Enquanto o casal conversa no carro, D. Cândida resolve falar com sua filha Gabriela.
_Por que está com essa carinha hein?
_eu não queria que ele fosse embora.
_você está gostando do Ronaldo, filha?
_poxa mãe tá tão na cara assim?
D. cândida faz um gesto positivo com a cabeça e sorri.
_ele ama a Rafaela filha. Melhor você esquecê-lo.

_Achei que não viria mais. Pensei que tivesse desistido. _diz ela.
_não. Eu não posso desistir, Rafa.
_vê se não me trai por lá, tá! Vou ficar contando cada minuto pra te ver novamente.
_Rafa, tem certeza de que não quer vir mesmo?
_eu já disse que não posso. Tenho um trabalho á cumprir aqui.
_bom, eu prometo que voltarei logo, ok!
_eu acredito em você! Se você não voltar daqui á uma semana, eu vou atrás de você, ok! Você não vai escapar de mim tão fácil.
Ronaldo sorri e lhe beija os lábios.
_jamais vou esquecer de você, meu amor!
O carro parte em direção á rodoviária.
Ronaldo se despede de Rafaela e entra no ônibus. Ele acena pra ela com uma das mãos pela janela.
_Eu amo você Rafaela!
Sorrindo, ela responde:
_Eu também te amo, Ronaldo!
E o ônibus se prepara pra sair da rodoviária Novo Rio.
Nos olhos de ambos, lágrimas.
O seu sonho está próximo de ser realizado. Agora, só resta um pouco de esperança. Um traço que o separa do encontro de sua família.
“Será que vou encontrá-lo?”
Seu pensamento ainda está preso nesse argumento, mas a saudade...

Robson e Wesley tomam o seu café na cozinha. Entretanto, Robson estava com uma preguiça e tanto, mas estava feliz pela noite que passara.
_e aí, como foram as coisas por lá? _pergunta Wesley, curioso.
_foram ótimas irmão!
_hum _diz ele, tomando um gole de café e comendo uma barra de cereal.
_Ela é incrível, mano! Jamais conheci uma pessoa tão diferente quanto ela. Nós ficamos ontem! _conta Robson entusiasmado.
_legal, irmão! _diz ele, já ciente da situação. _Mas agora, eu vou ter que ir para o trabalho. A gente se fala depois, ta legal? _ele sai da mesa.
Robson percebe a indiferença em Wesley.
_você está estranho! Aconteceu alguma coisa?
_não, mano! Não aconteceu nada não.
_ok! Sabe o que estou pensando?
_Diga! _diz Wesley, lavando as louças rapidamente.
_eu vou levar a Mariana para aquele hotel que costumo ir aos finais de semana. O que você acha?
Aquela pergunta deixa Wesley muito sério, fazendo escorregar um copo da mão dele e se quebrar dentro da pia.

Calma!



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